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Décimo terceiro capítulo.

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Zayn não poderia dizer que estava puto pelo sumiço de Liam. Irritado e sentindo como se tivesse sido usado, sim, mas não puto. Porque estar puto indicava que ele não esperava por algo assim, mas não é como se Zayn estivesse surpreso. Afinal, ele era só o amante e sabia que seria desse jeito desde o começo.

No entanto, Liam não tinha se dado ao trabalho sequer de lhe mandar uma mensagem para explicar porque tinha desaparecido sem avisar. E isso era o que estava irritando Zayn. Ele não queria satisfações do que seu professor fazia ou deixava de fazer, mas, de certa forma, não era muita falta de respeito tê-lo deixado sozinho naquela cama de hotel?

Zayn não estava acostumado a ser tratado com tanto descaso; geralmente era ele quem fazia esse papel. Porém, pelo visto, Liam não era tão imaculado quanto ele pensava. O professor também entendia que amantes eram só amantes, o que não fazia o ego machucado de Zayn se curar mais rápido.

Na Segunda-feira, Zayn foi para o colégio sem intenção alguma de falar com Liam. Passou os quinze minutos que tinha antes do sinal bater evitando os lugares por onde seu professor poderia passar. Zayn nunca tinha prestado tanta atenção às aulas quanto naquela manhã. Tudo para não pensar em Liam. Mas, quando Zayn se encontrou com Niall para ir ao refeitório no almoço, sua ideia foi completamente por água abaixo. Ele sentiu seu celular vibrar no bolso e, assustado, constatou que era uma mensagem de Liam:

Banheiro do terceiro andar daqui a cinco minutos.

Zayn quase não acreditou no que estava lendo. Nada de desculpas, nenhuma explicação? Quem Liam pensava que ele era?

...Cinco minutos era muito tempo. Por isso, Zayn murmurou um “já volto” para Niall e correu na direção contrária a que eles estavam andando. Subiu as escadas às pressas, reconhecendo a astúcia de Liam: o quarto e o segundo ano compartilhavam o mesmo horário de almoço, enquanto o primeiro e o terceiro ano estavam em aula. Portanto, o terceiro andar estaria deserto. E ninguém iria àquele banheiro, porque estava interditado há anos.

Era o ponto de encontro perfeito.

E, enquanto se encaminhava para o lugar combinado, Zayn pensava que seu orgulho estava lhe traindo magnificamente naquele momento. Ele deveria continuar dando um gelo em Liam, não deveria? No entanto, a possibilidade de se encontrar às escondidas com o professor bem embaixo do nariz de seus colegas e do corpo docente do colégio só deixava Zayn mais ansioso. E, apesar do sumiço de Liam, que tinha sido a única parte ruim de tudo, Zayn ainda lembrava muito bem de como tinha sido seu fim de semana.

Era tão ridículo que ele não conseguiu deixar de pensar numa metáfora para a situação: Zayn era um cachorrinho e Liam só precisava estalar os dedos para tê-lo. Era ridículo pra caralho.

A porta do banheiro costumava ficar fechada, até os alunos descobrirem uma maneira de quebrar a maçaneta e abri-la à força. O diretor não pareceu considerar aquilo preocupante e nunca mandou arrumar nem a porta nem o lugar. Seus alunos, é claro, achavam o banheiro muito vantajoso – principalmente porque tornava muito fácil o acesso para o banheiro em que, supostamente, não vinha ninguém. Porém, quando o lugar começou a ficar famoso entre os estudantes, uma das cadeiras da sala de aula surgira ali como um modo de trancar a passagem. Todo mundo que viesse ao banheiro interditado e encontrasse a porta trancada, sabia que era melhor encontrar outro lugar; aquele ali já estava ocupado.

Quando Zayn empurrou a porta, logo encontrou Liam encostado na parede do outro lado, encarando o celular. O professor levantou o rosto ao ouvir a porta se abrir, sorrindo levemente. Zayn entrou e usou a cadeira para fechar a porta.

“Então?” Zayn perguntou, a voz séria. Sua dignidade estava no chão por ter ido até lá tão rápido, mas isso não significava que ele ia facilitar para Liam.

Teacher (AU!Ziam)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora