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Trigésimo segundo capítulo.

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Zayn esperou que os passos do lado de dentro do apartamento se aproximassem. Ele esperou que a porta fosse destrancada e aberta. Em alguma parte dentro de si, o estudante meio que esperava também ter errado o apartamento ou que a moça no interfone tivesse errado o número. Muito, muito dentro de si, em algum lugar pequeno e covarde da sua alma, Zayn esperava que Liam não o atendesse.

Mas, quando a porta se abriu, lá estava Liam. Mesmo com o antebraço apoiado no batente da porta, Zayn não pôde evitar se sentir abalado. Ele sabia que não era culpa da bebida. Com a barba por fazer, o homem parecia cansado e amarrotado. Por um momento, Zayn achou que Liam talvez pudesse estar tão mal como ele.

E talvez essa constatação tornasse tudo mais fácil.

“Eu quero falar com você.” Disse Malik com a voz embolada.

Liam estreitou os olhos.

“Você tá bêbado?”

Zayn engoliu em seco.

“Não.”

O professor cruzou os braços.

“Tá, sim.”

Zayn suspirou.

“Só... Me deixa entrar?”

Liam não queria fazer isso. De verdade, ele não queria. Era ridículo que Zayn ainda tivesse o despeito de aparecer na sua casa menos de uma semana depois da briga toda. A mágoa ainda estava fresca, assim como tudo o que tinha ouvido e falado sobre Malik. Como poderia ser fácil encará-lo depois de todos os problemas? Payne tinha uma boa ideia do que Zayn tinha vindo fazer ali (principalmente bêbado) e ele não podia sentir mais raiva de sequer ter que lidar com a possível discussão.

Mas então, Liam suspirou. Com os olhos vermelhos e uma visível dificuldade de ficar em pé e alerta, Zayn só parecia um adolescente frágil e desesperado. Ele não podia mandar seu ex-aluno embora naquele estado. Como Zayn voltaria para casa se provavelmente não conseguia nem andar em linha reta?

E foi aí que um clique soou na sua cabeça.

“Como você chegou aqui, Zayn?”

O estudante rolou os olhos.

“De carro, é claro.”

O coração de Liam foi à boca e voltou.

“Você dirigiu até aqui?” Sua voz subiu alguns oitavos, fazendo o garoto se encolher. “Bêbado?”

“Não grita comigo.” Malik pediu, manhoso. Ele rolou os olhos. “Tô aqui inteiro, não tô? Por favor, Liam.”

Ele não deveria. Não deveria obedecer ao aluno e não deveria escutar o que ele tinha pra falar (mesmo que não fosse muito entendível, de qualquer forma). Só não deveria. Porém, Liam não era cruel. Por isso, o professor se afastou e deixou o caminho livre para Zayn passar.

“Eu nunca estive na sua casa, estive? Nah... Olha só que sala mais charmosa!”

Liam não sabia se ria ou se continuava irritado pelo ex-amante-e-aluno ter aparecido de supetão. Trancando a porta, ele acabou se decidindo de que ver Zayn bêbado era uma visão divertida e um tanto à parte dos problemas. O professor poderia ignorar todo o aperto no seu peito, a saudade de ter aquele garoto nos braços e toda a mágoa apenas para ajuda-lo a ficar sóbrio. É, ele podia fazer isso – e depois chutaria Malik da sua casa. Com toda a certeza.

Deixou o adolescente admirando os cômodos (Liam ouviu Zayn esbarrar no sofá) e foi preparar uma xícara de café instantâneo. Enquanto a água fervia, Payne separou algumas bolachas de água e sal que tinha achado no armário e as colocou numa vasilha. Não sabia se o estudante já tinha comido, mas, julgando pela sua embriaguez, Liam supôs que não.

Teacher (AU!Ziam)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora