Um lugar distante e muito bonito, sobre os Alpes encoberto pelas nuvens, onde o campo é vestido pôr lírios e flores, conhecido como o vale das flores. Tudo é calmo e a paz é dominante, onde todos de branco vivem como num sonho.
As moças são lindas e meigas, passeiam por entre as flores e se confundem com as pétalas alvas entre os campos verdes do vale.
Hanna a princesa, a mais bela e doce de todo o vilarejo, reina com paz, tranquilidade e harmonia, todos a amam e a respeitam pela sua justiça e bondade, no seu reino não há intrigas, não há maldade, somente amor, é a chave para entrar no vale das flores.
As fontes com suas águas cristalinas, límpidas e azuis, rolam as montanhas banhando a tez pálida das donzelas virgens.
Os homens trabalham no campo cultivando o alimento para a aldeia sem nenhuma habilidade com as armas e com total desconhecimento das guerras.
De manhã cedo como todos os dias, Hanna passeia pôr entre os lírios com suas cortesãs, colhendo flores e rosas para o seu castelo. Como de costume ficam quase toda manhã entre os lírios inocentemente colhem e brincam, riem e festejam em plena paz suas vidas.
Princesa Hanna com seus longos cabelos em cachos negros escorrendo sobre os ombros a faz única, divina, uma deusa de olhos escuros e vadios, irrequietos, duas tulipas negras burilando num rostinho infantil, de mãos pequenas, passos suaves e quando anda quase paira pôr sobre o campo.
O tempo passa lentamente como se o vale fosse um mundo paralelo, um campo de sonhos perdido, porém, nem tudo é perfeitamente belo o quanto parece, o que as vezes salta aos olhos esconde o negro, a dor e muitas vezes o verdadeiro, o real.
Como maldição o vale das flores não é exceção, esta paz que parece um lar de anjos é massacrado pelo voraz Dort, um deus mal que vive nas montanhas escuras do vale norte pôr entre as florestas no labirinto das colinas.
Sempre no sexto dia do sexto mês do ano exatamente as seis horas, Dort desce a montanha, o vale todo fica a espera da besta devoradora e em suplica oferecem uma virgem para o seu deleite faminto. Dort vai além de suas maldade desta vez ele escolhe a sua vitima: a princesa Hanna. A escolhida da colheita do monstro, anualmente Dort leva uma virgem em troca de não destruir o vale, o sacrifício da donzela faz com que o reino continue em paz pôr mais um ano, até a volta de Dort. No mesmo dia Hanna espera seu devorador pacientemente e linda! Os homens totalmente indefesos nada podem fazer para evitar a morte de sua princesa.
— Exatamente as seis horas.
Dort aparece com sua aparência berrante e apavoradora, seus urros são ouvidos a distância pôr entre o vale.
Billy seu irmão indefeso de joelhos ouve e sabe que é chegada a hora, o monstro satisfeito leva a sua mais desejada presa, o vale entristecido, os lírios choram, o perfume não é mais o mesmo.
Hanna é levada a montanha negra para ser cumprido o seu destino...
Um clarão surge do nada em forma de circulo prateado.
Billy assustado...
— Meu Deus! quem é você?
— Não se assuste! Vim para libertar Hanna a princesa
— Mais quem é você?
— Sou Lard o vigilante das sombras
— Lard? De onde você surgiu?
— Agora não temos tempo preciso ir
— Espere Lard!!! você não sabe onde ela está a montanha negra é impenetrável, Dort é um monstro implacável, nada podemos fazer.
— Diga-me Billy onde fica a montanha negra?
— Ao norte entre as nuvens da colina.
— Lard vê ao horizonte uma longa linha negra de nuvens distante muito distante...
— Espere! Vou com você!
— Billy é uma longa viagem e uma dura batalha
— Não importa! Hanna é minha irmã e darei a minha vida se preciso para salvá-la, hoje aprenderei a ser um guerreiro.
Lard sabe que não pode perder tempo, Hanna tem poucas horas de vida, nas mãos de Dort ela será facilmente devorada.
Lard envoca o anel Tiatira e logo olhos de fogo sobrevoa o vale mostrando o caminho certo.
A montanha negra surge em sua frente, uma enorme pedra única sem que haja uma fenda para o seu interior, a morada de Dort.
Mas, Lard sabe que de uma maneira ele tem que entrar, então Filadélfia brilha no ar mostrando nas rochas que a montanha não é tão impenetrável assim, a chave encaixa numa abertura que não se podia ver a olhos nu e lentamente abre duas pedras como uma enorme porta dando entrada a caverna de Dort.
— Veja Lard a montanha está dando passagem, uma porta está surgindo na rocha!
— Eu sei é a entrada para o mundo de Dort, vamos ver o que nos espera.
No interior da caverna logo que entram a porta se fecha, lacrando a saída, Dort presente imediatamente que alguém penetrou sua fortaleza e logo fica atento a espera de seus invasores.
Hanna a princesa, está colocada sobre um abismo de lavas dependurada apenas pêlos braços é o inicio do ritual para seu fim.
Dort urra fazendo a montanha tremer dando a entender a Lard que já sabe da sua presença e que está a sua espera.
Do alto Lard chega ao local do sacrifício, Dort pôr um instante despercebe-se da Hanna, seu intuito agora é dar fim aquilo que parecia impossível um invasor, alguém que ousou penetrar a sua morada.
O monstro de perto é mais apavorante ainda, uma longa calda, de grandes garras, olhos enormes, uma fera de chifres e forte feito um ciclope.
Lard ordena e olhos de fogo voa ao encontro de Hanna tirando-a do precipício de lavas, levando-a a um lugar seguro, Billy corre ao seu encontro, o monstro torna-se mais feroz e voraz parte ao encontro de Lard, suas garras mortais tentam penetrar o seu peito.
— Quem é você invasor? Como conseguiu penetrar aqui? Agora tenho que matá-lo!
A voz da besta soa entre os labirintos da montanha ecoando uma rouquidão macabra.
— Eu sou Lard! E você nunca mais tocará nas donzelas do vale das flores.
— Lard o filho de Hor?
— Sim! Dort, eu mesmo.
— Ah! Ah! Assim será mais saborosa a minha vingança, destruindo você me vingo do seu pai o responsável pela vida que levo a muito tempo, foi Hor que amaldiçoou minha vida e me colocou nesta montanha negra, agora vou retribuir o que ele me conduziu, matando seu filho.
Dort não sabe que Lard não se considera filho de hor e que não será nada fácil derrotá-lo.
No canto entre rochas Billy protege sua irmã, a princesa Hanna, que apavorada não entende quem é a criatura que luta para salvá-la, mas, Dort não é um inimigo qualquer seus gestos mortais não dão sossego ao vigilante das sombras que se esguiava dos golpes do seu anfitrião, olhos de fogo sobrevoa o monstro tenta atingir seus olhos fazendo com que Lard se aproxime mais para golpeá-lo, o monstro atinge olhos de fogo jogando-o contra as rochas, aquela visão deixa Lard mais furioso, envoca Laudicéia o anel dos quatro elementos fazendo que da lava se forme um enorme monstro de fogo arrastando Dort para as profundezas do poço, levando-o para sempre seu gemido e sua crueldade para o calor do centro da terra.
Lard vai ao encontro da princesa Hanna, Billy já falara de quem se tratava aquele salvador.
— Lard como posso agradecer pôr salvar a minha vida e o meu reino?
— Cuide do seu reino como sempre cuidou, pois a paz do vale das flores nunca mais será perturbada, Billy é um grande valente e corajoso ele saberá como cuidar de vocês.
— Sim Lard! Você mostrou que nas situações difíceis não podemos nos amedrontar, temos que encará-las e lutar.
— Certo Billy, vamos voltar pra casa.
O anel das sete estrelas mostra o caminho para a saída da montanha negra, o caminho tortuoso da floresta de pântanos e lagos de difíceis passagens fica pra trás, do outro lado surge o que se pode chamar de paraíso, o vale das flores.
Depois da morte de Dort tudo volta a vida normal entre os lírios e campos, de longe o que era negro e cinzento se vê um lindo horizonte verde, a maldição de Dort não existe mais.
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Lard - O Eclipse
AdventureRegistro de Obras: 312234957 Um herói que tem a capacidade de voltar ao passado em pontos importantes da história e poder assim salvar ou melhorar a situação, devido aos seus conhecimentos como terráqueo, de ser professor de história de uma univers...