꒷︶꒷꒥꒷‧₊˚꒷︶꒷꒥꒷‧₊˚
Eu não me lembro Amber suspirou fundo, observando Chloe deslizar mais uma camada de gloss nos lábios carnudos, que agora brilhavam sob a luz fraca do poste.
— Pensei que iríamos à pizzaria. — Ela franziu o nariz e ergueu os olhos para a placa piscante acima da porta. Ten Bar. O neon azul tremia, como se hesitasse em funcionar. — Você sabe que sou menor de idade.
Chloe deu de ombros.
— Relaxa, nada vai acontecer.
Ela bateu a porta do Jeep e jogou os cabelos para trás, espalhando um cheiro doce de morango. Amber desviou o olhar para a entrada do bar.
Duas garotas tropeçavam porta afora, uma cena digna de desastre prestes a acontecer. A morena magricela tentava segurar a amiga, que estava a um fio de vomitar ali mesmo, na calçada suja de bitucas e papel de chiclete.
Amber engoliu seco.
Se Catarina descobrisse que ela estava ali... bom, era o tipo de coisa que a mãe dela jamais perdoaria. No dia seguinte, pegariam um avião para bem longe. E, depois disso, talvez levasse anos até que Amber conseguisse recuperar a confiança dela.
— Você sabe que eu não vou entrar aí. — Sua voz saiu mais firme do que ela esperava. — E se a dona Catarina descobrir?
— Uau, você é certinha demais.— Chloe revirou os olhos e deu um sorrisinho. – Bom, você não conhece a minha mãe. Ela não me deixa vir a esses lugares super legais. Até que ela é de boa, mas às vezes me dá nos nervos.
Talvez fosse de família essa coisa de mães superprotetora. Mas Amber nunca foi do tipo que dava perdido.
"Tudo tem uma primeira vez."
Foi como se Cassie tivesse sussurrado ao seu ouvido.
Amber umedeceu os lábios. Ela sabia que não devia. Mas, por algum motivo, também sabia que não diria não.
— Está bem.
O rosto de Chloe se iluminou.
— Isso aí! Sabe que é minha prima número um.
Ela comemorou com uma dancinha esquisita, e Amber riu, revirando os olhos.
Assim que cruzaram a porta, o ar quente e pesado do bar as envolveu. O cheiro de bebida e cigarro era sufocante. Luzes coloridas dançavam pelas paredes, refletindo nos copos e garrafas do balcão.
No fundo, duas garotas de cabelos longos passavam um cigarro aceso entre os dedos manchados de nicotina, seus olhos brilhando com algo perigoso. Dois caras jogavam sinuca, suas risadas e xingamentos se misturando à batida abafada da música.
Chloe se encostou ao balcão, deixando a alça da blusa escorregar do ombro de propósito, revelando um sutiã vermelho de renda.
Amber segurou a respiração.
*"É agora que ele coloca a gente para fora."*
O barman, um cara de uns trinta e poucos anos com barba rala, deu uma boa olhada em Chloe—e não foi no rosto.
— Que foi? Somos maiores de idade. — A voz dela saiu arrastada, carregada de confiança fingida.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Full Moon
Werewolfa jovem Amber retorna à sua cidade natal para um funeral, apenas para descobrir que seu retorno desencadeia uma série de eventos misteriosos. Ela logo percebe que sua mãe guarda um segredo profundo. No meio desse tumulto emocional, Amber cruza camin...
