꒷︶꒷꒥꒷‧₊˚꒷︶꒷꒥꒷‧₊˚
Segunda-feira
Amber girou a combinação do cadeado e abriu seu armário, empilhando os livros de qualquer jeito na prateleira. Sua cabeça latejava, e sua garganta ainda ardia, mesmo depois do comprimido que tinha tomado mais cedo. A chuva da noite anterior provavelmente era a culpada. Pegou sua garrafinha de água e tomou um gole, tentando ignorar a sensação incômoda na garganta.
Ela queria passar um tempo na biblioteca depois da aula. Precisava de um livro, mas nem sabia qual. Só sabia que precisava de alguma coisa que fosse distraí-la.
Enquanto se distraía com seus próprios pensamentos, um calafrio percorreu seu corpo. A lembrança da noite anterior veio à tona: a chuva castigando sua pele, o vento cortante sussurrando em seus ouvidos.
Amber estava de volta àquela noite.
O céu era um borrão escuro e retorcido, rasgado por relâmpagos.
Ela se lembrava de ter caído na cama, exausta, depois, o som da chuva. Catarina a chamando. No entanto, lá estava ela, de pé sob o grande salgueiro, sentindo o frio penetrando suas roupas encharcadas. Seus pés estavam afundados na lama. O cheiro de terra molhada e folhas esmagadas misturava-se ao perfume da noite.
Catarina usava uma capa de chuva azul-marinho, sacudindo Amber pelos ombros.
— Amber, acorda!
Amber piscou, confusa. A névoa do sono ainda nublava sua mente. Um tremor percorreu seu corpo ao perceber a cena ao redor.
— Aonde estou...? — sua voz saiu fraca, hesitante.
O pânico começou a se formar, rastejando como sombras pelo seu peito. Seu coração martelava contra as costelas.
— Calma, querida, está tudo bem. — Catarina envolveu seus ombros com sua capa de chuva, quente e protetora. — Você só teve um episódio de sonambulismo.
A vibração do celular a arrancou daquele pensamento. De volta ao presente, Amber piscou algumas vezes, os olhos ardendo. Pegou o aparelho e viu a mensagem de Chloe.
"Me responde."
Amber encarou a tela por alguns segundos, deixá-la esperando parecia uma punição justa. Na noite anterior, Chloe não parecia nem um pouco arrependida, e Amber começava a se perguntar se sua prima realmente entendia a gravidade da situação.
Fechou a porta do armário com um baque seco e seguiu pelo corredor. As vozes dos alunos ecoavam pelas paredes, e o cheiro de café requentado misturava-se ao perfume adocicado de algumas garotas que passavam. Quando cruzou o corredor, notou duas alunas do primeiro ano cochichando e trocando olhares furtivos em sua direção.
— Parece que você está sendo o centro das atenções. — A voz de Alex soou atrás dela.
Amber se virou. Alex ainda estava molhado da piscina, os cabelos grudados na testa e a gravata ligeiramente torta. Algumas gotas escorriam pelo colarinho de sua camisa branca.
Ela franziu a testa, desviando o olhar para duas garotas inclinadas sobre seus armários, cochichando com sorrisos maliciosos.
— Centro das atenções? — repetiu, sentindo um incômodo crescer dentro de si.
Alex parou ao seu lado, enfiando as mãos nos bolsos da calça. Seu olhar percorreu seu rosto com atenção.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Full Moon
Werewolfa jovem Amber retorna à sua cidade natal para um funeral, apenas para descobrir que seu retorno desencadeia uma série de eventos misteriosos. Ela logo percebe que sua mãe guarda um segredo profundo. No meio desse tumulto emocional, Amber cruza camin...
