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O CLIMAPARECIA TER ESFRIADO CONSIDERAVELMENTEDESDE A ÚLTIMAVEZ EM QUE ESTIVE DO LADO DE FORA, no entanto, minha mente encontrava-se desordenada demais para se concentrar na sensação térmica daquele momento.
Eu costumava dizer que minha vida era dominada pela mesmice. Dia após dia... tudo parecia tão previsível. Mas então Megan simplesmente surgiu nos corredores da escola, como uma explosão de cores em um mundo cinzento, fazendo com que toda a mesmice descesse pelo ralo.
Algo havia mudado dentro de mim... Algo, definitivamente, não era mais o mesmo. Eu sentia como se meu subconsciente estivesse tentando me avisar que eu estava jogando pelas regras do jogo de alguém. A irritante dor de cabeça, que no início se estabeleceu como apenas um desconforto, agora parecia escolher os momentos perfeitos para me incomodar, e eu começava a acreditar que aquela era a forma a qual minha mente encontrara de gritar silenciosamente por meu ceticismo estar sendo assassinado.
Confesso que quando Megan desfilou pelos corredores da Corbeaux High, uma parte de mim gritou "Finalmente!", como se por muito tempo eu houvesse esperado por um momento recordativo, o qual pudesse diferenciar um dia dos outros. Um momento... mágico. Talvez esse seja o momento mágico pelo qual o meu subconsciente secretamente esperava. De qualquer forma, estava na hora de confiar em meus instintos, fechar os olhos e pular. Achoquevoudesafiar a gravidade.
Após alguns metros longe da porta, os olhos de Ethan voltaram ao normal, e Madelyne pareceu recobrar o controle sobre seu corpo. Ela virou para nos encarar, e pude ver que seus olhos haviam voltado para o tom usual de verde.
— Connard! — vociferou para Ethan, que a respondeu somprando-lhe um beijo.
— O que ela disse? — sussurrei para Ethan, assim que a ruiva se afastou.
— Não faço idéia.
Madelyne seguiu caminhando na frente, praguejando em francês a uma certa distância. Talvez estivesse apenas xingando Ethan, mas parecia que o estava jogando uma maldição. O garoto caminhava ao meu lado, e fiquei tentada a perguntar como havia feito aquilo com Madelyne, pois aparentemente, havia forçado-a de uma maneira desconhecida a fazer o que ele queria. Às vezes eu observava seu rosto, apenas para ter certeza de que seus olhos não estavam cinza, e ele sorria quando me via olhando. Ethan pareceu amigável, talvez aquele fosse o momento certo para perguntar.
— Como você... fez aquilo?
— Aquilo o quê?
— Você sabe... aquilo com os olhos. Parecia que estava controlando Madelyne — falei baixinho, temendo que a ruiva escutasse e atirasse um hashi em meu rosto.