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TODOS OLHARAM PARA O PALCO. Elizabeth Greene mostrava-se estonteante, expondo sua primorosa voz diante de todo o recinto. Ela cantava "Serial Killer", e sob a luz dos holofotes, assemelhava-se à imagem de um atraente anjo clichê. O burburinho da multidão decresceu gradativamente quando sua voz dispersou-se no ambiente, o que não foi nenhuma surpresa, afinal, aquela cena definitivamente não era típica de Corbeaux — não era cinza.
Joe encontrava-se boquiaberto, admirando a bela criatura que docemente cantava sobre o pequeno palco. Sem se despedir, Ian e Ethan seguiram rumo à mesa onde as outras garotas estavam. Sarah encarava suas costas enquanto caminhavam, e foi só quando mordeu o lábio inferior que pude perceber que não era exatamente para as costas que estava olhando.
— A bunda do Ian sempre foi tão bonita assim?
Estalei os dedos diante de seu rosto para que prestasse atenção em mim.
— Eu ainda quero ir pra casa. Com ou sem o consentimento da Lara. Você vem comigo?
Ela revirou os olhos.
— Óbvio. Se eu não fosse, como você iria? Voando? Eu vou falar com a Louise.
Não pude evitar olhar para Liza enquanto caminhávamos até a mesa, e admito que, de fato, era uma visão agradável. Da mesma forma como a lua reflete a luz do sol, seus longos cabelos platinados pareciam refletir suavemente a luz dos holofotes, assim como sua coroa de louros, a qual brilhava tão intensamente, que tive de virar o rosto para que não incomodasse minha visão. Ao chegarmos onde nossas amigas se encontravam, meu celular recebeu uma chamada de meu pai, e atendi enquanto Sarah falava com Louise.
"Alô? Pai?"
"Lana {...} sua irmã."
"O quê? Pai, eu não consigo te entender."
"Precisamos {...} sua irmã {...} de volta para {...}."
A ligação caiu. A música continuava exageradamente alta, o que dificultou consideravelmente o entendimento do que quer que meu pai tivesse para me dizer.
— Sarah — puxei seu braço enquanto Louise a xingava por ter dito que íamos embora.
— O que foi?
— Meu pai quer falar comigo, mas a ligação não é boa aqui dentro.
— O quê?! — ela gritou. Claramente não estava me ouvindo.
— Preciso ligar para meu pai! — gritei perto de seu ouvido.
Ela segurou meu braço e me guiou através da multidão com certa facilidade — Sarah não era muito educada quando se tratava de pessoas em seu caminho. Passamos por Joe, o qual havia se aproximado do palco para observar Elizabeth cantar, logo antes de atravessar algumas cortinas e sairmos de baixo das luzes neon. Seguimos por um corredor iluminado por luzes comuns, onde o barulho já não era tão alto, até a porta de saída.