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6. To keep those secrets safe

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Eu preciso contar toda a história aos meus pais, mas não sei direito como fazer isso.

Eu não gosto de mentiras, nós sempre tivemos uma relação sincera, mas me achariam maluca se contasse a verdade e não deixariam eu fazer essa loucura.

Por fim, nunca tive um namorado, vai ser uma cena embaraçosa apresentar Harry Styles para eles. Ou pior, ele me apresentar para o mundo como "a garota que vai colocá-lo no eixo".

Meus pensamentos foram interrompidos quando meu pai entrou no meu quarto, com uma feição deprimente, era horrível vê-lo assim, ele sempre foi tão forte e, por mais que esteja tentando não pensar em coisas negativas, o pior não saia da minha mente.

— Posso entrar, Carolina? – fala empurrando a porta que estava entreaberta.

— Claro, pai. Entre. – meus lábios se curvaram em um leve sorriso.

— Por que está com essa carinha triste? A minha filha não tem essa expressão no rosto – ele alisou meus cabelos, os colocando atrás da orelha.

— Pai, vai ficar tudo bem. Você é a pessoa mais forte que eu conheço nesse mundo. Vamos resolver isso juntos, eu prometo – aquelas palavras saíram de algum lugar que não conheço, porque naquele exato momento, eu estava um caos internamente, mas tentei demonstrar forças de onde não tinha, porque sabia que ele precisava ouvir aquilo.

— Você é uma filha tão maravilhosa. E eu sei que vai dar tudo certo. Eu tenho você e a sua mãe comigo – ele me deu um abraço que me permitiu sentir o cheiro do seu perfume masculino invadir minhas narinas.

— Também te amo muito e tenho muito orgulho de você – uma lágrima involuntária escorreu pelos meus olhos e eu a enxuguei, sem que ele notasse, antes que as outras lágrimas resolvessem cair junto e eu demoronasse ali mesmo.

Não era um bom momento para desaguar em lágrimas, mas de alguma forma, tudo aquilo preso me consumia, queria libertar aquela sensação de alguma forma, por isso assim que meu pai saiu, fiquei escrevendo em meu velho diário.

— O café está na mesa, venha antes que esfrie. Fiz sopa de legumes – minha mãe falou perto da porta, estava tentando mostrar felicidade, mas era notável que assim como eu, só estava mantendo uma aparência para não preocupá-lo.

Durante o café, nós conversamos, sorrimos e resumidamente, nos mantemos unidos, sinto que essa nova etapa da nossa vida vai ser dolorosa, mas tenho muita fé de que tudo vai passar logo.

— Peter, consegui um adiantamento do meu salário e comprei os remédios. Acho que vai dar para no máximo quinze dias, mas depois resolvemos o resto– era perceptível em o quanto aquilo a deixava feliz.

Era o momento perfeito para contar do meu novo emprego.

Ai Carolina, você se mete em cada uma.

— Mamãe, papai – chamei a atenção deles para mim.

— Então... Eu consegui um novo emprego, vou poder ajudar vocês agora. E eles vão pagar muito bem, acho que cobre os gastos do tratamento, além de sobrar para fazermos outras coisas e sairmos um pouco do aperto– as palavras saltaram da minha boca de forma desorganizada, mas poder dizê-las me trouxe conforto.

— Que ótimo, filha, mas, você sabe que não era necessário – os olhos da minha mãe brilhavam de entusiasmo por mim.

— Podemos saber que emprego é esse? – meu pai brinca com seus dedos em cima da mesa de jantar.

DROGA! Agora vem a pior parte.

— Há algum tempo atrás, eu conheci um garoto. Ele é muito legal e bastante simpático –essa última parte saiu com dificuldade — Nós ficamos muito próximos e então ele me chamou para trabalhar com ele.

Agora Você Me Conhece ||H.S||Histórias para pegar e não largar. Descubra agora