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22. Perfectly Wrong

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Parei o carro em frente à grande garagem da casa dele, para sorte do Harry o lugar estava vazio e ninguém o veria cambaleando e cheirando a álcool. Tenho que admitir que não sou muito boa em baliza, mas não estacionei tão mal.

Quando desci do carro, Harry continuou no banco de trás, como se estivesse em um transe.

- Sai do carro. - abri a porta e estiquei minhas mãos em frente ao seus olhos tentando fazer ele expressar alguma reação.

Ele pendeu a cabeça em minha direção, como se tivesse muito pesada e então fechou os olhos.

- Só pode ser brincadeira. - bufei e comecei a puxá-lo para fora. - Me ajuda a te ajudar, Harry.

Coloquei um de seus braços sobre os meus ombros e com dificuldade o levei até a porta de sua casa, ele é mais pesado do que parece.

- A chave, Harry. - pedi de forma ríspida e impaciente. Ainda não acredito que ele está bêbado. Por um momento achei que ele não bebia mais, ou pelo menos queria acreditar que ele estava mudando.

- Que chave? - seu hálito quente de álcool me acertou e eu franzi o nariz.

- A chave de casa, qual mais seria? - o apoiei na parede.

Ele colocou meio tonto as mãos nos bolsos, retirou o celular e o entregou na minha mão. Tinham três ligações perdidas, todas do August.

Revirei os olhos e coloquei seu celular no meu bolso, tentando tirar a chave que estava pendurada em sua calça.

Arrastei Harry para dentro e ele cambaleou até o sofá.

- Ei, não! - respirei fundo e fechei a porta.

- Eu não acredito que estou perdendo meu tempo aqui. - cheguei perto dele e bati fraco em seu rosto. - Harry? Tá me ouvindo?

Ele murmurou alguma coisa completamente sem sentido. Ele não estava tão bêbado, parece que agora está fazendo de propósito para me dar trabalho.

- Tive uma ideia, venha aqui. - o tirei do sofá com força e o empurrei até o banheiro.

- O que você vai fazer? - ele parou antes de entrar e me fitou com um olhar confuso.

- Ah, isso significa que você já está bem? - coloquei a mão na cintura e sustentei seu olhar. - Não é o que eu vou fazer, é você quem vai. - apontei para o homem de olhos verdes e cabelos suados que estava a poucos centímetros de mim.

Eu o empurrei no box e rapidamente liguei o chuveiro, o segurando e mantendo sua cabeça na água gelada.

Todo aquele esforço para movimentar e guiar as ações de Styles estava deixando meus braços dormentes.

Ele colocou as mãos na parede e baixou a cabeça em silêncio.

- Termina aí que eu vou pegar outras roupas e um copo de água.

Sai do banheiro e fui até seu quarto. A cama ainda estava bagunçada e tinha algumas roupas jogadas em uma cadeira. Abri seu guarda-roupa e parecia que ele tinha uma loja inteira ali dentro. Com tantas opções, ele sempre insistia em usar as mesmas camisas básicas de sempre. Mas de qualquer forma é o que mais o vestia bem.

Peguei um short e uma camiseta cinza em sua gaveta, as roupas mais simples e confortáveis que achei.

Esperei por um tempo, a fim de que desse privacidade a ele, mas na verdade a presença dele ainda era estranha pra mim, mesmo que estivesse praticamente apenas o corpo dele presente, já que ele estava tonto.

Fui na cozinha preparar alguma coisa, mas não sabia onde ficava absolutamente nada.

Então apenas peguei um analgésico na prateleira de remédios, um copo com água e sentei no sofá, deixando o celular dele no móvel de madeira.

Agora Você Me Conhece ||H.S||Histórias para pegar e não largar. Descubra agora