A foice.

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Sentado em cima da mesa de sinuca, Jorge bebia rapidamente sua cerveja. Falava alto sobre Destres e como Camillus era egoísta.

- Dessa dai Jorge! Agora! - gritou o dono do bar.

- Ele me ignorou, não está se importando com a própria filha.

- Cale esta boca! Se ele aparece aqui... - a porta abriu com um empurrão forte.

- Acharam ela! - disse um camponês - Ela está em um rochedo perto de riacho. Ninguém consegue tirá la de lá.

- Eu vou até ela - Jorge estava cambaleando mas conseguiu sair de cima da mesa - ela está machucada?

- Não.

Sem perder tempo, Jorge cavalgou como nunca até Neya. Chegando lá Destres estava de costas a ele.

- Finalmente! - disse ele correndo até Destres - Por que não desse?

- Por que não vieram atrás de mim? Meu pai não pediu para virem? - disse ela ainda de costas para o amigo.

- Seu pai? Han, ele...

- Não né? - um trovão surgiu nos céus iluminando o rochedo cheio de sangue.

- Mas o que foi isso, desça já daí Destres, você está ferida!

- Não, não estou, foi o dragão. Ele se machucou para me salvar - ela finalmente virou para Jorge. Intacta. Sem arranhões - Esse sangue é dele, coitado, não deixou eu lhe curar.

- Vamos para casa, seu pai precisa te ver - Jorge estava apavorado.

- Eu não vou descer Jorge, estou esperando Hardook voltar.

- Hardook? - perguntou o ferreiro.

- O dragão, dei esse nome a ele - os ventos começaram a mudar, Jorge sabia que não faria a cabeça de Destres.

- Irei chamar seu pai, ele virá te buscar - incrivelmente, Destres se levantou.

- Ele não vai vir, aposto minha vida que não - Jorge montou em seu cavalo.

- Está enganada pequena - e saiu cavalgando. Destres não lhe empediu, apenas observou sua partida.

Eriemisor.

Jorge chamou por Camillus, ele demorou para atender.

- Sim, Jorge? - respondeu.

- Achamos Destres! Ela está sobre um rochedo em Neya, ela não desce por nada meu rei! - Jorge estava afobado.

- O que eu tenho com isso? - o que ele tinha com isso? Como? - Ela se meteu na enrascada, alias, ela e você - Jorge arregalou os olhos.

- Mas senhor, sua filha!

- Infelizmente não posso te ajudar Jorge - Camillus deu as costas ao ferreiro e voltou ao castelo.

- ELA TEM RAZÃO! - o ferreiro gritou - VOCÊ NÃO A AMA.- Camillus parou no meio do caminho, respirou fundo, e voltou a andar. Jorge estava desesperado. O próprio pai negara a filha, o que ele faria agora? Cavalgou de volta para o rochedo rapidamente, mas quando chegou lá Destres havia sumido.

Um novo dia surgiu em Octagon. Jorge dormiu escorado em uma pedra, o riacho percorria seu caminho levantando uma leve brisa.

- Vamos Jorge levanta - dizia uma voz leve - Vamos vamos.

- Quem...- ele acordou e demorou para assimilar as coisas - Destres? Onde você estava? Você não estava aqui quando eu voltei.

- Eu sei - ela sorriu para ele - Ele não quis vir me ajudar né? - ela se virou.

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