ah e a madrugada é imensa (...)

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quando, num estágio evolutivo
chegaremos ao ponto em que a morfina
será produzida pelo organismo
ao nos apaixonarmos cegamente?

talvez algum meteoro caia antes disso tudo
ainda não sei do tamanho pecado
que cometeram os dinossauros

céus! o rancor cheirava a carne podre
(...) um estágio de putrefação avançadíssimo
e o tecido necrosado do amor fedia a rejeição

uma melancólica salva de sete palmos
abaixo da terra, soterrado por tamanho
desamor e desafeto

céus! que o lodo da carência não
obstrua as minhas vias respiratórias
e nada disso esteja correto!

minha cadelinha me disse que há
coisas que ainda valem a pena
e que tudo pode ser finito, mas tudo
pode ser infinito também

Luna nunca disse uma palavra
e ela me mostrou que o amor não precisa ser oralizado
precisa ser sentido!

eu vago em abstrações afetivas
e ah, Luna, a madrugada é imensa (...)

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