tantos prédios assim me dão
o estranho conforto de saber que
existem coisas bem,
mas bem maiores do que eu
nuvens e pores-do-sol estão respingados
nos vidros das janelas;
ó como és medonho! como é medonho
o teu sorriso; sutil sorriso
sorriso que é melaço; é pelo teu sorriso
que me desfaço
em tantos pedaços, amargos pedaços.
melaço! sinto em dizer:
o meu sorriso é um amargor!
é café bom, preto, amargo; adoçado
com diversas formas de amor (...)
tamanho foi o estrago
quando vi seu sorriso refletido no espelho
e meus lábios, opacos, rígidos e taciturnos
tentavam e tentavam esboçar um pequenino
sorriso que fosse; ah! são tantas luzes, tanto
sorriso perdidamente solitário
EU APENAS QUIS FICAR SOZINHO
e tantas eram as coisas incertas
prematuras, findáveis
e não, não pintei (novamente), no meu rosto, um sorriso
apenas guardei todo o amor que cabia em mim
e o pus (ô tarefa árdua!) no corpo d'um de meus escritos!
