[Concluída]
- Lauren, eu não deveria dizer isso, mas sim... eu te amo. E talvez sempre ame, porque uma parte de mim sempre será sua. Podemos fazer muitas coisas, mas ficar juntas definitivamente não é uma delas. Então, por favor, Lauren, você tem u...
Camila estava sentada na sala, com um pote de sorvete no colo e o controle da TV na mão. A intenção era relaxar, assistir a uma comédia romântica qualquer e esquecer o mundo lá fora. Mas bastou abrir o Instagram no celular para estragar todo o plano.
— O que você mais gosta na Lauren Jauregui?
— Oh, meu Deus, eu poderia passar horas falando sobre a Lauren... Eu a amo tanto. – Halsey exclamou.
— Ela é uma das minhas pessoas favoritas no mundo. É brilhante, tem uma luz própria... aquele sorriso lindo, os olhos grandes, sempre reluzindo. Ela é linda, por dentro e por fora, e me inspira demais. – Disse levando as mãos sobre o peito. — Conversar com a Lauren é sempre especial, ela tem pensamentos incríveis. Toda vez que falo com ela, aprendo alguma coisa. Agora que está começando a carreira solo, quero retribuir tudo de bom que ela já me deu. Ela é uma compositora incrível, uma cantora sensacional e impressionante no palco. – Terminou com um sorriso largo no rosto.
— AH! Me poupe, agora me conte algo que eu não saiba! – Camila exclamou irritada desligando a Tv e jogando o controle sobre a cama. — Quero retribuir tudo de bom que ela já me deu... – Camila imitou as falas de Halsey fazendo voz de criança.
Desceu as escadas com passos pesados o suficiente para fazer a casa estremecer. Irritada, foi direto para a cozinha, abriu a geladeira e bebeu um gole de suco direto da caixa.
— Imagino muito bem as coisas boas que ela está te dando. – Murmurou, revirando os olhos ao imaginar as duas juntas.
— Agora você deu pra falar sozinha, mi hija? – Sinuhe perguntou, sentada à mesa com um livro de receitas cubanas nas mãos. Caiu na risada ao ver a filha quase derrubar o suco de tanto susto.
Camila ficou pálida.
— Madre, por Dios! Quiere matarme del corazón? – Camila colocou a mão sobre o coração afagando o peito. — Minhas mãos tremeram, quase derramei tudo!
— Primeiro: a culpa não é minha se você não me viu aqui. Segundo: posso saber por que está tomando suco direto da caixa? – Sinuhe arqueou a sobrancelha, fingindo estar brava.
— Lo siento, madre... – respondeu Camila, fazendo um biquinho arrependido. Guardou o suco na geladeira e sentou-se à mesa, de frente para a mãe. O estômago roncou ao ver as fotos dos pratos típicos que Sinuhe folheava.
— E então? O que foi aquele monólogo na cozinha? Estava nervosa com o quê? – Sinu perguntou, desconfiada.
— Já até esqueci, depois do susto que você me deu... – Camila respondeu, desviando o olhar, tentando disfarçar.
(...)
Lauren Pov
— Isso tudo que você disse... É verdade? – Questionei.
— Claro que sim, Lauren. Você sabe que eu realmente penso tudo isso... e muito mais. – Halsey respondeu, enquanto servia mais um pouco na minha taça.
— Ah, obrigada, H. Eu tô tão feliz. Sério. Tenho que te agradecer muito por essa oportunidade de abrir os seus shows. Vai ser incrível te acompanhar nessa turnê. – Dei um gole no champagne. Afinal, estava comemorando.
— Pode me agradecer de outra forma... – Halsey respondeu, se aproximando com um sorriso sugestivo.
— Halsey, Halsey... já te falei pra não brincar com fogo, né? – Brinquei, soltando uma risadinha.
— Eu adoro fogo, Jauregui, adoro! – Mordeu os lábios de maneira provocante.
— Só não quero que as coisas fiquem estranhas entre nós. – Tentei explicar meu receio.
A verdade é que sim, a gente já tinha ficado algumas vezes. Halsey é linda, inteligente, espirituosa, me faz rir com suas histórias, e sem dúvidas ela é muito quente, mas acima de tudo, somos boas amigas.
Mas às vezes, trocamos mais do que bons conselhos. Ela é solteira, e eu estou em um PR. Então tecnicamente... não é traição, certo?
— Já ficou um clima estranho alguma vez? – Ela perguntou. Neguei com a cabeça. — Então, por favor, Lauren... para de se cobrar tanto. Eu não sou uma adolescente de dezesseis anos apaixonada por você, tá?
Coloquei minha mão no peito me fazendo de ofendida.
— Nós somos adultas. Sem dramas, sem cobranças. Apenas boas amigas... E amigas se divertem juntas. – Passou suas unhas lentamente pelo meu braço, me arrancando um arrepio gostoso.
— Só não vai se apaixonar, combinado? – Pisquei para ela que soltou uma risada debochada. Terminei meu champagne e a puxei para os meus braços, selando nossos lábios.
Se o resto da turnê for assim... vai ser, no mínimo, divertida.
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