[Concluída]
- Lauren, eu não deveria dizer isso, mas sim... eu te amo. E talvez sempre ame, porque uma parte de mim sempre será sua. Podemos fazer muitas coisas, mas ficar juntas definitivamente não é uma delas. Então, por favor, Lauren, você tem u...
Esse capítulo tá do jeito que vocês gostam, aproveitem ;)
Ao voltar, Ty me perguntou se estava tudo bem. Menti, dizendo que estava com muita dor de cabeça e que iria embora. Ele se ofereceu para me acompanhar, mas recusei, disse que preferia ficar sozinha, descansar um pouco.
Na saída, fui engolida por uma chuva de flashes. A mídia estava sedenta. Entrei no primeiro táxi disponível, e bastou dizer o nome do hotel para o motorista arrancar.
Parei em frente ao grandioso hotel de luxo InterContinental Los Angeles Downtown.
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O prédio era majestoso, com uma fachada envidraçada e imponente. Por ser um hotel cinco estrelas e tão próximo do evento, a entrada estava bastante movimentada. Carros de luxo, motoristas, seguranças, recepcionistas atentos a cada detalhe.
Ao passar pela recepção, cumprimentei a mulher no balcão com um sorriso. Não sei se ela me reconheceu ou apenas respeitou o vestido de gala e a maquiagem intacta, mas me deixou entrar sem fazer perguntas.
Melhor assim.
Entrei no elevador e, com mãos trêmulas, apertei várias vezes o botão do sétimo andar. Como se isso fosse fazer o tempo passar mais rápido. Quando as portas se fecharam, me encostei na parede espelhada, tentando controlar a respiração. Olhei para meu reflexo, e vi o nervosismo estampado.
Cabelo impecável, maquiagem firme... por fora, tudo certo. Por dentro? Um caos.
Mexi nos fios soltos ao redor do rosto. Respirei fundo.
Você não é mais uma adolescente, Lauren. Você consegue lidar com isso.
Quando o elevador chegou ao andar, a porta se abriu com um ding suave. Dei uma última checada no espelho e saí, andando devagar pelo corredor silencioso, contando os números das portas como se fossem batimentos cardíacos.
724... 725... 726...
727.
Sorri sozinha. Claro que era esse o número. Coincidência? Talvez. Ou o universo só queria jogar mais lenha na fogueira.
— Eu só posso estar louca mesmo. – Murmurei, rindo nervosamente.
Levantei a mão e bati quatro vezes, bem de leve.
No fundo... uma parte de mim torcia pra que ninguém abrisse. Meu coração parecia que ia explodir. As pernas estavam tão moles que, se eu precisasse correr agora, falharia miseravelmente.
Fiquei ali, parada. Com o punho ainda suspenso no ar.
Esperando.
Alguns segundos se passaram. Então a porta foi aberta.
E eu... eu não sentia. Não sentia mais meus medos. Não sentia minhas pernas. Não sabia se ainda estava respirando. Não havia arrependimento.