[Concluída]
- Lauren, eu não deveria dizer isso, mas sim... eu te amo. E talvez sempre ame, porque uma parte de mim sempre será sua. Podemos fazer muitas coisas, mas ficar juntas definitivamente não é uma delas. Então, por favor, Lauren, você tem u...
—Estou encantada por Bali, talvez eu não volte mais.
—Então vou ter que marcar vários shows aí?
—Não sei se a Indonésia está preparada para te receber rsrs. É um lugar extremamente religioso.
—E o que você está fazendo aí mesmo?!
—Touché! No momento estou em uma feira de artesanato na rua. Todas as coisas são tão lindas e bem trabalhadas, você iria amar. Dinah não para de gastar! Estou carregando mais coisas do que posso! 😡😠
—Imagino, ela sempre foi assim. Boa sorte hahaha.
Pensei um pouco sobre a outra mensagem, mas acabei decidindo enviar.
—Ela sente sua falta...
Camila demorou muito mais para responder.
—Laur, eu preciso ir, mais tarde nos falamos, ok? Se divirta em Bali! ❤
Talvez eu devesse ter ficado quieta. Camila sempre evitava qualquer reaproximação com a Dinah. Mesmo depois de ter tirado fotos com a Normani em uma premiação, o que deixou o fandom em chamas, ela nunca interagia com nenhuma das outras meninas. Dinah é a que eu mantive mais contato depois do hiato da banda. Continuamos saindo, conversando, e ela sempre teve um carinho enorme por Camila. Mas por algum motivo, toda tentativa de aproximação entre as duas era rejeitada por Camz.
— Lauren! Pare de digitar e me ajude a carregar essas sacolas! – Dinah reclamou, já esgotada. Revirei os olhos, bufando.
— Dinah, eu tô morta. Vamos parar um pouco.
— Tudo Bem, fantasminha, vem.
Ela me puxou pra uma cafeteria aconchegante, com um interior rústico em madeira e iluminação quente. A música ambiente era suave, quase imperceptível, e o cheiro de café moído na hora me deu vontade de pegar um livro e me perder ali por horas.
Pedi um café com caramelo; Dinah preferiu um chá gelado com limão. Como ela reclamou que a música estava dando sono, acabamos sentando nas mesas externas. Finalmente, descanso. O café estava maravilhoso, e ficamos observando o vai e vem das pessoas na feira. Até que, claro, a paz durou pouco.
— E como anda o meu shipper favorito? – Dinah perguntou, com aquele olhar investigativo de sempre.
Tomei mais um gole do meu café, já considerando pedir outro.
— Ah, Dinah... nem sei. Eu e Camila nos vemos quando dá, mas seguimos nesse joguinho de indiretas nas redes, encontros escondidos. No começo era até divertido, tipo quando eu curtia umas fotos em que ela aparecia, ou quando a gente usava os mesmos emojis nas legendas, mandava indireta no Twitter. Mas agora? Eu tô exausta de esconder o que sinto.
Terminei suspirando.
— E você já falou isso pra ela? Já perguntou por que ela não assume vocês?
— Não tive coragem. Tenho medo de perder o pouco que ainda temos. – Admiti envergonhada.
— Lauren, você não é mulher pra merecer o pouco. Eu entendo que é difícil. Também me doeu perder a amizade da Camila... mas você precisa se posicionar. Você merece alguém que esteja inteira com você.
Assenti devagar. Dinah sempre foi direta, mas também tem um coração gigante. Eu sabia que ela só queria me proteger.
— Eu sei, Dj. Vou encontrar o momento certo pra ter essa conversa.
— Espero que ela faça a escolha certa dessa vez. – Ela sorriu, acariciando minha mão. Eu retribuí o sorriso. Eu também espero...
Mudamos de assunto e começamos a conversar sobre a viagem. Dinah disse que hoje à noite íamos pra um bar com karaokê, e que era obrigatório encher a cara, segundo ela.
Enquanto falávamos, uma senhora simpática se aproximou da nossa mesa. Carregava uma arara cheia de bolsas artesanais penduradas, lindas, feitas à mão. Ela tentava falar inglês, e entendi que produzia tudo sozinha desde nova.
— Dinah, você acha que a Camila ia gostar de uma dessas? São tão lindas.
— Claro que sim! Essas bolsas são a cara dela. Toda meiguinha e fofa. – Dinah deu risada, analisando uma de cada cor.
Escolhi uma cor mais escura e paguei com dólares. Deixei o troco com a senhora, que ficou toda feliz. E eu também fiquei, só de imaginar a Camila usando aquela bolsa já me fazia sorrir.
— Em todas as viagens ela me traz alguma coisa... assim como eu sempre compro algo que me lembra ela.
Dinah me olhou com um sorriso bobo. Pegamos nossas sacolas e seguimos caminhando pro hotel.
— Sempre que a gente se encontra, o clima entre nós é leve, gostoso, aquela vontade absurda de matar a saudade. – Dinah me lançou um olhar safado, eu ignorei e continuei falando.
— Já encontrei ela em outros países enquanto ela estava de passagem... Mas sempre muito discreto.
— Não sei como vocês ainda não foram flagradas. – Ela disse surpresa. — Nem eu... sorte, talvez. Ou azar. – Respondi. — A verdade é que, agora, tudo o que eu queria era poder viver isso à luz do dia. Mesmo sem saber ao certo o que a gente é.
— Camila quem tá perdendo, Lauren. Você quer o mundo com ela. Isso é lindo. – Dinah disse, com um sorriso bobo ela apertou minha bochecha.
— Eu quero, Dj. – Falei com o coração aberto. — Quero andar de mãos dadas com ela pela Torre Eiffel, nadar juntas pelo mar do Caribe, nos embebedar com os melhores vinhos Portugueses, conhecer o frevo no Brasil e o tango da Argentina. Andar pelas ruínas em Machu Picchu, contemplar a grandeza da Esfinge de Gizé, fazer poses na Torre de Pisa... e comer toda a massa do mundo depois de visitar o Coliseu.
Fui listando os destinos e me perdendo neles.
— Ergh! O tempo pode passar, mas você vai continuar sendo sempre uma trouxa pela Camila Cabello. – Dinah fez uma careta me empurrando levemente pelos ombros.
— Prefiro o termo, apaixonada. – Sorri ao constatar que essa é a mais pura verdade.
(...)
—Lauren, eu amei o presente! Tô usando muito. A bolsa é realmente linda! E como sei que você é minha fã... aqui vai uma fotinho pra sua coleção rsrs. Só faltou você aqui ❤
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Meu coração derreteu. Se ela soubesse como o mundo inteiro parecia menor quando ela me mandava uma mensagem dessas...