Pov Lauren
Aquele demónio entrou em cena todo aristocrático e dramático, como se fosse um fodido deus, cheio de si e calmo, com a alegria evidente de quem tinha ganhado a guerra, e o pior era que tinha, pois estávamos fodasticamente cercados, um passo em falso e puff, partimos dessa pra melhor.
Essa constatação fixou-me em Camila... minha princesa não poderia ir conosco, ela não estava preparada, nos viemos preparados pra morrer e ela não, naquele pijama sujo, assustada e confusa.
Quando desenhei meu plano suicida, o regate de Camila era o objetivo, não fazia parte do plano em nenhuma hipótese ela parecer, então tinha que dar um jeito nisso, mesmo que as coisas estivessem 100% contra nós.
Eu não aceito que ela morra comigo!
Então pense Lauren!
- Ora, ora, ora, que temos aqui, parece que o coelho foi apanhado. – Aquela criatura que proclamava-se humano pronunciou-se e senti ódio voltar a ferver minhas entranhas só de escutar sua voz, voltei a encarrá-lo sério, sem tirar os olhos dele e Camila sentiu meu corpo tremer de tamanho ódio.
Instintivamente apertou minha mão e isso suavizou meu tremor, respirei fundo, mas não ousei tirar o olhar daquele homem, era mais forte que eu... ele matou a minha mãe! Infernizou minha vida, e para finalizar raptou Camila!
Mas mesmo assim ele tinha vantagem sobre nós e obrigatoriamente eu tinha que esquecer tudo que o pendejo, cabrón de merda fez e pensar na Camila.
Traguei por ar e desviei meu olhar a ela, assim que encontrei seus olhos, encontrei o que precisava, não precisava de palavras para entender o quanto ela estava preocupada comigo e precisava de mim com mente e corpo no lugar, apesar da situação toda em nossa volta, via claramente em seus olhos que ela estava mais interessada no meu bem-estar que o seu, e isso encheu-me de força para salva-la.
Encarrei o velho homem mais controlado e disse seco, - proponho uma troca, passagem livre para meus homens e Camila, em troca, eu fico, rendo-me.
- Laur! – Camila reclamou, claramente descordado da minha ideia, mas um duro olhar meu ela calou retraída, senti-me mal por isso, contudo, não era hora pra ligar para seus sentimentos, mas sim salva-la.
- Então, temos um acordo? – Séria, voltei ao velho homem.
Este sorriu levemente em descrença. – Sabe, quando penso que não tem mais como me decepcionar, lá vem tu é inventa uma nova forma! Essa é a única coisa que nunca falhas. Sempre provando que consegues sim, e escala de nível sempre, eu mesmo fico abismado com as tamanhas burradas que cometes, penso comigo, aquela puta deve ter me enganado, porque filha minha não faria isso, não chegaria a esse ponto, mas... eu fiz o exame e por mais que surpreenda-me carregas sim o sangue Jauregui nas veias.
Camila engasgou com essa revelação nova a ela, pude senti-la contrariada em minhas costas mas não me deixei abater, tinha vidas dependendo de minhas acções e palavras ali. Além de que elas não me atingiam mais depois de tudo que ele relevou.
Sua opinião sobre mim pouco me importava, estava pouco me cagando.
- Olha, não vou ficar aqui e discutir nossos laços familiares consigo, pois além de ser perca de tempo, ambos desejamos que não compartilhemos algum, mas DNA é imutável, então não choraremos por leite derramado. Vamos ao que interessa, eu sei que o que quer mesmo é castigar-me e limpar o seu sangue, exterminar a prova imaculada da família Jauregui, sua bastarda, indesejável filha e traidora.
- Aí sim? – Provocou.
Nem respondi a sua provocação, simplesmente continuei meu argumento. – Eles não têm valor a si, são só homens seguindo ordens. Eu sou o rei, o mandante e a peça do xadrez que realmente queres, então pegue-a.
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A Grande Mafiosa
FanfictionPara saudar uma dívida de sangue Camila Cabello e raptada, aprisionada, e aterrorizada numa ilha remota do Pacífico e mergulhada no mundo obscuro da criminalidade, onde a brutalidade governa. Para sobreviver ela é obrigada a satisfazer as vontades d...
