Capítulo 17

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Marshall On'

Ao voltar da viagem sigo para a empresa a fim de saber sobre o acidente da Rosângela.

- Agente Mike trinta e cinco se apresentando - Digo ao apertar no intefone de enorme prédio espelhado. A entrada é liberada e em seguida eu passo por um leitor de digital e escanner de retina para enfim entrar no prédio. - O diretor está? - Pergunto à Meredith que fica na recepção.

- Mesmo se estivesse você não poderia falar com ele - A ruiva me responde ríspida.

- Alguém do conselho? - Pergunto.

- Não - Diz e eu dou um soco no balcão de mármore e ela saca uma arma automática.

- Patético - Desdenho e sigo para o elevador. Passo minha digital no leitor e sigo para o último andar a fim de falar com o diretor ou com alguém poderoso.

- Bom dia, Agente Cavaliery, no que posso te ajudar - A voz femina do elevador surge.

- Sai daqui, Nova - Digo.

- Meu sistema detectou o andar do diretor, você foi chamado ou tem a permissão? - A voz robótica indaga.

- Eu sou um agente dessa organização, essa é a minha permissão. Vargas, eu sei que você está me vendo - Digo me aproximando do visor do elevador - Me deixe subir até aí, você sabe que temos assuntos a tratar.

De repente a porta do elevador se abre no último andar, era claro e havia somente uma grande porta ao fundo, se minha entrada não fosse autorizada haveriam diversos agentes e scanner e alarmes e outros dispositivos de segurança berrando. Bato na imensa porta três vezes e ela é aberta pelo diretor Vargas.

- Entre - Ele diz me mostrando o caminho para dentro da sala, depois que eu entro ele fecha a porta e senta-se na imensa cadeira de couro. - O que o senhor quer?

- Eu vim conversar sobre o caso da prodígio e da agente Romeo treze - Digo.

- O que você tem a dizer?

- Eu que pergunto, o que o senhor tem a dizer? A prodígio ainda é uma garota! E a agente Romeo treze não falou nada para que você jogasse um carro em sua direção - Digo alterado.

- A prodígio é minha prioridade, assim como todos os agentes, se eu acho por bem que ela passe por isso ela tem que passar e a mãe dela está assim pois acidentalmente um carro bateu neles justamente quando ela ia abrir a boca. Ainda não está na hora da prodígio saber sobre nós. - O diretor Vargas disse.

- Ela já sofreu demais! Eu fiz ela sofre, Artur fez ela sofrer. Ela não precisa de mais uma paixão forjada que só vai feri-la - Argumento firme.

- Exatamente por ela ser só uma garota que precisa ser forjada, ela é o meu prodígio! E se ela se apaixonar é aí que precisa ser quebrada para que não se apaixone novamente, se amar a seus pais, é aí que vão abandoná-la para que não confie em ninguém! - Diz - Você devia me agradecer por fazer dela o soldado perfeito. Agora saia.

Cerro meus punhos e saio mais uma vez de sua sala frustrado por não mudar o quadro da Mary. Maldita a hora que o Vargas se tornou o diretor.

Saio do prédio e sigo para o hospital onde sei que Mary está, vejo a loira conversando com um agente-mirim, um dos infiltrados na escola militar: Agente lima-m. O ódio se espalha pelo meu corpo, não vou deixar que o Vargas quebre esse menina mais uma vez.

- Você quer que eu o quê? - Pergunto indignado à Vargas. - Ela tem apenas quatorze anos!

- Você é um agente, Mike-m, obedeça ordens, quero que faça ela se apaixonar depois a deflore e por fim a abandone. - Diz ríspido.

- Você só pode estar louco - Desdenho - Não o farei!

- Então, sinto muito, seus pais não voltarão dessa missão! - Dito isso ele se comunica com um agente do outro lado do país e eu o paro antes que ele termine de falar.

- Eu faço - Digo com lágrimas nos olhos.

Sou acordado de minhas lembranças com o barulho de um gatilho atrás de mim.

- Não pense em fazer isso, Mike-35 - Ouço a voz da agente Echo-7.

- Você odiou ser a garota que a encriminou na escola - Digo virando-me para Emilly que estava com uma Glock-43 apontada para mim.

- Ela é só uma garota, eu sei, mas é necessário para o bem da organização - Diz guardando a arma.

- Por que está guardando a arma? Agora está vulnerável - Digo.

- Por que eu sei que você não vai fazer nenhuma besteira - Diz fria. Eu viro novamente para vigiar Mary e o futuro casal já não estava lá, meu coração aperta. - Ela deveria ter sido só uma missão.

- Não conseguiria nem em mil anos - Digo e sorriu triste.

A agente Echo-7 vai embora me deixando o aviso: Você nunca está sozinho, sempre será vigiado.

Que raiva! - Bato no saco de pancadas da academia da agência.

Por quê? Isso não está certo! Nós somos o bem, não somos? Por que fazer tanta crueldade com uma criança! Se eu pudesse estourar a cabeça desse diretor maldito! ARGH!

- Por que tanta raiva? - A agente November-m se aproxima de mim.

- Não enche Nataly - Digo - Não quero ver ninguém da operação prodígio!

- Eu não sou mais da operação prodígio, ela já se mudou de escola - Diz ríspida - Eu fiz o meu papel, já você, ainda sofre.

- Você não consegue enxergar? - Grito em sua face - Sabe o que é destruir o corpo e o psicológico de alguém? Não! Afinal vocês fez parte de tudo isso. A garota que se fez de amiga para depois traí-la.

- Você fez ela se apaixonar, usou ela e quer falar de mim? - Nataly desdenha.

- E eu me arrependo amargamente - Digo olhando em seus olhos e voltando a socar o saco de areia pendurado. Bato nele até meus braços adormecerem, depois disso sigo para o banho a fim de relaxa. Todas as memórias vem a minha mente e eu sinto as lágrimas quentes se misturarem à água do chuveiro. Depois de me trocar sigo para a casa de Josh.

- E aí? - Josh me cumprimenta e eu adentro a casa.

- Como sua mãe está? - Pergunto.

- Bem, eu acho. E você?

- Bem, já obteve alguma atualização? - Pergunto preocupado.

- Já disse, não falamos do trabalhado aqui em casa - Sua voz adquire um tom frio - Mas ainda não obtive nenhuma atualização.

- Seu pai está aí? - Pergunto.

- Foi visitar minha mãe no hospital.

- O Lima-m está aqui - Digo - O Vargas está próximo de fazer de novo, ela sorri quando o vê, gargalha.

Vejo o rosto de Josh se tornar sombrio.

- Eu odeio o Vargas com toda as minhas forças! Não sei como o conselho deixa àquele cretino fazer isso com a minha irmãzinha. - Josh tranca o maxilar de raiva. - Sei que não vamos conseguir pará-lo. Eu só espero que quando ela se tornar a assassina que ele deseja, ela o mate. - Seu rosto adquire um sorriso psicopata.

Passo a tarde com Josh até Mary chegar em casa. Ela passa por mim e nem ao menos me olha, seu desprezo é óbvio para comigo.

- Josh, você devia ir visitar a mamãe, ela sente sua falta - Ouço a loira gritar da escada.

- Não sente - Josh diz amargurado.

Alguns minutos depois vejo Mary ir para o jardim fazer exercícios exaustivos para quem teve um dia tão emocionalmente cansado como o dela. Talvez Vargas esteja mais perto de ter seu prodígio completo do que ele espera.

Casos de Uma AdolescenteOnde histórias criam vida. Descubra agora