No outro dia chegou ao escritório cedo, como de costume e se deparou com um verdadeiro caos. Pessoas cochichavam por todos os cantos e conversavam com uma verdadeira expressão de incredulidade no rosto. Do lado de fora uma ambulância estava estacionada e duas viaturas de polícia estavam ao seu lado.
Entrou na sala onde trabalhava e se encontrou o chefe dentro de sua sala conversando com alguns policiais. Bateu na porta educadamente e colocou a cabeça pelo vão.
— Com licença, algum problema, senhor Galhardo? – Perguntou com inocência fingida.
Ele a encarou com o rosto inexpressivo em seguida olhou para o chão, ao seu lado esquerdo. Mackey adentrou mais a sala e acompanhou seu olhar, viu Iolanda ainda ali coma faca cravada no peito e sangue pelo chão. Peritos analisavam o corpo e o local do crime.
— Ah meu Deus! – Arfou – Mas o quê...? Como...?
— Converso com a senhorita depois, pode nos dar licença? – Disse Galhardo ainda incrivelmente calmo.
— Claro!
Ela se sentou em sua cadeira de trabalho e começou a fazer as tarefas do dia, pelo menos tentou fazer. Não estava preocupada que a descobrissem – havia usado luvas – era precavida e não deixara seu DNA no local, portanto, nada a temer.
Depois de algumas horas com os policiais no escritório – e de levarem o corpo – Mackey ficou sozinha com o patrão. Este se jogou no sofá da antessala bufando como se buscasse forças para não explodir ali mesmo.
— O senhor precisa de algo? Quer que eu busque uma água? Um suco?
— Não, senhorita Ashworth. Não preciso de nada. Apenas me deixe pensar um pouco.
— Claro.
Um silêncio constrangedor pairou no local, a não ser pelo barulho das teclas do computador.
— Preciso descobrir quem fez isso! – Disse Galhardo por fim.
— Eu sinto muito por sua perda.
— Ela estava comigo há anos. Nunca falhou uma única vez....
— Ela tinha família?
— Não. Só a mim.
Mackey engoliu em seco, pois sabia que ele estava ressentido e não pararia até descobrir o responsável e fazê-lo pagar. Ele era um homem obstinado e com sede de vingança, mas ela não tinha medo, já encarara pessoas piores que ele. Estava acostumada com a situação.
— Por que será que fizeram isso? – Pergunto ela cautelosa.
— Não faço a mínima ideia. Nada estava fora do lugar. Mas a pessoa, ou pessoas, driblou minha segurança e aqueles vigias imbecis dormiram durante o turno. Tudo estava desligado, as câmeras, os alarmes. Mas esse mistério não vai muito longe, não existe crime perfeito. – Respondeu ele com amargura e uma pitada de fúria na voz.
— Se tiver algo que eu possa fazer....
— Não. Não tem nada. Só preciso que fique aqui hoje. Eu vou para a capital hoje para resolver alguns negócios e cuidar do enterro, se liberarem o corpo, claro. Apenas faça seu trabalho e depois vá para casa.
— Sim, senhor.
Ele se levantou e saiu sem dar uma resposta sequer.
"Negócios, é? Preciso ir para a capital".
Naquela tarde ela reservou a passagem do ônibus e depois do expediente correu para casa e arrumou uma pequena bolsa com algumas roupas. Se Galhardo fosse tomar o rumo de Província dos Reis, ela também iria, além disso, precisava conversar com Augusto.
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Codinome Ártemis
ActionMackey é uma das melhores agentes de sua organização. Ninguém nunca soube seu verdadeiro nome, e por isso a intitularam como Ártemis. Ninguém se atrevia a cruzar seu caminho, pois apesar da pouca idade, ela era implacável e fria. Nunca volta sem um...
