Abriu os olhos novamente e se sentia extremamente desconfortável com sua posição, os braços estavam amarrados acima da cabeça, presos por uma corrente, os pés também estavam presos por correntes, mas eles não tocavam o chão. Ela estava suspensa no ar.
Tentou se mexer para verificar se conseguia se soltar, mas foi em vão.
- Até que não demorou tanto para acordar. - Disse Galhardo se aproximando - Esse é o doutor Swan. Um ótimo médico, confio nele para tudo... Mas ele também sabe causar dor quando quer.
O homem desconhecido, de mais cedo, se aproximou de Mackey e lhe deu um sorriso que para muito poderia parecer simpático, mas a ela não escapou que, na verdade, aquele era um sorriso sádico. Ele estava adorando aquilo.
Galhardo retomou:
- Você acabou estragando os planos de aposentadoria dele. Ela tinha alguns investimentos comigo e por causa da sua interferência, pôs tudo a perder.
- Eu sinto muito, doutor. Mas deveria ter pago a caderneta de poupança. - Debochou ela.
Galhardo lhe deu um murro no rosto, o que fez o sorriso dela se desfazer na hora.
- Tudo bem, Galhardo. Pode deixar comigo agora. - Disse Swan - Muito bem, agente. Não está sentindo nada?
- Vai me torturar ou me dar uma consulta? - Perguntou ela.
- Você é bem abusada. Não tem medo de morrer?
- Medo eu tenho de ficar sem bebida. Morrer todos nós vamos mesmo. - Aquilo escapou dos lábios de Mackey com muita facilidade, e ela percebeu que isso não era normal. - Você me drogou? De novo? É sério isso? Que falta de originalidade!
- Droguei o suficiente para te manter acordada e te fazer falar o que quero. Onde está o caderno?
- Vai ter que se esforçar mais.
- Sabe que se não falar, terei que utilizar outros métodos. e meus brinquedinhos estão logo ali, estou doido para utilizá-los.
- Sabia que você parece um tarado falando isso? Sério! Isso teve total duplo sentido.
O médico riu debochadamente e respondeu:
- Você é uma das pessoas mais difíceis que tive que lidar. Isso me fascina!
- Não são muitas pessoas que me admiram.
Galhardo e Paulo, que estavam em um canto, não puderam discordar daquilo.
Mackey não pôde deixar de notar a ausência das mulheres ali, talvez aquilo fosse demais para elas. Ótimo! Ela estava presa em uma sala suja, com três homens!
Aquilo tinha jeito de piorar?
Ela se arrependeu amargamente de ter se questionado sobre isso, quando Rute entrou na sala. De todos ali, a mulher era a que mais parecia furiosa com Mackey.
- O que deu a ela? - Perguntou Rute.
- Pentotal sódico. - Respondeu o médico - Está demorando um pouco, mas dentro de alguns minutos ela deve começar a falar.
- Isso não vai funcionar com ela.
- Como sabe?
- Eu conheço essa garota mais do que ela mesma.
- O que quer dize com isso? - Perguntou Mackey, desconfiada.
- Alexia Mackey... - Continuou a mulher, andando ao redor dela - Filha de Eloá Mackey, irmã de Lana. Estudou em colégio militar até os dezessete anos. Com um histórico de comportamento violento e rebelde. Era agressiva na escola e insubordinada. No entanto, as notas eram as melhores. Péssimo histórico familiar e comportamental, excelente histórico escolar. Capacidades autodidatas e memória eidética. Facilidade em utilizar produtos químicos, produzindo bombas ou utilizando ácido. Exemplo de soldado.
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Codinome Ártemis
ActionMackey é uma das melhores agentes de sua organização. Ninguém nunca soube seu verdadeiro nome, e por isso a intitularam como Ártemis. Ninguém se atrevia a cruzar seu caminho, pois apesar da pouca idade, ela era implacável e fria. Nunca volta sem um...
