Ela e Keyla saíram em direção ao prédio em questão em busca de respostas. Era um edifício grande, que se destacava dos demais, parecia mais um lugar de luxo. Erguia-se imponente, com paredes brancas e azuis, devia ter pelo menos uns quinze andares. Chegaram à portaria e se depararam com uma porta totalmente escura e trancada, tocaram o interfone e uma voz monótona falou:
— Pois não, no que posso ajudar.
— Precisamos de acesso ao prédio, senhor. Por favor, abra. – Respondeu Keyla autoritária.
— Não são moradoras daqui, não conheço nenhuma das duas.
— Não dissemos que somos moradoras, dissemos que precisamos de acesso ao prédio. – Disse Mackey, ríspida.
— E o que desejam?
— Precisamos checar algumas informações.
— São da polícia?
— Basicamente.
— Tem mandado?
— Escuta aqui. Já estamos ficando impacientes. – Interveio Keyla nervosa – Abra imediatamente, nossos distintivos estão aqui, podemos até mostrar para o senhor, mas não podemos perder tempo.
— Levantem os distintivos, por favor.
Assim elas fizeram, quanto mais cedo aquele palerma as deixasse entrarem melhor seria. Um minuto de silêncio se seguiu até ouvirem o barulho da porta se destrancando. Entraram e puderam ver quem era o porteiro de voz preguiçosa. Um jovem de seus vinte e tantos, magrelo e provavelmente sem força nenhuma, sentado atrás de um balcão pouco cômodo.
— Posso ajuda-las? – Perguntou uma outra voz.
Olharam na direção de onde vinha o som grave e se depararam com um homem mais velho, na casa do cinquenta, com uma barriga proeminente e cabeça calva. Os olhos eram fundos e penetrantes.
Provavelmente o síndico.
— Pode sim. – Se adiantou Keyla – Precisamos acessar a sua cobertura.
— E para quê? Não tem mandado, tem?
— Senhor, escute. – Interveio Mackey cansada de enrolações – Precisamos subir o mais rápido possível, um crime pode ter sido cometido aqui do seu prédio e precisamos verificar.
— Que espécie de crime? – Perguntou assustado.
— Um do qual é melhor não saber....
— Mas não responderam se tem mandado.
Mackey perdeu as estribeiras com essa história de mandado e respondeu nervosa:
— Não, não temos um mandado, mas quer saber de uma coisa? Se precisarmos voltar para pedir a emissão de um, a imprensa vai ficar sabendo, afinal um crime sempre vende jornais, e creio que não queira uma imagem tão ruim para esse prédio que presumo que morem pessoas tão importantes. Então se nos deixar subir e verificar a porra da cobertura, vamos fazer tudo em silêncio e não vai sair caralho de notícia nenhuma nos jornais. Será que pode ser?
Ainda assustado, mas convencido o síndico acabou cedendo e conduzindo-as até a cobertura. Do alto se podia ter uma boa visão do bairro. Era uma vista privilegiada.
Mackey caminhou por toda a extensão do lugar e procurou o telhado de onde Pietra caíra, não demorou muito para achar. Apoiou os cotovelos na sacada o observou a posição. Logo assumiu outro gesto, como se estivesse com a arma na mão e apontando para a vítima no telhado. Tentou achar um jeito melhor de dar o tiro, mas não encontrou. Por fim, relaxou o corpo e voltou ao normal dizendo:
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Codinome Ártemis
ActionMackey é uma das melhores agentes de sua organização. Ninguém nunca soube seu verdadeiro nome, e por isso a intitularam como Ártemis. Ninguém se atrevia a cruzar seu caminho, pois apesar da pouca idade, ela era implacável e fria. Nunca volta sem um...
