Chegou ao apartamento e teve de subir pelas escadas de incêndio novamente, para evitar os seguranças de Galhardo. Eles ainda estavam plantados na sua porta, a fim de lhe proteger.
Era irônico que ela precisasse ser protegida de si mesma.
Mackey até soltaria uma gargalhada com esse pensamento, mas a dor pulsante em sua barriga lhe impossibilitava. Ela só foi perceber o quanto estava fraca, quando ao entrar pela sacada, acabou caindo e fazendo um grande estrondo.
— Senhorita Aurora, está tudo bem? - Perguntou um dos seguranças do lado de fora.
Ela não respondeu, quase não tinha forças para se levantar, perdera muito sangue e o corte era profundo. Ela precisava de atendimento médico urgente, mas não conseguiria buscar sozinha, também não poderia simplesmente abrir e pedir ajuda. Os seguranças desconfiariam se a vissem ferida daquele jeito e ninguém estivesse ali, ou não houvesse nenhum sinal de luta, sendo assim uma pequena encenação deveria ser feita.
Com o pouco de força que lhe restava, Mackey se levantou e cambaleou até o quarto, tirou o coturno e a calça e os escondeu bem, deixou apenas a camiseta que precisava estar rasgada. Colocou um short e voltou para a sala/cozinha. Era agora... Precisava fazer aquilo parecer um cenário de luta. Começou a derrubar enfeites e quebrar coisas, enquanto fingia um grito histérico e pedia por socorro.
Os seguranças do lado de fora, tentavam arrombar a porta. Ela caminhou até a porta da varanda e a abriu, deixando a impressão que o invasor tinha fugido por ali. Sua visão já começava a escurecer e uma enorme fraqueza a invadiu. Se deixou cair desacordada no chão, pouco antes dos seguranças conseguirem arrombar.
Um deles correu na direção dela e logo gritou para o outro:
— Chame uma ambulância! Urgente!
Mackey abriu os olhos lentamente e mesmo que sua visão estivesse embaçada, ela reconheceu que havia alguém ali ao seu lado.
— Aurora? - Chamou a voz masculina – Está me ouvindo?
Voltando a si, ela percebeu que era Galhardo que estava ali.
— Onde estou? - Perguntou ela.
— No hospital. Você foi atacada.
— Sim, me lembro disso.
Ela tentou se levantar, mas ele a deteve, dizendo:
— Melhor não se mexer muito. O corte não perfurou nenhum órgão, mas precisou de pontos. Fique quieta, ou eles podem abrir.
— Está bem.
— Sabe quem fez isso? Viu quem te atacou?
— Não, não consegui ver. - Mentiu ela, se acomodando mais na cama.
— Tudo bem. Vamos descobrir quem foi.
"Eu duvido muito". Pensou ela.
Nos dias seguintes, Mackey recebeu alta e ficou uma semana em seu apartamento, em licença. Galhardo insistira que ela ficasse em casa, e com muito custo ela conseguiu convencê-lo de que fosse apenas uma semana. Para Mackey, ficar parada era preda de tempo. Agora ela tinha apenas três semanas até o evento da Franz, precisava pegar aquele caderno e descobrir o que Galhardo planejava.
Suspeitava... Na verdade, tinha quase certeza que ele pretendia causar uma grande tragédia no evento da Franz, utilizando os produtos químicos que estariam lá.
Além de desmantelar a concorrente, fazendo suas ações caírem, ele ainda lucraria vendendo seus medicamentos aos feridos. E tudo ia parecer um acidente.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Codinome Ártemis
AcciónMackey é uma das melhores agentes de sua organização. Ninguém nunca soube seu verdadeiro nome, e por isso a intitularam como Ártemis. Ninguém se atrevia a cruzar seu caminho, pois apesar da pouca idade, ela era implacável e fria. Nunca volta sem um...
