Dono de um sorriso torto que deixa qualquer uma de pernas bambas, um físico de tirar o fôlego e olhos penetrantes, Caleb Hughes é tido como o famoso garoto problema.
Por trás de todas as suas particularidades atraentes, no entanto, Caleb esconde to...
"Mal sabe você Que ainda sou assombrada pelas memórias Mal sabe você Que estou tentando me reerguer" — Little Do You Know, Alex & Sierra.
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Para o pessoal da madrugada ;)
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— Eu não sei se...
— Will — chamo, fazendo sua boca se fechar na mesma hora. — Você é meu convidado, não se preocupe.
Ele bufa baixinho.
— Eu nem conheço essa gente —contrapõe, visivelmente desconfortável com a situação.
Quando Caleb me convidou para a festa em seu apartamento, eu já havia feito planos com Will e, por essa razão, fiquei tão relutante em aceitar o convite do moreno. Mas então, resolvi juntar o útil ao agradável, ligando para o outro assim que terminamos o ensaio e Caleb foi embora. Fora preciso um pouco de persuasão para convencer William a me acompanhar, mas, no fim das contas, ele concordou.
— Nem eu, se quer saber — admito.
Subimos os degraus, tagarelando e rindo. Durante o percurso até aqui, Will me contou algumas das coisas que aconteceram em Santa Mônica após a minha partida, me arrancando boas gargalhadas com suas histórias.
— Eles sentem a sua falta — ele murmura. As risadas morrem.
Meus pais sempre foram incríveis. Eles são incríveis. Porém, no meu último ano do ensino médio, as coisas se tornaram um caos. Phoebe e John continuaram sendo pais maravilhosos, eu, no entanto, me tornei uma filha um tanto ausente.
Uma filha tomada por uma tristeza sem fim, que se isolava de tudo e todos.
Eu me sentia culpada por toda a confusão que se encontrava as nossas vidas naquele tempo. Jurava para mim mesma que ambos pensavam que a culpa fosse minha. Que pensavam consigo mesmos: "se não tivéssemos adotado ela..."
E, além de tudo, eu me sentia suja.
Só quando Phoebe me encontrou no chão do banheiro, chorando e esfregando compulsivamente uma esponja pelo corpo, e se enfiou embaixo do chuveiro junto a mim, me abraçando e me acalmando, que eu entendi que eles não me culpavam de forma alguma.
Depois disso, eu comecei a fazer terapia. Melhorei consideravelmente, mas ainda fui embora de uma maneira um tanto fria.
— E eu a deles — solto em um suspiro.
— Você sabe o que...
— Não — o corto, parando em frente ao apartamento 502. — E eu agradeceria se você não me fizesse pensar nisso hoje.
— Entendo — é tudo o que o loiro diz, encerrando o assunto.
Sorrio em agradecimento, tocando a campanha no instante seguinte.