No final da década de 50, a jovem e órfã Claire Dubois foi contratada para trabalhar como tutora da sobrinha do Senhor do Chatêau La Fontaine.
Luc de la Fontaine era um homem misterioso e pouco dado a demonstrações sentimentais.Sua frieza aristocrát...
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Saí daquele quarto mergulhada em dúvidas.
Queria soltar Luc mas temia as consequências de meus atos.
Se eu o soltasse, Phillipe jamais me perdoaria.Temia o que ele pudesse fazer comigo e com minha filha.
Antes acreditava piamente que Luc me tinha enganado mas, como eu, ele tinha sido vítima de uma pessoa invejosa e sem nenhum escrúpulo.
Ouvi quando Phillipe discutia com Luc e levei as mãos a boca chocada!
Afinal Luc era inocente!Ele sempre me havia dito a verdade.
Phillipe era um monstro sem coração e eu me tinha deixado enganar.
Ele saiu do quarto onde Luc se encontrava, com o seu habitual sorriso falso.
Resolvi confronta-lo:
-Phillipe você me enganou!
Ele parou e olhou pra mim semicerrando os olhos.
-Eu te enganei como Anne?Elucida-me!
-Eu ouvi tudo o que você disse a Luc,você nunca me amou de verdade.Você apenas me usou para uma vingança sem sentido.
-Anne na verdade eu te quis quando Luc te tinha a seu lado,você me parecia a mulher perfeita mas, você foi muito...como posso dizer...muito fácil.Você nem chegou a ser um desafio para mim.
Levantei a mão e bati em seu rosto cega pela raiva.
-Bate que eu gosto querida.-lambeu o sangue que saía de seu lábio e eu levantei a mão para bater-lhe novamente.
Phillipe segurou minha mão e desferiu um murro em meu rosto.
-Só permito que você bata em mim uma vez!Estou farto de tuas loucuras.-segurou meus braços e me sacudiu.
Eu sentia um peso em meu olho esquerdo e batia com os punhos cerrados em seu peito gritando.
-Phillipe você é um monstro.Você roubou-me minha família!Me deixou sem minha filha e, sem o homem que eu amava.Eu te odeio...Você é um maldito Phillipe!
Ele me empurrou e bati com as costas no chão sentindo uma dor aguda.
-Sai de meu caminho ou, eu não terei piedade em esmagar-te!Para mim eras apenas um peão que eu movia conforme a minha vontade.
-Monstro asqueroso!Eu te odeio!
-Você só sabe dizer que me odeia?Muda o disco e,antes que me esqueça que nem te passe pela cabeça soltar Luc!-disse e dirigiu-se para a porta.
-Onde você está indo?
-Não interessa!Volto em uma semana.E vê se põe essa sua cabecinha em um lugar e deixa de pensar asneiras.Repetirei você que nem pense em soltar Luc.Eu te mato a ti e a tua filhinha querida.-abriu a porta e saiu.
Eu permaneci no chão deixando as lágrimas rolarem e meu coração se acalmar."
Agora tinha a vida de Luc em minhas mãos.
Pesava muito o fato de ele ter sido o grande amor de minha vida, mas tinha minha filha o ser que eu mais amava sendo ameaçada por Phillipe.
Decidida levantei-me do chão limpando as lágrimas e dirigi-me para o quarto onde Luc estava.
-Anne!?-ele parecia ansioso.-Anne solta-me por nossa filha!Phillipe está louco.Eu temo pela vida de minha família.
Sabia que ele tinha esposa e vivia com nossa filha,mas ouvi-lo dizer isso me fazia pensar que aquela família poderia ser a minha.
Se não fosse por tantos enganos, mentiras e a minha doença,eu estaria ocupando o lugar de sua esposa e de mãe de minha filha.
Sentia uma certa nostalgia por esses momentos que ficaram perdidos em algum lugar de nosso passado, mas ao mesmo tempo ficava feliz por ele ter encontrado alguém que tinha conseguido tira-lo daquele mundo de obscuridade que ele se tinha mergulhado, devido às armações de Phillipe.
-Está bem Luc,vou soltar-te.Mas queria pedir-te algo antes.
-Faço o que quiseres é só me dizeres.Qualquer coisa Anne!-soava desesperado.
-Eu sei que minha saúde mental não está bem,e que não poderei cuidar de minha filha mas, gostaria muito que ela me conhecesse e soubesse que eu sou sua mãe e que eu não à abandonei.
-Eu prometo Anne!Eu juro que lhe contarei a verdade e que,você poderá vê-la sempre que quiser.
Sorri segura de que ele jamais me desapontaria. Aquele era o Luc que eu amei, o Luc que um dia pensei em partilhar a minha vida.
Ele era o pai ideal para a minha menina e eu com certeza poderia ficar em paz.
Tirei as chaves que eu vi Phillipe esconder em uma gaveta e abri os cadeados que prendiam as correntes a volta dos pulsos de Luc.
-Você está livre!Agora prometa-me que irá se cuidar.
-Obrigado Anne,eu prometo.-ele sorriu agradecido embora estivesse mais magro e com a barba por fazer,seus olhos ainda conservavam aquele brilho especial.
-Já agora onde estamos?
-Ainda estamos em Paris!
Ele segurou minhas mãos e levou-as aos lábios.
-Obrigado Anne!-eu me senti aliviada e esperançosa.Tinha a sensação que tudo ficaria bem.
Surpresa amoras 😘😍😍Capítulo curto mas importante 😊😊😊Espero que gostem e comentem Beijossss🌼❤🌹❤❤