No final da década de 50, a jovem e órfã Claire Dubois foi contratada para trabalhar como tutora da sobrinha do Senhor do Chatêau La Fontaine.
Luc de la Fontaine era um homem misterioso e pouco dado a demonstrações sentimentais.Sua frieza aristocrát...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Saber que eu era sobrinha de Louise não me fez nenhuma graça!
Era estranho ter o mesmo sangue que aquela mulher.Ela me odiava, isso era mais do que evidente.
Antes eu pensava que era pela cor da minha pele ou,por ela ver algo entre mim e Luc que a desagradava.
Mas agora, eu percebia que ela sempre viu a minha mãe refletida em meus traços.
Mesmo inconscientemente e sem me conhecer ela sentia repulsa por mim!
O lado bom disto tudo era que eu havia ganhado dois primos maravilhosos Olivier e Jeanette.
Eles receberam de bom grado o fato de eu ser de sua família e eu sabia que gostavam de mim como eu gostava deles.
Eram um presente que tinha recebido no meio do sofrimento dos últimos tempos.
Acabamos descobrindo que Bastian o pai deles sempre soube da minha existência e sendo grande amigo de meu pai garantiu que nunca me faltaria nada, mesmo contra a vontade de Louise que desprezava a minha existência.
Desde a última visita de Louise e,da nossa discussão ela não aparecia no château.
Já não impunha a sua presença e nem as suas ordens absurdas.
Estava no jardim com Daphne, aproveitando o sol suave daquela tarde de verão. O verde cobria o planalto onde se situava o château,o cheiro embriagante das flores traziam magia para o ambiente, e o frescor do ar limpava os pulmões suavemente.
Daphne me mimava muito desde que soube do bebê.
-Claire você está bem?Quer água? está com muito calor!
-Estou bem querida!Não te preocupes.
-E o bebê?Ele está bem?
Eu ri, mas meu coração transbordava amor.Daphne era tão pura, tão linda na sua inocência e,isso me fazia amá-la como se tivesse saído de meu ventre.
-O bebê está bem querida!-Eu sorri pra ela e, ela sorriu pra mim com a pureza de um anjo.
-Senhora!-Adéle aproximou-se de nós silenciosa como sempre.
Desde nosso última conversa ela tinha-se mantido discreta e sem me dirigir a palavra a não ser para, pedir alguma instrução em relação aos afazeres da casa.
Mas mesmo assim eu não confiava nela, sentia como se ela escondesse algo.
Fleur havia ficado doente e partiu para a Vila ficar com a sobrinha e o marido.Então acabamos ficando apenas eu,Daphne,Adéle e os outros dois empregados mais jovens, que se encarregavam da limpeza da casa.