ᴄᴀᴘíᴛᴜʟᴏ 2

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doιѕ мeѕeѕ aтráѕ...

Anne passa o sábado arrumando seu quarto em Green Gables em caixas a serem transferidas para a casa que Gilbert comprou, a cerca de quinze minutos de Green Gables. 

Ela achava que iriam para a casa Blythe-Lacroix, e ficariam junto de Bash, Mary e a pequena Delph. Mas, aparentemente, ela estava enganada. Segundo Gilbert, era melhor uma casa apenas deles para que Bash não passasse o dia os irritando sobre o casamento.

Marilla apenas lança olhares presunçosos a tudo isso. Lança olhares enquanto Gilbert desce com as caixas pela a escada e Anne o interrompe para ajustar a mão dele a algo que não vai doer suas costas, enquanto eles almoçam juntos, enquanto Anne está parada na porta do quarto em que ela cresceu, olhando para a nudez de tudo isso.

Eles conseguem encaixar todas as caixas na carroça de Gilbert, mas não há espaço para Anne, então ele diz que vai até em casa — a casa deles agora —  largar todas as caixas na casa e voltar para buscá-la para que possam desfazer as malas. Marilla espera com Anne na varanda, embora esteja esfriando. É o começo da primavera, claro que estaria um pouco frio. 

— Ele é um bom rapaz. — Marilla comenta, à toa. 

Anne concorda com ela.

— Eu diria que ele seria o que eu desejaria em um marido, se eu já não tivesse ido em frente e casado com ele.

Marilla ri disso. Ela comentou, quando Anne revelou o motivo de toda essa confusão, que achava muito engraçado que sua família tivesse uma história tão grande com os Blythe e o casamento. 

"Nós, mulheres Cuthbert, não podemos resistir a eles, podemos?" ela disse. 

Anne se absteve de dizer que não era realmente uma Cuthbert e, em vez disso, disse que Marilla havia resistido a eles, e que Anne ainda estava resistindo, apenas a uma falha.

— Ainda assim... — Marilla suspira, interrompendo os pensamentos de Anne. — É um esforço enorme colocar uma mentira.

Anne engole em seco. 

— Ele valeu a mentira. — Isso é revelador demais, mas ela conhece Marilla, sabe que não vai comentar sobre a vulnerabilidade.

O olhar presunçoso que ela usava o dia todo desliza, revelando um interior levemente preocupado. 

— Você deve se preocupar com ele muito mais do que eu pensava para estar fazendo tudo isso por ele. — Ela comenta, cautelosamente. 

— Ele teria feito isso por mim, se fosse Green Gables. — responde Anne pela milionésima vez. É um dos únicos argumentos que faz sentido neste momento de caos.

— Sim, ele teria. — Marilla concorda, olhando para as colinas cheias de árvores que rolam diante deles. — Matthew sempre disse que vocês eram apaixonados um pelo outro. 

Anne se vira boquiaberta. 

— Eu não acredito que ele disse isso! — Ela chora horrorizada. Matthew estava sempre tão quieto, mas quando ele falava, isso tinha significado.

— Oh, ele disse . — Marilla ri. — Ele nunca disse isso para você porque ele sabia como você ia reagir.

Ela esfrega o rosto. 

— Ah, além disso , não é real .

— O melhor argumento em uma situação como essa. — Marilla murmura de acordo quando se levanta. 

— O que isso significa? — Anne pergunta, virando-se para vê-la partir.

— Oh, nada. — Marilla responde, acenando com a mão, o olhar presunçoso mais uma vez no lugar em suas feições. — Aproveite a sua noite.

— Marilla! — Ela chama por ela, mas ela não responde. 

🍂🍂🍂

aтυalмenтe...

— Você está brincando comigo? — Anne pergunta a ele seriamente. — ''Anne Blythe'' parece horrível. ''Gilbert Shirley Cuthbert'' é muito melhor.

— De jeito nenhum. — Ele responde. — ''Gilbert Cuthbert Blythe'' ou nada.

— Ok, você está me ameaçando com divórcio ou assassinato, não é?

— Não. — Gilbert diz, e segue em um tom sugestivo. — Eu posso te ameaçar com o divórcio um pouco mais tarde, se você estiver interessada nisso. — Ele pisca. Anne finge armar para ele em troca.

— Ok, agora você é a pessoa que está flertando. — ela ri. Gilbert entrega um prato de rissóis de limão e mel com porco.

— É bom saber que podemos fazer isso. — Ele responde e pula ao lado dela no balcão.

— Sim.— Anne concorda e pega dois garfos da gaveta pela coxa direita e entrega um. Eles conseguem passar pelo jantar antes que ela pergunte: "Se estamos nos estabelecendo com 'Gilbert Cuthbert Blythe', isso significa que eu também sou uma Cuthbert Blythe?''

— Eu acho que sim. — Gilbert concorda devagar e sorri para ela.

— Na verdade, eu não odeio muito isso. — Anne permite e aprecia quando ele ri em resposta. — Vou ter que avisar Marilla e Matthew.

— Isso significa que vai a festa? — Ele cutuca o braço dela com o cotovelo. — Vou com você?

Ela revira os olhos, mas assente. — Você deixaria sua esposa sozinha? — Anne pergunta a ele seriamente.

— Claro que não, querida. — Ele responde com um sorrisinho presunçoso.

ɱɑʀʀiɑgɛOnde histórias criam vida. Descubra agora