Liel Gastesy...
Dou mais uma olhada nos biscoitos no forno ,neste momento a cháleira apita. Desligo o fogo e passo o chá, e o deixo no centro da mesa , coloco um par de xícaras proximo.
Escuto alguém bater na porta.
- Já estou indo.
Passo a mão no cabelo e arrumo o óculos.. pera não tem o porquê eu ficar preocupado com minha aparência. Dou um riso baixo. É só o Alec.
Ando até a porta e a abro.
- Boa noite - falamos juntos o que nos fez rir por 2 segundos.
- hã, fica a vontade... - dou espaço para ele entrar. Hoje ele está usando uma camiseta Branca e uma calça de moletom cinza escura. Eu estou com uma calça de pano cinza claro e uma blusa de manga azul escura ,que é meio larga nos ombros de modo que vez ou outra eles ficam expostos, e meu cabelo está preso em um rabo de cavalo baixo jogado para o lado.
Ele entra e deixa o sapato na porta.
- Você está fofo- ele diz e abaixo a cabeça envergonhado.
- Obrigado.
Ele coloca mão no meu queixo , sinto meu rosto queimar mais ainda, ele levanta meu rosto.
- Não sei porque você se esconde quando fica envergonhado.
- Porque é patético .
Ele nega.
- Acho que é uma característica bem fofa em você .
Olho para ele que está com um meio sorriso.
- Sua casa está com um aroma muito bom.
- Estou fazendo biscoitos amanteigados...
- Não sabia que sabia fazer essa coisas.
Ando até a cozinha e ele me acompanha.
- Pode sentar. -ele senta em uma cadeira e eu abaixo para ver se já estão prontos. - Eu aprendi algumas coisas com o Liam ... ele que faz isso perfeitamente bem.
Pego um pano para retirar a forma, a pego mas o pano acaba escorregando o que faz com que eu sinta minha mão queimar.
- Droga - coloco a forma com um pouco de urgência na pia. O Alec levanta rápido e vem até mim.
- Está tudo bem ? - ele pega em minha mão para ver a queimadura.
- Hã... sim... só está ardendo um pouco.
- Acho que está ardendo mais que um pouco . - ele olha para mim . - tem pomada ?
Assinto.
- No banheiro....
- ok. - ele me leva até a cadeira em que estava sentado - me espera ai eu vou pegar . - ele diz olhando em meus olhos e não consigo responder nada além de um simples aceno.
Menos de 2 minutos depois ele volta com a pomada nas mãos. Ele ajoelha e fica de frente para mim. Mesmo ele ajoelhado ainda é um pouco maior que eu.
- Me dá a sua mão. - ele diz com a mão esticada, coloco a minha em cima da dele. - perdão se doer um pouco, não tenho muita suavidade - ele fala enquanto abre a pomada .
- Não acho que irá doe... - ele coloca um pouco na queimadura e no momento que encosta sinto arder - ai - em um espasmo involuntário, eu me movimento para frente e minha testa encosta na sua ,ele levanta o olhar e passa a me encarar, seus olhos me puxando, eu não consigo quebrar o contato visual ,eu não consigo me afastar...
Sinto sua mão passar a pomada em meu dedo ... mas eu não sinto a dor... talvez por estar o olhando? Meu olhar desce para seus lábios, e ele sorri.
- Acho que no fim não doeo tanto- ele diz quase em um sussurro ... sinto meu rosto corar e meu corpo se arrepia. Me afasto ao notar que estávamos tão perto, que se eu fosse mais alguns milímetros para frente nossos narizes poderiam se tocar...
Ele ri.
- Tudo bem ?
Assinto.
- Obrigado - levanto rápido e pego a pomada de suas mãos, e ando apressadamente até o banheiro. Meu coração está acelerado...
Porque ele faz parecer algo tão natural nossa aproximação? Coloco a mão em meu peito... E se é algo tão natural.. por que eu tenho ess tipo de reação?
Alec Mazon...
O Liel volta e anda até a pia , e com um pegador coloca os biscoitos em uma cestinha média.
- Quer que eu faço isso para você?
- Não ... desta vez não vou me queimar. - ele ri - Acho que deu para notar que sou meio desastrado.
Ele coloca a cesta na mesa e senta na minha frente praticamente,porém até que perto de mim.
- Pode comer... tem café e chá ... qual você quer?
- Chá ... por favor...
Ele assente e coloca uma xícara para ele e uma para mim. Começando a comer e tomar o chá.
- Seus biscoitos estão bons.
Ele sorri.
- Obrigada ... eu não sou nenhum mestre na cozinha mas sei me virar.
- Não vou nem comentar sobre meus dotes culinarios. - digo baixo e ele ri.
- A... nossa janta queimada- balanço a cabeça em negação ao lembrar do ocorrido.
Ele toma um pouco do chá.
- Não é tão ruim assim... no final deu tudo certo... eu gostei muito da nossa noite - olho para ele que acaba corando.
Abro um meio sorriso.
- Você tem razão... não foi da forma que eu havia planejado ... mas no fim acabou por dar certo.
Ele assente.
- Mas Então Alec ... você sempre morou em Jesstick?
- Sim - tomo um pouco do chá e coloco a xícara na mesa - Eu nasci aqui, morei minha infância e boa parte da minha adolescência naquela rua atrás do parque que fomos... o Derek morava na mesma rua , então fizemos amizade desde muito pequenos. .. eu morei um tempo fora ,mas no fim acabei voltando para essa cidade... E você?
Ele limpa os labios.
- Bom... eu nasci em um estado no sul do País, mas me mudei para uma cidade próxima de Jesstick com minha família quando tinha 3 anos ,o Liam era meu vizinho,nos demos bem de primeira... depois disso , ele se mudou para outra rua , mas isso já eramos adolescentes ... eu continuei na mesma casa por um tempo, mas depois acabei me mudando para a casa do Liam...
Franzo a testa.
- Por que ?
Ele desvia o olhar ,e mesmo sem saber o motivo, vejo pela sua expressão que não é algo bom e que isso mexe com ele.
- Quer saber não precisa me dizer.
Ele olha para mim e sorri.
- Obrigado. - ele termina de comer e coloca mais um pouco de chá na xícara para ele. - Você e o Derek são bem proximos não é?
Assinto.
- Muito. Diria que atualmente ele é a pessoa mais próxima que eu tenho.
- Mas ... e sua família?
Dou de ombros .
- Não nós falamos muito.
- Parece que de um jeito ou de outro, muitas pessoas acabam por se afastar das pessoas que deveriam estar ao nosso lado por toda nossa vida.
Ele levanta e pega os pratos vazios e as xícaras e coloca na pia.
- Se você sente falta de alguém, o natural é que você busque pela pessoa não é? - falo e ele para e me encara.
- Mas uma aproximação não depende de um só lado... nada depende de um só lado ,ninguém constrói uma amizade sozinho , ninguém ama sozinho, nem mesmo nossa própria família. - vejo que seus olhos enchem de lagrimas ,ao ponto de ficarem vermelhos , se ele piscar vai ser o que falta para a lágrima descer por seu rosto. Me levanto da mesa e ando até ele que está de cabeça baixa. - Muitas vezes as pessoas não se importam com o que sentimos, elas simplesmente nos chutam para fora de suas vidas quando querem , mas antes nos culpam ,nós faz ... o..odiar o que nós somos.
- Liel... - dou mais um passo , estamos muito próximos agora. - Olha para mim - digo baixo.
Ele balança a cabeça em sinal de negação .
- Liel ... - coloco minha mão em seu rosto. - Olha para mim... só assim eu vou saber que você está bem .
Ele levanta o rosto, a ponta de seu nariz está vermelha , uma lágrima descia pelo seu rosto, seus olhos lacrimejados...
Mordo o lábio inferior. Eu só quero toma-lo em meus braços, não consigo vê-lo desta maneira e não fazer nada...
O puxo e o abraço, rodeando sua cintura, sua cabeça ficando próximo do meu peito, o aperto quando ele tenta sair .
- Eu estou aqui - falo e ele fica quieto . Sinto o calor em meu peito com a aproximação, meu coração em um ritmo frenético... será que ele consegue ouvir? Será que ele consegue sentir o calor de meu corpo com o seu toque , minha respiração acelerada, minha mente que não consegue pensar em nada além de vê-lo sorrir em meio as lagrimas... todo o meu ser que não consegue pensar em mais ,a não abraça-lo e só soltar seu corpo, no momento que tiver a plena certeza que ele estará bem..
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" No abraço fica clara toda intimidade entre almas , é por isso que em alguns a gente se sente em casa ".
- Diego Vinicius.
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"Maybe A Love Story ".
RomanceAlec Mazon , o escritor de diversos livros de romance prestigiados publicados com o pseudônimo "Ciel Brown" , acaba encontrando um petulante menino na livraria que o abala ,ao falar que seu último livro era meia-boca . Ele vê sua paz e sossego ir em...
