Capítulo 20

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" A Enteada do Meu Pai "

**Capítulo 20**

Os dias se arrastavam lentamente para Eduarda, cada um deles se tornando um teste de paciência e dor. Ela tentou ligar para Manuela todos os dias, mas as chamadas iam diretamente para o correio de voz. Cada "beep" ressoava como uma facada em seu coração. A desesperança a envolvia como uma névoa pesada, e a ausência de Manuela tornava a vida insuportável.

Eduarda visitou a casa de Manuela repetidamente, mas encontrou a porta trancada e o silêncio a aguardava. Dentro de sua mente, os pensamentos giravam incessantemente. **"Onde você está, Manuela? Por que não me responde?"** Sua saudade crescia a cada dia, como um buraco negro que sugava sua felicidade. Ela havia chegado ao ponto de ter aversão a Dressa e a qualquer um que se relacionasse com ela. Eduarda se afastou de todas as amigas de Manuela, sentindo que ninguém poderia entender sua dor.

Uma tarde, quando Eduarda estava em seu dormitório, suas amigas decidiram fazer uma visita. Elas entraram em seu quarto, rindo e conversando, mas Eduarda estava absorta em seus pensamentos. Assim que as meninas começaram a mexer nas coisas de Manuela, o coração de Eduarda disparou.

- O que vocês estão fazendo? - Eduarda questionou, levantando-se abruptamente.

Elas apenas trocaram olhares, como se a ação fosse inevitável.

- Eduarda, precisamos fazer isso - disse uma delas, com um tom de voz hesitante. - Não dá para ficar assim.

Eduarda sentiu uma onda de raiva e desespero. O quarto que uma vez foi um refúgio, um lugar cheio de risadas e confidências, agora estava se transformando em um espaço vazio. Ao ver as coisas de Manuela sendo retiradas, seu coração se partiu. **"Não, isso não pode estar acontecendo,"** pensou. O quarto dela estava vazio sem Manuela, e a realidade de sua ausência estava se tornando esmagadora.

Após alguns dias, uma nova colega de quarto apareceu. Ela se chamava Breenda, e embora fosse uma garota legal, Eduarda não conseguia se conectar com ela. A tristeza e a saudade de Manuela eram como sombras que a acompanhavam em cada canto.

Certa manhã, enquanto se dirigia para a aula, Eduarda avistou Manuela do outro lado do corredor. O coração dela acelerou. Manuela estava visivelmente mais magra, mas ainda mantinha a beleza que sempre a caracterizou. No entanto, a expressão no rosto de Manuela era grave, e seus olhos estavam frios, como se a conexão que elas tinham havia se quebrado de vez.

Eduarda tentou se aproximar, mas as amigas de Manuela estavam sempre ao seu lado, especialmente Dressa, que parecia se deleitar na situação. O fato de que Manuela estava cercada por aquelas que a afastaram dela doía profundamente.

- Manuela! - Eduarda gritou, tentando capturar a atenção dela.

Manuela olhou de relance, mas logo desviou o olhar, fazendo com que o coração de Eduarda se despedaçasse. **"Ela não quer me ouvir,"** pensou. **"Ela acredita na Dressa."**

Os dias seguintes passaram de forma agonizante. O tempo parecia estar contra Eduarda, que se sentia presa em um ciclo de dor e saudade. Ela se lembrava dos momentos que passaram juntas, das risadas e dos segredos. **"Como tudo isso se desfez tão rapidamente?"** O lamento ecoava em sua mente, e a solidão a cercava cada vez mais.

Cada vez que a campainha da escola tocava e as aulas começavam, Eduarda se sentia ainda mais distante de Manuela. A ausência da garota que sempre iluminou seus dias era como uma sombra constante. Mas, em meio a essa escuridão, Eduarda se recusava a desistir.

**"Eu vou encontrar uma maneira de consertar isso,"** ela pensou com determinação. **"Não importa o que eu tenha que fazer, eu não posso perder Manuela."** E assim, com o coração apertado, Eduarda decidiu que precisava agir para recuperar o que havia perdido.

A Enteada Do Meu Pai.Onde histórias criam vida. Descubra agora