Capítulo 21

1.9K 114 0
                                        

" Enteada do Meu Pai"

**Capítulo 21**

O final de semana chegou, e eu optei por ficar no colégio. Sabia que no almoço de domingo Laura estaria lá, mas a ausência de Manuela tornava tudo insuportável. Preferi me isolar em meu quarto, onde a dor da solidão poderia ser mais facilmente ignorada. As horas passavam lentamente, e eu me sentia presa em um ciclo de pensamentos melancólicos.

Quando a noite chegou, estava quase adormecendo quando ouvi batidas suaves na porta. Meu coração disparou ao reconhecer a batida familiar. Era Manuela. Eu não podia acreditar. Abri a porta rapidamente, e lá estava ela, com os olhos brilhantes e um sorriso ligeiramente torto, sinal de que havia bebido um pouco mais do que o normal.

- Eduarda - ela murmurou, e antes que eu pudesse responder, ela se inclinou e me beijou.

Nosso beijo foi longo e apaixonado, como se estivéssemos finalmente recuperando tudo o que perdemos. Senti uma onda de emoções, e ao mesmo tempo, o desejo intenso de estar com ela novamente. Enquanto nossas bocas se moviam em perfeita harmonia, a sensação de estarmos finalmente juntas invadiu meu corpo. Eu a ouvia gemer suavemente em meu ouvido, o que me fez sentir ainda mais viva.

O momento se transformou em algo indescritível. Me entreguei completamente a Manuela, e juntas, atingimos um ápice de prazer que eu nunca havia experimentado antes. Foi como se o mundo inteiro tivesse desaparecido, e apenas nós duas existíssemos naquele espaço.

Mas, ao acordar na manhã seguinte, a cama estava fria e vazia. O cheiro de Manuela ainda estava no ar, mas ela já não estava ao meu lado. Um nó se formou em minha garganta ao perceber a realidade. Fui até a porta, esperando encontrar Manuela no corredor, mas ela não estava ali.

Enquanto eu tentava entender o que tinha acontecido, meu celular apitou. Era uma mensagem de Manuela. Com mãos trêmulas, abri o texto e, ao lê-lo, meu coração despencou. **"A noite passada não significou nada. Foi só um teste para ver se eu sentia algo por você."** Essas palavras cortaram como uma faca afiada. Uma onda de dor me envolveu, e a tristeza que eu havia tentado sufocar voltou com força total.

Desmoronada, fui para meu quarto e permaneci lá até a segunda-feira de manhã, em um estado de paralisia emocional. As aulas começaram, mas eu mal prestei atenção no que estava acontecendo ao meu redor. O que eu havia acreditado ser um recomeço agora parecia apenas uma ilusão cruel.

No entanto, não demorou muito para que eu começasse a buscar companhia em outras pessoas. A necessidade de distração se tornava urgente, e por isso comecei a andar com Brenda e Rafaela novamente. Elas estavam sempre dispostas a me tirar do fundo do poço. Começamos a sair e me envolvi com outras garotas, tentando preencher o vazio que Manuela havia deixado.

Mas, mesmo em meio a novos rostos e risadas forçadas, o pensamento de Manuela não saía da minha mente. As memórias dela continuavam a me assombrar. Eu precisava de um jeito de esquecer o que tivemos, de apagar a dor que seu afastamento havia causado. Era como se meu coração estivesse preso a um passado que eu não conseguia soltar.

Enquanto eu tentava me mover em frente, uma parte de mim ainda se perguntava se Manuela realmente não sentia nada por mim, ou se ela estava apenas confusa. Essa incerteza era como uma sombra que nunca me deixava. Em meio a essa luta interna, eu me perguntava se conseguiria, de alguma forma, reconquistar o que havia perdido ou se tudo estava realmente acabado entre nós.

A Enteada Do Meu Pai.Onde histórias criam vida. Descubra agora