Você voltou e descobriu que eu tinha ido embora
E aquele lugar está vazio
Como o buraco que foi deixado em mim
Como se não fôssemos nada
Não é o que você significava para mim
Pensei que estivéssemos destinados- Let Me Go
— Eu sei que pode parecer constrangedor... mas, Nayeon, preciso que conte com calma o que aconteceu.
Nayeon encarou Yajan com os olhos bem ligados, sentada na poltrona de frente para a mesa do escritório do homem. Dentro da sala estava também Jungkook, Go — sua progenitora —, e por fim, Hoo-Zee.
Hoo-Zee media cada pequeno movimento feito pela menina que parecia ainda mais encurralada. A senhora Jeon havia sido avisada da situação do filho assim que chegara em casa, e apenas graças à Yajan, deu o braço a torcer para que uma reunião acontecesse e as coisas fossem esclarecidas.
Nayeon analisou com calma o perfil de Jungkook que estava sentado ao seu lado, pensando em como lidar com a situação em que havia sido colocada. O menino nem mesmo a olhava naquele momento e talvez isso tenha a deixado mais irritada que antes.
— Eu posso contar como as coisas aconteceram naquela noite, senhor Jeon. — a menina disse, com a voz ligeiramente trêmula.
— Ah... você vai contar o que aconteceu naquela noite? — Jungkook perguntou em deboche. — Com todos os detalhes, Nayeon?
— Eu não tenho o que esconder, Jungkook.
Jungkook soltou um riso e olhou para o lado, encarando Hoo-Zee que fazia o mesmo. A mais velha ergueu uma sobrancelha em direção ao menino, mas ele apenas deu de ombros.
— Eu agradeço se puder mesmo fazer isso, Nayeon. Quero ajudar, mas preciso entender a situação. — Jungkook e Hoo-Zee quase fuzilaram Yajan ao ouvi-lo falar com Nayeon.
Hoo-Zee mal podia acreditar que tinha que fazer o filho passar pelo o que estava passando.
Nayeon encarou a mãe em busca de apoio e crispou os lábios olhando nervosa para as próprias mãos.
— Eu fui mesmo no quarto do Jungkook por conta própria naquela madrugada.
— Isso já é o suficiente para afirmar que meu filho não fez nada. — Hoo-Zee interrompeu a garota rudemente.
— Deixa ela falar, mãe. — Jungkook disse entredentes, raivoso. — Quero ouvi-la também.
A menina olhou para o nú mero 7 engolindo lentamente a saliva densa.
— Antes, havia encontrado com ele na cozinha, fiquei preocupada porque já estava tarde. Ele me pediu um lanche e subiu. Eu fui ao quarto para deixar o lanche, mas não o vi. A porta do banheiro estava aberta e eu fui conferir, mas não imaginava que ele estivesse tomando banho. — começou falando baixo, olhando para as próprias pernas. — Eu me assustei e fiquei no meio do quarto porque mesmo que estivesse com vergonha, queria pedir desculpas pelo o que tinha acontecido. Jungkook saiu logo em seguida, ainda molhado. Eu me desculpei, como planejava, mas ele acabou debochando de mim. Me senti mal e acabei despejando nele como me sentia mal por gostar do que não posso ter. Me declarei, chorei e me senti fraca. — levantou a cabeça com os olhos ainda mais vermelhos e molhados pelas lágrimas. — Então veio a surpresa... Jungkook falou que não acreditaria que o amo sem provas. Falou que queria que eu provasse. E eu disse que faria qualquer coisa desde que ele prometesse que ficaria comigo depois disso.
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Sete Finais
FanfictionPara Yun Soyoon, ter entrado na escola mais cara e importante da Coréia do Sul foi uma grande vitória. Em uma escola onde a questão social vale muito, e os alunos são divididos por fortuna, Soyoon se sente perdida por ser filha de donos de uma peque...