Linhas traçadas (Puxar e enrolar...) - IV

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(2043 palavras)

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Eliata soltou um sorriso modesto, aproximou-se de Em'zo com uma intimidade que o estremeceu. O ar quente que vinha das termas naquele banheiro parecia vibrar com a tensão entre eles. A boca de Em'zo enchia-se de água, cada gole era uma tortura, cada tortura o deixava mais teso.

A tensão foi demais para Em'zo, que se rendeu ao abraço de Eliata, sentindo-se consumido pela sensação. Em'zo sentiu um ápice de prazer, seguido de uma sensação de relaxamento profundo.

Eliata com um sorriso doce, inclinou-se, aproximando seu rosto de Em'zo — o relevo das tatuagens triscavam em seu rosto fazendo-o tremer ainda mais, faziam seu rosto formigar —, a saliva escorria de sua boca, ele já não a controlava. Eliata perguntou com uma voz suave:

– E então, como se sente agora? Mais calmo? – perguntou Eliata.

Sua boca secara, seus pensamentos clarearam,

– Sol! Me perdoe eu... eu... estou me sentindo muito melhor, obrigado! Mas o que você fez? – Seu coração pulsava ao invés de palpitar, seu corpo relaxou, parecia que tinha descansado por três dias ininterruptos.

– Como eu disse, sou um dos responsáveis pela transição dos viajantes – Eliata sorriu, satisfeito com o resultado da transição e continuou explicando – agora você está pronto para se integrar à comunidade de Madam, Em'zo. Lembre-se, o efeito que minhas tatuagens proporcionam duram cerca de uma semana e ajudarão a controlar seus desejos impulsivos. Prazer em conhecê-lo e seja bem-vindo a Madam.

Em'zo olhou em volta, percebendo que os habitantes de Madam não mais o faziam se sentir desconfortável.

– Uau! Eu... Eu... não sinto nada!! Que incrível! – Ele se olhou e olhou em volta impressionado. – Mas e se eu me descontrolar novamente?

Eliata colocou uma mão tranquilizadora em seu ombro. – Lembre-se, Em'zo, as leis de Madam estão em vigor para proteger todos. Se você respeitar as regras, não haverá problemas.

Em'zo assentiu, sentindo-se mais confiante.

– Obrigado, Eliata – disse Em'zo, sincero.

Eliata sorriu novamente e despediu-se.

– Turista... – disse um senhor que também estava nas termas, mas Em'zo não o ouviu.

Voltando para a sua cabine, após Eliata tê-lo explicado mais sobre Madam, ele pegou a omla e pôs-se a traçar um plano.
Levou algum tempo, tanto que escurecera rapidamente, mas o suficiente para saber exatamente o que fazer e para onde ir.

Buscando na omla, seu primeiro disfarce era uma bata cor de fogo com mangas bordadas que enluvavam as mãos, além de um colete azul-estrelado por cima, uma calça pantalona com uma faixa cor de noite na cintura e uma sapatilha branca de camurça com detalhes feitos a mão em linho vermelho.

O fim dos meiosOnde histórias criam vida. Descubra agora