Erik e Liana serão surpreendidos de forma constrangedora em breve, a megera Elizabeth não vai deixar passar em branco O.o (confira nos próximos capítulos) ^-^
}Espero que gostem! xoxo
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- Eu vi seu comportamento de princesinha mimada durante o duelo. Derek vai ter um bom trabalho pra fazer daquilo uma mulher de verdade.
- Você viu? - perguntou pensativa, seria muita consideração da parte dele para ela ou para Princesa? E pensando alto continuou - mas isso não é importante...
- Para mim é. Eu perderia a paciência e não sei o que faria com ela.
Liana o fitou surpresa, ele queria alimentar a pequena chama travessa mostrando que estava ao lado dela? Logo em seguida ela voltou para sua posição confortável no ombro dele.
- Não a maltrataria!
- É, talvez. Mas não a suporto, nem um pouco.
- E a mim, suporta? - provocou.
- É diferente... Nos conhecemos desde sempre?
- A Aranteli também...
- Mas ela não é importante, você que era minha princesa, quando éramos crianças, lembra?
- Só nas brincadeiras, ela é a verdadeira princesa.
- Só no nome, de péssimo gosto por sinal.
- Mas também posso ser irritante, Erik.
Ela podia se deixar levar um pouquinho e se divertir com Erik como se estivesse com Derek, afinal a chama permanecia ali, frágil mas valente, acesa.
- Não é mesquinha.
- Posso ser. Posso esgotar sua paciência a zero e virar sua cabeça do avesso, o que me faria comigo?
Ele ficou tentado a dizer que faria qualquer coisa que a fizesse virar sua cabeca do avesso de verdade, mas ela não compreenderia, ficou em dúvida.
- O que pedisse - disse por fim.
- E o que eu pediria? - ela considerou franzindo o cenho.
Ele não esperava por essa pergunta, não esperava uma resposta. Ela não podia imaginar tudo que passava pela cabeça dele... Ela não fazia nem ideia da intensidade de seus devaneios.
- Estou bêbado, Liana! Não espere razão em tudo que eu disser. - Foi a única saída que encontrou.
Ela não estava tão sóbria, mas achou razoável não fazer sentido uma conversa com um bêbado, ou melhor entre bêbados. Apagou a chama de vez, afundando-a numa taça de vinho. Não podia usar o irmão gêmeo de seu amor frustrado para sua diversão, não seria justo com ninguém, mudou o rumo da conversa.
- Ela derramou vinho no chão só para me obrigar a limpar. Eu tive que esfregar as botas dela, quando minha vontade era de cuspir!
- É uma mulher desprezível!
- Justamente!
- Se você ficar nesta fazenda eu não vou poder cuidar de você. - Erik largou a garrafa de lado e se ajeitou para ficar de frente a ela, pôs as mãos em seus ombros. Era o mais próximo que ele já tinha chegado em anos. - Adoraria que me deixasse cuidar de você, não vou deixar te faltar nada, não sei como... Mas não vai te faltar nada.
- Erik eu não... _ ela fitou seus lábios, talvez fosse o vinho, só sabia que atração era forte, tão forte que ela precisava se afastar. - Sabe de uma coisa? Eu posso me cuidar sozinha, você fala como o imbecil... - E foi para o outro lado da casinha.
- Imbecil do meu irmão? Nós somos diferentes!
- Diferentes?
- Sabe que sim. E você não pode não se cuidar sozinha, precisa de alguém como eu.
- Sua futura esposa vai me odiar tanto quanto Aranteli me odeia. - Ela tornou a beber.
- Futura esposa?
- Sim, qual das amigas de Princesa será?
- Nenhuma delas.
- Quem será então?
- Ainda não tenho certeza.
Mais bêbada, Liana começou a se sentir mais leve e sonolenta. Erik também parecia que duraria pouco acordado agora.
- Eu te amooo Lianiiic. - Terminou a frase com um soluço, Liana se afastou e ficou de pé e sua cabeça girou para valer, aí que percebeu o quanto estava bêbada.
- Tanto quanto Derek, são tão iguais que por vezes me assustam. - "Ou instigam", pensou farta.
- Não somos iguais! Nós somos gêmeos, mas diferentes. - Disse ele coçando a cabeça, confuso.
Ela riu com o absurdo.
- São idênticos. - Respondeu.
- Meus olhos são verdes, e os dele azuis. Rá! Eu disse, somos diferentes.
- Mas não posso ficar perto de você sem pensar nele, eu o vejo em cada traço do seu rosto.
Ela se apoiou na parede do outro lado da casinha para não cair e foi deslizando até sentar. Estava de frente a Erik.
- Eu sinto muito por isso - disse ele. -Mas eu nunca lhe colocaria à disposição de Aranteli, seria igual a mim.
A voz dele estava cada vez mais enrolada, quis dizer que ela seria a senhora da residência e não empregada, Liana não entendeu assim, pensou que ele se confundia com seu irmão. Erik pegou outra garrafa e pôs se a beber novamente com as mãos vacilantes.
- Vou levá-la comigo, não vou deixá-la para Derek fazer o que bem entende.
- Não vai me levar a lugar algum, se o fizer terá um problema sério com sua futura esposa. Todas elas me odeiam. - Liana o acompanhou, pegou outra garrafa também.
- Quem?
- As amigas de Princesa.
Erik se arrastou até o lado de Liana e apoiou a cabeça confortavelmente em seu ombro.
- Vou levá-la comigo, da mesma forma que a trouxe aqui. Me lembre de casar com você primeiro. - Da forma que ele disse soou tão normal que nem parecia o disparate que era, dormiu instantaneamente.
Liana quase engasgou ao ouvir e se afastou instintivamente, deixou Erik cair de cabeça no chão quando tirou seu ombro de apoio. Ele ficou imóvel na posição estranha que caiu. Ela cobriu a boca para não gritar com medo de ele ter se machucado até que o ouviu roncar. Estava mesmo era dormindo, bêbado.
- Eu devo estar tendo alucinações, só pode ser isso. Vela odiosa!
Ela via quando a pequena chama travesa voltava a brilhar forte e debochada, dançando ao vento de seu sopro. Ficou na dúvida se tinha ouvido direito o que ele disse. Ajustou a cabeça dele para uma posição normal. Acariciou seu rosto, imaginando o que sentiria por ele se não fosse tão igual ao irmão. Ele conseguia ser um ogro às vezes, no fundo era dócil.
Alguma coisa naqueles olhos verdes cintilantes avisava ao seu subconsciente que não era tão dócil, tão pouco inofensivo e que ela deveria fugir enquanto havia tempo. Ela ignorou os avisos, dobrou os joelhos e apoiou a cabeça sobre eles, o vinho pesava seus olhos, e a velinha idiota no canto da sua mente lhe resultou extremamente irritante, não demorou muito estava dormindo também.
- Achei! - gritou Matias. - Eles estão aqui!
Estava presa a uma árvore pelos cipós, tinha os olhos embaçados, acordou com a voz do capataz gritando algo que não captou o sentido. Coçando os olhos descobriu que o cipó era o pesado braço de Erik sobre sua cintura, teriam dormido de conchinha? Saiu de perto dele e deu de cara com Matias fitando-os da porta da casa da árvore, ela quase caiu pra trás com o susto.
- Quem está aí? - era a voz suave e ao mesmo tempo rude da madame Elizabeth lá em baixo.
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Trewsky Brothers
RomanceRomance de época. Vários capítulos já prontos e em revisão. Não é hot. Sinopse: os gêmeos mais lindos e rebeldes da cidade não acreditavam quando seus pais diziam que se não tomasse rumo na vida seriam deserdados. Derek sempre acostumado a conseguir...
