8 meses depois.
- Amor, me alcança aquela caneta por favor?- peço para camilla, que estava do lado da mesa.
Estavamos no estúdio, conversando sobre a turnê.
- Aqui amor...- ela me entrega.
- Camilla, você ta mijando?- Roger pergunta bebendo uma pepsi.
- O que?!- ela olha pra baixo, e vê uma agua- Meu Deus...- ela diz baixo, levanto e pego a chave do carro.
- Vamos, vem!- falo tremendo.
Todos no estúdio ficaram alvoroçados, principalmente eu. Meu Deus, é agora, pego o braço de Camilla e a levo até o carro, a colocando no banco de trás, equanto os meninos e suas esposas vinham atrás preucupados.
- Droga! Eu não coloquei a bolsa no carro!- pragejo enquanto ajudo ela a se sentar.
- Me dá a chave da sua casa, eu pego- Anitta se pronuncia, entrego as chaves pra ela- Brian, vem comigo- ele concorda com a cabeça e eles vão para o outro carro.
- Deixa que Dom e eu ligamos para suas familias, ok?- Veronica diz- Boa sorte Cam!- sorri pra amiga.
- Tem um caderninho com o numero deles na minha bolsa!- diz enquanto as duas voltavam para o estudio, recebendo "joinhas" em resposta.
Depois de me certificar que ela estava bem, vou para o banco do motorista, e quando tento colocar a chave na ignição, eu não cosneguia parar de tremer.
- Deixa eu dirigir freddie- Roger diz e eu saio do carro, dando a volta e entrando no do passageiro.
- Deaky!- Camilla o chama, fazendo uma expressão de dor- Vem comigo aqui atrás!- pede, e ele entra no carro assustado, Roger da partida e começamos a andar.
- Você ta bem?- camilla pega a mão dele e segura com força- Ai! Ok, pode apertar!- diz fechando os olhos- eu aguento...
- Roger, falta muito?- pergunta gemendo de dor.
- Eu to passando todos os farois vermelhos possiveis-diz concentrado.
- O que você ta sentindo?- pergunto me virando pra trás.
- Parece que eu vou rasgar ao meio!- algumas lagrimas caem de seus olhos.
***
- Já posso ir pro parto?- Ela pergunta ofegante na cadeira de rodas.
Tinhamos chegado no hospital, e a recepcionista vendo o estado dela estava a levando pelos corredores, deaky e rog ficaram na recepção para encontrar com os outros quatro.
- Temos que verificar sua dilatação querida...- ela abre a porta e a ajuda a se ajeitar na cama- Vou chamar a médica para te examinar...
- O doutor que iria fazer o parto é o Doutor Philip!- aviso, me lembrando que não tinhamos telefonado para ele ainda.
- Tiveram sorte, é o plantão dele hoje- ela vai em um armario e pega uma camisola de hospital- Vou pedir para a senhora vestir isso, ficando sem a calcinha nem nenhuma outra roupa, ok? Você pode ajuda-la nisso emquanto eu chamo a doutora?- respondo um sim, ela sorri e sai da sala.
- Amor, você ta bem?- pregunto fazendo um carinho em seu rosto, antes de ajudar ela a tirar suas roupas.
- Sim, nosso filho, ele está chegando!- ela disse aquilo com a voz embargada e um sorriso no rosto, eu concordo com a cabeça e beijo sua testa, terminando de ajudar ela a vestir a camisola.
- Olá papais...- a médica diz sorridente, entrando na sala- Sou a doutora Cheryl, vou te examinar antes do Doutor Philip, ok?- concordamos.
Ela pegou uma luva de látex, e vestiu, pediu para a Camilla se deitar com as pernas dobradas e separadas.
- Com licença...- diz antes de colocar os dedos dentro dela- Isso é bom... Está com 2 cm de dilatação, com 10 o trabalho de parto vai realmente começar, a quanto tempo a bolsa estourou?
- Tem uns...- ela olha pra mim, incerta na resposta.
- Uma hora?- chuto.
- É, uma hora mais ou menos...- ela faz uma careta de dor.
- Contrações, certo?- Camilla concorda- Olha, vou pedir pra colocarem um acesso em você, como a bolsa estourou a pouco tempo, vamos te manter em observação, depois que ela estoura tem até 48 horas para o bebê nascer- diz jogando a luva fora.
- Dois dias?!- pergunto assustado, e ela concorda.
- Vamos te manter em observação, o Doutor Philip que vai fazer o parto, certo?- concordamos- Ele está em uma cirurgia agora, daqui a pouco vem te ver- diz checando o relógio- Daqui uma hora eu venho te examinar denovo, qualquer coisa pode apertar esse botã0 que a enfermeira é chamada, ok?- ela ajeita os oculos- Até mais papais!- diz sorridente saindo.
***
Já estavamos lá a algumas horas, tinhamos recebido algumas visitas rapidas dos meninos e de suas esposas, inclusive do doutor Philip, mas nada do meu filho chegar.
- Olá denovo...- o doutor diz entrando na sala- sera que agora vai?- diz pegando um par de luvas.
- Tomara, eu não aguento mais a ansiedade- Camilla diz com um riso fraco.
Ele examina ela, e nos olha com um sorriso.
- 9 cm...- ele se levanta- Vamos te levar para a sala fe parto.
Depois que ele disse essa frase, foi como se um estalo viesse em minha cabeça, e de repente tudo passou em um segundo. Quando me dei conta, Camilla já estava na sala comigo ao seu lado, começando a sentir as dores, enquanto os médicos andavam de um lado para o outro.
- Meu Deus!- ela diz com dor- Acho que é agora!- diz pro médico, que assente com a cabeça.
- Ok, Pode começar a fazer força!- ele diz e ela assente, agarrando minha mão e apertando com força.
Ela soltou um grito, e começou a chorar enquanto eu tirava alguns cabelos grudados pelo suor em sua testa.
- Nada ainda...- a enfermeira diz.
- nem a cabeça?- nega.
- Eu não vou conseguir...- diz virando pra mim, com a voz embargada.
- Você consegue sim! Eu tô do seu lado, ok? Pelo bebê!- encorajo ela, me agachando do seu lado na cama.
- No 3, 1...2...3!- o médico diz e ela faz força denovo, soltamdo um grito junto- Estou vendo o cabelo!- ele diz e camilla abre um sorriso.
- Vai dar tudo certo...- falo em seu ouvido. Depos de mais 15 minutos de lagrimas e gritos, um choro ecoa pelo quarto.
- Parabéns! É uma menina!- A enfermeira diz pegando minha filha nos braços, e entregando para Camilla.
- Oi Alessia....- diz com os olhos vermelhos enquanto funga o nariz. Eu encarava minha filha como se eu fosse a primeira vez que eu visse um céu estrelado, completamente encantado com aquela criaturinha.
- Eu... Posso pegar ela?- peço e Camilla assente, me entregando o pacotinho- Oi filha... - eu peguei em sua mão, e ela automaticamente apertou meu dedo indicador, parando de chorar e abrindo os olhos, verdes como o da mãe- Eu já te amo tanto...- uma lágrima rola pelo meu rosto enquanto eu sorrio.
