Nas semanas seguintes, Betty e eu nos aproximamos bastante. Mesmo ela não tendo se aberto muito comigo, nos conhecemos melhor.
Todas manhãs eu passava de moto na casa dela e a levava para a escola, e quando as aulas acabavam, íamos para a casa da floresta. De vez em quando dormíamos lá.
Betty tem estado muito estressada esses últimos dias. Ontem ela me deu um tapa por estar a olhando por muito tempo, e mais tarde reclamou porque eu estava desviando o olhar dela. Julguei como un famoso caso de TPM.
E aqui estou eu guardando as coisas no meu armário para ir para casa. Betty surgiu do meu lado, como ela sempre faz.
- Oi, Jones. - Ela falou.
- Espera, espera não me bate! - Falei protegendo meu rosto e procurando a sacola com chocolates no meu armário. - Toma. Agora se acalme.
- Só que eu já estou calma! - Ela disse puxando a sacola da minha mão. - Mas agora você está começando a me irritar. - Ela franziu o cenho e fez bico. - Por que você tem me evitado?
- O que? Mas foi você que falou pra mim ficar longe de você... - Rebati.
- Mas não era pra obedecer! Você é burro? - Ela reclamou.
- Se eu não obedecesse você ia me bater.
- Mas eu não bato forte! - Ela cruzou os braços.
Abri a boca para argumentar mas acabei desistindo. Enfiei a mão dentro da sacola que ela segurava e peguei uma barra de chocolate.
- Toma, come aí. - Falei abrindo a barra e entregando um pedaço pra ela.
Ela colocou as mãos para trás se recusando a pegar e abriu a boca. Revirei os olhos e coloquei o pedaço chocolate na boca dela. Um sorrisinho se formou em seu rosto enquanto ela mastigava.
Ela me deu um selinho e puxou a barra da minha mão, colocando mais um pedaço na boca.
- Vamos pra sua casa logo. Sua mãe me chamou pra assistir série com ela lá hoje. - Ela falou me puxando pelo corredor.
- Espera aí, e por que eu não estou sabendo de nada? - Perguntei confuso.
- Porque foi a sua mãe que me chamou, não tem nada a ver com você. - Ela respondeu.
[...]
Cheguei em casa e minha mãe estava sentada no sofá.
- Betty! Que bom que chegou! - Ela falou.
Betty foi saltitante até o sofá, se jogando ao lado da minha mãe, que ligou o ar-condicionado da sala.
- Em que episódio paramos? - A loira perguntou em um tom animado.
- No terceiro. - Minha mãe respondeu dando play no episódio de The umbrella academy.
Cruzei os braços e observei aquela cena. Sempre chamei minha mãe pra assistir séries, mas ela nunca quis.
Ótimo, minha própria mãe me trocou pela Betty.
Betty se virou e me lançou um olhar sedutor. Ela fez um sinal de "venha aqui" com a mão e eu me aproximei dela.
- Pode me trazer um cobertor? - Ela sussurrou.
- Tá zoando né? - Perguntei.
- Por favor. - Ela fez bico.
- Jogo sujo, Cooper. - Falei e ela me deu um selinho.
Subi até o meu quarto e peguei a coberta para Betty. Quando desci, fiz um sinal com a mão para que ela levantasse. Me sentei no lugar dela e logo em seguida a puxei para meu colo.
Ela encolheu as pernas como se fosse um bebê e entrelaçou os braços em meu pescoço, apoiando a cabeça em meu ombro.
Coloquei a coberta em cima dela e ela me deixou um beijo na bochecha. Logo em seguida, deu um cheiro em meu pescoço.
- Você me deixa louca. - Ela sussurrou bem baixo em meu ouvido e começou a me arranhar levemente na nuca, me fazendo arrepiar.
- Não faz isso, Cooper. Você sabe que posso acabar me descontrolando. - Sussurrei ainda mais baixo para que minha mãe não percebesse, apertando a bunda dela por baixo da coberta.
Ela sorriu maliciosamente e mordeu o lóbulo da minha orelha discretamente. Levei minha mão até o meio de suas coxas e apertei. Ela respirava ofegante em meu ouvido.
- Esse tal de número cinco é um mala sem alça. - Minha mãe falou, interrompendo nosso momento.
Betty se ajeitou em meu colo.
- Ele é o melhor personagem da série. - Falei.
- Prefiro o Luther. - Ela falou.
- O que? Ele tem genes de macaco, por isso é tão musculoso. - Rebati.
- Jughead! - Betty e minha mãe me repreenderam em uníssono.
Betty me deu um tapa no peito.
- Ai! Doeu! - Reclamei.
- Você deu spoiler! - A loira disse com raiva.
- Foi mal... - Falei.
Ela bufou, saindo do meu colo e se sentando no espaço vazio entre minha mãe e eu.
- Sai daqui, garoto! - Minha mãe falou. - O almoço é por sua conta.
- Ah, que merda. - Resmunguei, me levantando.
- Anda logo, criatura. - Ela falou.
Fui para a cozinha e resolvi fazer uma macarronada. Decidi não discutir com minha mãe. Parece que ela está sempre de TPM.
- Cheguei! - Jellybean disse abrindo a porta de casa. - Ah, oi Betty.
- Oi... - Betty disse com um sorrisinho.
Jellybean veio até a cozinha.
- O que tá fazendo, cabeça de jarro? - Ela disse jogando sua mochila no canto.
- Macarronada.
- Mamãe te trocou pela sua namorada? - Ele zoou.
- Ela não é minha namorada. - Falei.
- Ah, conta outra. Vocês só não se assumiram ainda porque estão com fogo no cu. - Ela disse enquanto fazia um rabo de cavalo. - Posso te ajudar no almoço?
- Coloca o macarrão pra cozinhar e enrola as almôndegas. - Falei.
Um tempo depois, a campainha tocou.
- Você atende. - Jellybean falou rapidamente.
Revirei os olhos e limpei as mãos. Betty e minha mãe estavam tão focadas na série que nem devem ter escutado a campainha tocar.
Fui até a porta e a abri.
- Fp? - Perguntei confuso.
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About The Stars
Fiksi Penggemar[+18] • "Isso é apenas uma transa, ok? Não se apegue." Jughead Jones se muda para Riverdale junto com a mãe e a irmã mais nova quando seus pais se separam. Achando que nunca se apaixonaria novamente, provou a si mesmo que estava errado quando uma g...
