sábado
11:00hrs
Lorena
Lá estava eu, desembarcando no rio de janeiro, outra vez, tomara que seja, realmente, pra ficar.
Peguei minha mala e fui indo em direção a saída do aeroporto, passei por aquela porta e pude sentir o vento bater no meu rosto.
A sensação sempre vai ser a mesma, como se fosse a primeira vez que coloquei os pés aqui, mas sempre será varias e várias vezes.
Coloquei minha mala no porta malas de um táxi e entrei dentro do mesmo, esperei o motorista entrar pra pedir pra ele seguir até copacabana.
Lorena: copacabana por favor -falei e ele assentiu-
Encostei no banco do carro e fiquei pensando em mil motivos, pra evitar uma discussão com minha mãe.
Digamos que a bonita aqui, é sapeca desde criança, faço tanta besteira que minha mãe cansa de mim e me manda passar uns meses com meu pai.
Dessa vez a merda foi tão grande, que fui obrigada a passar dois anos na Itália, aturar os filhos do meu pai, é a pior coisa, principalmente a mulher dele.
Mas adivinhem, fugi e vim pro rio de janeiro, antes de completar os dois anos lá, meu pai tava louco, me ligando o tempo todo no avião, dei nem trela.
Senti o carro parar de se movimentar e olhei pro condomínio, respirei fundo e saí, pagando o motorista.
Fui até a entrada e toquei o interfone, o porteiro reconheceu minha voz e veio abrir, dei glória que ele não falou nada pra dona Clarissa.
Agradeci a ele e fui indo até o elevador, esperei o mesmo e depois fui subindo, até o quarto andar.
Parei na frente do apê da minha mãe e toquei a campanhia, só pra dá mais surpresa pra ela, quando ela abriu e me olhou, eu abri o maior sorrisão.
Lorena: surpresa -falei e abracei ela- tava com saudades também.
Segurei minha mala e entrei dentro de casa, coloquei ela do lado e fui logo tirando meu tênis, tava morta.
Clarisse: o que você tá fazendo aqui, lorena? -falou demonstrando raiva-
Lorena: só queria te lembrar que eu tenho, vinte e dois anos -falei colocando meu tênis de lado- e sou dona de mim desde os vinte, e você não pode me obrigar a ir pra não sei onde
Clarisse: seu pai sabe que você tá aqui? -falou e eu assenti-
Lorena: tá louquinho de beleza, atrás de mim -falei me levantando- depois eu falo com ele, pode confiar.
Peguei meu tênis em uma mão, na outra peguei minha mala indo pro meu quarto, entrei nele e tava tudo do jeitinho que eu deixei, tava lindo demais.
Fechei a porta e fui logo tomar um banho, saí do banho, coloquei um biquíni e um short, peguei meu protetor solar e fui saindo do quarto, com o celular e protetor nas mãos.
Lorena: to indo pra praia -falei meio alto e saí de casa-
Peguei o elevador e desci, fui até o portão do condomínio e saí indo em direção a praia, dava pra ouvir o barulho do mar de longe, eu amava isso.
Antes de ir pra areia, pedi uma água de coco, em um quiosque, amava as coisas daqui do rio, quase tudo era bom demais.
Depois de pagar minha água, fui pra areia e me sentei ali, poderia ser riquinha, mimada e outras coisas, mas enjoada, nem sou.
Fiquei só olhando o mar, tava doida pra pegar um bronze aqui, mas não tinha trazido nada pra deitar.
Tirei meu short e sentei em uma cadeira, que tava do meu lado, passei protetor solar e fechei os olhos.
Depois de um tempo abrir os olhos e fiquei olhando o mar, era maravilhoso demais, o mar realmente, era minha calmaria.
Olhei pra areia e vi um cara, bem bonito, me olhando, ele ficou nessa por um maior tempo, tava na maior vontade se ele perdeu alguma coisa aqui, não é possível.
Ele levantou e veio vindo até mim, bufei e virei a cebeça pro lado, tava nem afim de papo com os macho daqui.
- eai -falou e eu continuei do mesmo jeito- tranquila?
Lorena: não -falei e olhei pra ele- queria pergunta se tu perdeu o cu, na minha cara
Ele riu, que puta sorriso, continuei olhando ele rindo e ele olhou pra trás por um tempo, depois desceu o olhar por meu corpo.
- não, é que tu chama a atenção de todo mundo -falou se agachando- não tinha como não olhar
Lorena: tem nem como te ajudar -falei e ele assentiu- só basta tu vazar daqui, aí tu não vai ver nada
Ele sorrio e eu continei de cara fechada pra ele, ele se levantou olhando pra trás e depois me olhou.
- a gente se bate por aí -falou e eu assenti- cuidado com os cara daqui em
Lorena: conheço eles bem -falei e ele assentiu-
Ele virou as costas pra mim e foi indo, até outro menino que tava quase do outro lado da praia.
Voltei a olhar pro mar e senti meu celular vibrar, na minha coxa, peguei ele vendo uma mensagem da ceci.
Mensagens on📱
Ceci: eai piranha, chegou no rio ou não?
Lorena: cheguei, quero te ver logo
Ceci: foda é que tu é paticinha, não pode vim aqui
Lorena: vem aqui em casa, dá em nada, se der é pouca coisa
Ceci: ai amiga, te conhecer foi foda
Lorena: concordo e acho o mesmo de você.
Mensagens off📱
Sorri com a mensagem dela e coloquei o celular de lado, coloquei meu short e o celular no bolso dele.
Arrumei amizade com a ceci, quando eu tava na Itália, maluca procurando macho no omegle, ri demais com essa menina.
A gente passou Whatsapp e ficou conversando, descobri que ela era daqui e fiquei super feliz, sou doidinha pra conhecer essa maluca.
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vidas cruzadas
Fiksi Penggemarum dia alguém entrará na sua vida e te fará entender o porque de nunca ter dado certo com outro alguém antes.
