CAPÍTULO 8

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domingo
14:35hrs

RK

fiz o possível pra Cecília não vê a Lorena, ela ia abrir aquela boca dela e ia dizer que eu era irmão dela e os caralho.

deixei a mina em casa com o lipe e fui pra boca, tinha terminado meu turno agora, só ia pegar mais tarde.

entrei em casa e vi a Índia, sentada no sofá com um prato de lasanha, apareceu alguém na sala e eu vi a Lorena.

RK: tu ainda tá aqui? -falei e a Índia me olhou-

Índia: ela fez lasanha -falou levantando o prato- mo boa

neguei com a cabeça e me sentei do lado dela, roubei logo um pedaço, pior que a lasanha era boa mesmo.

Lorena ficou olhando pro chão e depois voltou pra cozinha, fiquei ali gastando com a Índia e depois fui na cozinha.

RK: ficou da hora a lasanha -falei entrando na cozinha-

Lorena: tu não disse que não era envolvido? -falou cruzando os braços-

RK: não sou -falei e ela fez cara de deboche-

Lorena: você tem arma atoa -falou e eu fechei a cara-

RK: tava olhando minhas coisas? - falei e ela negou-

Lorena: você que é um burro e não sabe esconder -falou abrindo a gaveta e pegando a arma, jogou na mesa e fez mais cara de deboche- aí

RK: posso me proteger com arma não? - falei pegando a arma-

Lorena: não sei -falou colocando o pano em cima da bancada- to indo, valeu aí

ela pegou o tênis que tava do lado da porta e foi saindo, fui atrás dela e a doida já tava na rua.

RK: quer carona não? -falei e ela me ignorou- Lorena

Lorena: vou pedir um uber -falou e continuou andando-

fiquei olhando ela e vi os vapor da laje, tirando onda com ela e ela só mandando dedo, pra cada um, fiquei rindo daquilo.

ouvi um barulho de algo quebrando e olhei pra trás, vendo a Cecília no chão, sangrando.

RK: puta que pariu Cecília -falei indo até ela- que foi caralho?

Cecília: nada -falou chorando-

olhei pra casa dela e vi o PH na porta, com sangue nas mãos e um pouco na cara, ele tava com um vidro na mão e ficou olhando pra ela, puro ódio.

RK: qual foi PH? -falei me levantando- ta ficando maluco, caralho?

PH: pergunta a ela o que ela tem -falou alto- o que me fez fazer isso, pergunta

Cecília: cala boca -falou se levantando- você é um filha da puta, to contigo por que fui obrigada, se eu te deixasse, tu ia me matar da pior forma -falou gritando- fala isso pra ele também, fala as coisas que tu me falava e fazia comigo, as vezes que tu me estrupava quando eu não queria -falou e eu olhei pra ela- fala

PH: fala pra ele o desgosto que tu deu a ele -falou vindo mais pra perto- fala que tu tá com um monstro dentro de tu Cecília.

olhei pra ela que tava chorando pra caralho, ao mesmo tempo ela transbordava ódio no olhar.

RK: tu ta grávida Cecília? - falei e ela me olhou-

Cecília: to grávida, falei pra ele que ia sair daqui pelo bem do meu filho -falou gritando mais ainda- ele surtou, dizendo que eu trai ele e disse que não era dele, só quero sair desse inferno e ir pra bem longe dele.

ouvi um barulho de moto e olhei pra trás, vendo o GB, ele desceu da moto e foi até  a Cecília que já tava no chão.

Cecília: fala pra ele que tu denunciou as drogas, Pedro -falou e eu olhei pra ela- fala pra ele que tu ta com o TCP e eles tão te jurando esse morro, fala Pedro -falou limpando as lágrimas- não tem coragem de falar, por que sabe que vai morrer, bom que eles te torturem até você não aguentar mais, que você morra da pior forma, vou adorar vê você morrer, na minha frente.

quando ela terminou de falar isso, só vi o PH pegar a arma e atirar contra ela, o corpo dela caiu no chão com o impacto.

RK: filho da puta -segurei no cano da arma e virei pro rosto dele- tu vai morrer da pior forma, pode aguarda

ouvi um tiro e vi o PH cair no chão, GB deu um tiro na perna dele, tirei a arma do PH e olhei pra Cecília que tava no chão.

RK: qual foi caralho - falei indo até ela- me deixa não, amo tu, consigo viver sem te atormentar não

ela sorrio fraco e deixou uma lágrima cair, em seguida fechou os olhos, meu coração parou naquela hora, tava nem conseguindo respirar direito.

RK: leva pro postinho porra - falei alto e um carro parou do meu lado-

coloquei ela no banco de trás e eles partiram pro hospital, não ia dar pra ela ficar no postinho daqui, tinha muito pouco médico, era foda.

quando chegou lá, peguei ela no colo e fui correndo pra dentro.

RK: ajuda aqui, namoral - falei alto e senti uma vontade de chorar, imensa-

trouxeram uma maca e eu coloquei ela em cima, ela tava sangrando demais, eles levaram ela e eu fiquei ali, só olhando pra porta de onde ela entrou.

queria perde minha irmã não, mesmo com as brigas e os caralho tudo, ela e o lipe, são tudo que eu tenho, consigo viver sem eles não.

vidas cruzadasOnde histórias criam vida. Descubra agora