Sábado finalmente havia chegado, dei um beijo em minha mãe antes de finalmente sair em direção ao meu ponto de encontro com Hoseok. Estava tão ansioso que poderia sentir minhas mãos começando a tremer e suar frio.
Cada viagem de ônibus fazia com que meu coração batesse mais rápido. Minhas bebês finalmente voltariam para minhas mãos. Cada hora a mais naquele bar, hoje seria compensada, afinal, mais dinheiro significa mais bebês.
A cada casa que passava pela janela eu poderia ouvir uma música diferente, mesmo que os fones de ouvido tivessem sido esquecidos em casa. Quase poderia me sentir num videoclipe de haru haru.
Deixando todos os pensamentos naquele banco, desci do ônibus assim que cheguei em meu destino. Ali na minha frente estava o condomínio de luxo em que meu amigo vivia. Incrível como sempre me impressionava, mesmo que já esteja acostumado a vir para uma visitinha.
O porteiro nem ao menos ligou para avisar de minha chegada, tão acostumado deve estar com minhas visitas de sábado, ou talvez por meu amigo já ter avisado sobre minha futura entrada em sua residência.
Ainda era estranho para mim, andar em lugares tão luxuosos como aquele. Cada um daqueles carros na garagem custa cerca de milhares de vezes mais que a pequena casa que dividia com minha mãe. Imagina a dimensão da casa daquelas pessoas?
É nessas horas que vemos que nossa vida não é nada se comparada a das pessoas com dinheiro. Essas pessoas tem o mundo em suas mãos, podem viajar e conhecê-lo por inteiro, tem acesso a todo conhecimento do mundo e às mais diversas oportunidades, seja de estudo, seja de trabalho.
Isso me faz lembrar que um dia desisti de meus estudos. Talvez se não tivesse me metido com coisas tão erradas eu ainda estaria em uma universidade, cursando educação física ou nutrição, meus sonhos de infância. Mas nem todos tem o prazer de nascer em berço de ouro, de ter uma vida perfeita. Eu sou um dos que não teve esse prazer.
Saí de todos esses pensamentos ao entrar no elevador, acompanhado de tantas pessoas engravatadas, as mulheres em seus saltos, algumas chegando a ficar mais altas que eu. Podia sentir os olhares de todos em mim.
Nunca estive tão claustrofóbico em toda a minha vida. Só pude soltar a respiração quando senti o elevador parar no andar da casa, saindo dali as pressas. Quanto menos tempo eu passar no mesmo ambiente que aquelas pessoas, melhor.
Levantei o olhar, sendo preso pelo olhar de Hoseok. O mesmo parecia estar me esperando, estava com um sorriso enorme no rosto. Nunca havia visto ele tão animado, apesar de ele ser uma pessoa extremamente esperançosa e alegre sempre.
- Jimin, hoje é o seu dia. Vou lhe dar uns presentinhos, recompensa pela noite maravilhosa de ontem. – Ele ia me arrastando enquanto me abraçava pelo pescoço e suas palavras pareceram chamar a atenção de algumas das pessoas que se encontravam no sofá da sala.
- Quer dizer que o Jimin é sua nova putinha? Como assim, Jimin? Caiu a esse nível?
Foi quando fui reparar em quem estava sentado naquele sofá. Eu não poderia acreditar que era quem eu estava pensando
- Suga? Há quanto tempo.
- Como anda o meu garotinho? Sente aqui comigo.
Não hesitei em sentar ao seu lado, sentindo o mesmo puxar a minha língua para o lado de fora, colocando algo na mesma, seguido de um selo de nossos lábios. Ainda pude ouvir uma risada sacana antes que colocasse a minha cabeça em suas pernas.
- Hoje quero que se divirta, ok?!
-- x –
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The Best Prostitute...
Romance- Será que dava para prestar atenção? Temos que ir ou vou me atrasar. E tudo o que eu conseguia pensar enquanto seguia aquele ser de cabelos negros era "wow". -- x - - Você não quer sair? Digo, só eu e você... - Vou pensar, Jimin. Melhor você sair...