XXXII. Zweiunddreissigstes

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Já tinha dois dias que eu havia saído do hospital, segunda-feira, eu estava liberado do meu trabalho devido a minha ida ao hospital nesse fim de semana. Meu chefe disse que eu precisava de um tempo para pensar.

Estava tomando remédios controlados para depressão, calmantes, tudo para me deixar o mais calmo possível para não usar nenhuma droga. Yoongi havia voltado pra capital e levou tudo o que eu tinha em casa. Tudo mesmo, ele revirou cada buraco.

Nesse momento eu estava a caminho do presidio onde meu pai se encontrava, eu ia visita-lo. Ele ia ser julgado nesse dia e eu estava decidido que precisava conversar com ele. Afinal, que outra chance eu teria?

Cheguei, identifiquei-me e rapidamente já foi feito todas as burocracias para que eu pudesse entrar e conversar com ele. O lugar era bem sujinho mesmo na parte onde os visitantes iam, imagina como não deve ser lá dentro. Muita poeira, fez até meu nariz coçar.

- Olha só, se não é meu filho herói – Falou, irônico, assim que pegou o telefone do outro lado daquele vidro. – Veio pra me tirar daqui?

- Acredite, tudo o que eu não quero é que você saia daqui. – Vi o mesmo rir, colocando a mão no peito com uma falsa expressão de dor.

- Ouch, essa doeu. O filho que é um príncipe, faz o bem pra todos, quer me ver preso? O próprio pai? – Apenas continuei serio lhe olhando enquanto ele tinha aquele sorriso nojento no rosto.

- O que você queria? – Perguntei, querendo chegar logo no ponto que me importava.

- O que eu queria? Isso não é obvio?

- Se fosse obvio eu não estaria perguntando – Respondi acido, vendo-o me olhar com um sorriso de canto de boca. – Responda logo a minha pergunta.

- Vocês estão com dinheiro agora, eu só queria a minha parte dele. – Respondeu, dando de ombros – Ouvi dizer que sua mãe estava me traindo com um riquinho mais novo.

- Traindo? Minha mãe era uma mulher solteira, você morreu pra nós no dia em que ousou bater nela. – Se não tivesse aquele vidro entre nós dois, eu já teria avançado em si, tenho certeza disso.

- Nunca nos separamos no papel, então ela era minha mulher sim. Era, porque agora eu sou um homem viúvo – Ver aquele sorriso nele quase me fez quebrar aquilo que nos separava. Apenas apertei forte o telefone em meu ouvido, vendo-o gargalhar de minha reação.

- Você é um assassino. Deveria ser morto, isso sim! – Falei, vendo-o parar de gargalhar e me olhar mais serio, mas sem nunca tirar o olhar irônico.

- Nada disso teria acontecido se vocês simplesmente tivessem ajudado seu pai. Mas eu não me importo mais. Você é quem deveria se preocupar. – Falou, fazendo-me franzir o cenho pra ele. – Olhe bem pro que eu sou, porque isso é o seu destino. Só que viadinho.

- Eu nunca seria igual a você – Vi ele rir da minha frase, rolando os olhos.

- Olhe bem pra você. Um menino pobre, gay e viciado em drogas. Tirando a parte do gay, você é igual a mim. – Disse, rindo da minha cara que se contorcia em irritação.

- Não sou igual a você. Nunca seria.

- Tenha calma. Você ainda acha que é diversão, mas daqui um tempo você vai tentar parar e não vai conseguir, seu corpo vai ter abstinência e você vai ficar louco atrás de mais.

- Eu não vou fazer isso! – Falei, sentindo meu coração acelerar, vendo que uma parte já era realidade. E ele nem ligou, apenas continuou seu monologo.

- Quando menos notar, vai estar roubando pra pagar por elas. Depois vai estar devendo pra vários agiotas. Foi assim que eu parei aqui, procurando dinheiro para me livrar de morrer. – Parou, vendo-me com a cara assustada, rindo de mim. – Você acha que eu quero sair daqui? Se eu sair, eu morro. Aqui pelo menos estou vivo.

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