capítulo 15

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Hazel

       Faz muito tempo desde que eu tive  dias felizes, onde me sentia bem mesmo com os meus pensamentos a me atormentar. onde poderia sorrir um pouco sem me preocupar com culpa, estava livre disso tudo, não sabia que minha vida  ia ser marcada por algo tão grande. Eu quero ter a chance de ser feliz, de pode participar de tudo o que me faz bem e não fugir como eu fiz por muito tempo.

    Não quero estar triste, ser fria e distante. Não quero me desesperar ao sentir a culpa do que eu fiz, sei que não tenho direito de ser feliz, sei disso mas do que qualquer um, mas eu cansei de chorar, cansei do vazio em meu peito de ficar dias sem dormir para não me acorda gritando. todo esse peso Will tira, me dá chance de seguir, me dar oportunidade de ser feliz. Não disse que estava apaixonada por ele, por que  ele não mereçe saber  assim, não quando ele não sabe o motivo que me trouxe aqui.

   Eu vou contar, dizer o por que de estar aqui. vou falar que não quero mais fazer  isso, não quero estar ao seu lado por causa de uma promoção no trabalho mas por que me apaixonei por ele. se ele aceitar minhas desculpa então continuo aqui mas se ele não aceitar, não tem por que ficar.

    Mas não vou falar hoje, hoje eu quero aproveitar esse momento e esquecer de tudo como lily falou. quero deixar esse sentimento me guiar, mesmo que eu esteja com medo da sua resposta.

   na escola agia friamente com quem tentava se aproximar de mim, não tinha amigos, e não fazia questão de ter, por que achava que merecia o desprezo deles, me escondi através dos estudos e minha vida seguiu assim fugindo das coisas que me fazia feliz. acontece que eu não quero mas agir assim não com Will que e tão honesto e bom comigo.

     pego em sua mão e o calor que transmite acalma os meus pensamentos. ele entrelaça nossos dedos. ele estaciona o carro assim que chegamos. descemos.

    A frente do restaurante é elegante, as paredes são branca com a fachada preta. O garçom nos leva até a nossa mesa perto da janela.

    as mesa tem um pano branco e as cadeiras são vermelhas o piso é Branco da mesma cor que a parede. quando chegamos na mesa vemos duas taças é uma garrafa de  vinho nos acomodamos.

- vinho?-  assentimos e ele coloca menos da metade e saí.

- até hoje não entendo por que eles só colocam menos da metade- beberico o vinho.

- talvez queiram economizar- rimos enquanto olhamos o cardápio.

- Comida francesa?

- sim? consegue entender?

- consigo estudei francês no ensino médio.

- muito estudiosa.

- era a única coisa que eu tinha para fazer- dou de ombros e olhamos para os cardápio- vou escolher carne da Bourgogne.

- vou comer tartiflette- fazemos o pedido e logo o garçom chega.

- esse lugar é bonito

- sim já vim aqui algumas vezes com minha... mãe.

- parece que não gosta de falar dela.

- confesso que me deixa desconfortável

- tudo bem,  também não gosto de falar disso.

- como foi sua infância?- me pergunta e sorrio gosto desse tempo. peço para que espere um pouco enquanto mastigo a comida.

- divertido, minha mãe gostava de ler livro então ela tinha uma biblioteca e era o meu lugar preferido, gostava de ir lá para ler, já fiquei presa com eles me procurando, brinquei muito na minha infância. mas de resto eu era até comportada.

o inverno dentro de mimOnde histórias criam vida. Descubra agora