Para todos que conheciam Luz Bowers, ela era uma garota de sorte, linda, rica e com um talento incrível para artes, em especial para o balé. Mas ela não se via tão sortuda assim.
Já Billie, contava apenas com o amor e a união de sua família e isso...
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A minha nova colega de quarto não estava na minha aula de história e nem na de inglês. Mas ela estava na aula de piano.
- Na verdade eu toco desde que nasci - ela explica para a professora - então não vou ter dificuldades em acompanhar a turma.
- Muito bem então - diz a professora - Luz ?
- Sim professora? - digo
- Você pode demonstrar para Billie a música que está programada para essa aula ?
- É claro - sorrir simpatia para a professora.
Coloco meus dedos delicadamente sobre o piano, ajeito a postura e respiro fundo, sei que todos ali estão me olhando agora, eu gosto disso e sei que tenho que ser excelente na música, eu preciso ser. As melodias da música 3 Gymnopédies: Gymnopedie No. 1 começam a sair do piano em que estou tocando, eu amo essa música, é de Erik Satie, eu costumava tocá-la sempre quando estava em casa nas férias, ela é tão triste.
Normalmente sou como ela, só existem três momentos da minha vida em que realmente me sinto feliz, quando estou com Finneas e Claudia, principalmente o Finneas, quando estou com Heitor e principalmente quando estou dançando balé.
- Excelente Luz, como sempre - diz a professora assim que termino a música
Dou um sorriso ao receber o elogio.
- Sua vez Billie - A professora diz - quero ver como você toca.
Ela apenas concorda com a cabeça, então começou a trocar a mesma música e puta que pariu ela é muito boa, bem ela disse que tocava desde de pequena. Isso me fez perceber que não deveria me enganar pelas suas roupas baratas.
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O refeitório estava lotado como sempre na hora do almoço e de cardápio hoje tínhamos dois tipos de salada, filé de frango grelhado e gelatina de sobremesa. As refeições aqui são sempre assim, nada calórico, nada de açúcar, nada de felicidade.
Mas na verdade eu adorava isso a Bel Air com certeza supria as minhas necessidades de obsessão pelo meu objetivo final, mas para falar a verdade a maioria dos alunos reclamava sempre de tudo.
pouca comida.
nada de doce.
aulas demais.
treinos de mais.
horas extras demais.
trabalhos demais.
tudo demais.
Para mim apenas o suficiente, eu queria ser mais que todos eles e eu adorava que eles odiassem tudo isso porque querendo ou não todos aqui eram meus correntes.