Capítulo 20

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— Nãoooooo — grito baixinho — qual é ?

Suspiro, não acredito que não tem papel na minha impressora, eu preciso imprimir um trabalho para segunda, no caso amanhã, mas uma ideia passa pela minha cabeça, saio do meu quarto e corro para o andar de baixo, até o escritório do meu pai, deve ter papel em algum lugar lá.

A casa está silenciosa, é domingo a noite e papai não está aqui, então apenas abro a porta do escritório, acendo a luz e começo a procurar papel por suas gavetas, mas não acho papel limpo, vou até a mesa dele parvasculhar as gavetas, assim que abro a primeira acho uma foto de uma mulher carregando um bebê, o que me faz para de me preocupar com papel. A mulher da foto está em uma cadeira de amamentação branca num quarto com decoração branca, a mulher veste uma camisola branca, seu cabelo tá um pouco bagunçado e ela tem o maior sorriso no rosto enquanto amamenta o bebê, o bebê parece ter 2 meses, na verdade eu sei que tem. Por que o bebê sou eu e impossível a minha mãe morreu no parto.

você não vai lembrar dela, ela teve complicação no prato, ela nem a pegou no colo

Ela nem a pegou no colo

Então por que diabos ela tá me dando de mama ?? Eu não sei bem o que fazer com essa informação, mas volto a procurar o papel que está na última gaveta da mesa, bato uma foto da foto e a coloco no lugar. Tudo que faço depois disse e um grande borrão, mas lembrou de ligar para o Finneas, ele disse que tava em casa, eu disse que ia até ele por que precisava.

E assim que ele abriu a porta eu desmoronei nele,  eu só sabia chora, até aquele momento eu não tinha mais certeza de absolutamente nada na minha vida, a não ser que eu poderia contar com ele, Billie também estava lá com um olhar preocupado, mas Finneas pediu para que nos deixasse a sós.

— O que aquele merda do seu pai fez dessa vez ??? — Eu sentia sua raiva, na voz e no jeito que o seu rosto estava vermelho.

— Nada indiretamente — digo.

Pego meu celular e mostro a foto para ele.

— Uma foto sua com a sua mãe, com toda a certeza, você é idêntica à ela Luz, ela era linda.

Ele analisa meu rosto, mas ele demora um pouco antes de notar também.

— Ela não morreu no seu parto ?? — Ele pergunta.

Concordo com a cabeça ainda não consigo falar.

— Isso é tão confuso — Ele fala novamente.

— Eu deveria falar com ele, confrota-lo — finalmente falo.

— Não, isso pode ser ruim para você — Ele diz — e se a gente fazer uma pesquisa por contra própria.

— Como ?? — perguntou a ele.

— Falando com pessoas que trabalham na sua casa na época ou algo assim —ele aperta meu ombro — Se você conforta seu pai, ele só vai te fazer mal e você nunca vai descobrir o que aconteceu.

— Você tem razão — me solto do seu abraço — É melhor eu ir

— Não, você não está bem ora dirigir e nem pode já está tarde.

— Eu vou chamar um uber — digo pegando meu celular do bolso.

— Acho que Billie não se importaria de você dormir em seu quarto e ela pode ficar de olho em você.

— Não sei — digo a ele — Você anda meio estranho em relação a nossa amizade

Eu sei, foi por isso que Billie brigou comigo ontem e disse que não era da minha conta — Ele suspira — Ela tem razão e de qualquer forma vocês tem a mim, eu sempre vou estar aqui para vocês.

Então eu não estava sonhando ontem quando achei que eles estavam discutindo, eu entendo o Finneas, mas também não quero me arrepender depois por não ter tentado com a Billie.

Ela não disse muito coisa, apenas me abraçou e me deito na sua cama, eu acho que é meu lugar preferido agora, é aconchegante e tem o cheiro dela.

— Eu acho que venho morar com você — digo a ela.

— Eu ia amar, mas não sei se você ia gostar.

Aperto ela mais forte.

— Claro que eu ia amar — digo para ela — Tem você tem Finneas, tudo que eu amo.

Merda, eu disse isso ??

Billie e eu ficamos em silêncio depois disso que eu pensei que ela estivesse pegado no sono, mas então dela disse.

— Então venha, sutilmente

Eu não levei muito a sério o que ela disse, por que  eu normalmente não levo a sério nada que ela fala. Mas no fim de semana seguinte ela me fez ficar novamente na casa dela. E estar com os O'Connells. Me fez me senator em casa pela primeira vez.

°°°°

No feriado de ação de graças, meu pai, eu e meus avós fomos para Aspen, achei uma boa oportunidade de começar a minha investigação. Vovó e eu estávamos tomando chocolate quente em frente à lareira enquanto jogaram xadrez, achei muito bom que papai e vovó foram esquiar naquela tarde.

— Vovó ? — tento soar casual — Como era a minha mãe ??

— É só se olhar no espelho que você saberá — ela fala sem sequer me olhar.

— Não digo de aparência — jogo — ela era legal ou não?

Vovó está olhando para o tabuleiro, analisando sua próxima jogada ou o que vai me dizer.

— Sua mãe era o ser humano mais gentil que eu já conheci — ela parece sincera.

— É difícil imaginar alguém assim com o meu pai.

Ela suspira e finalmente joga, mas não me responde.

— Papai me disse que ela gostava de dançar — continuo.

— Sim, foi assim que ele a conheceu, ele ligou pra mim naquela noite e disse que tinha achado o amor de sua vida.

Parece que ela tá falando sobre qualquer outra pessoa menos o meu pai.

— O meu pai falou isso ??

— Sim querida, alguns meses depois eles estavam tão apaixonados que resolveram se casar — ela suspira — quando ela morreu, ele morreu junto.

Eu até sinto um pouco de pena dele, mas isso passa rápido quando lembro de todas as vezes que ele só descontou a raiva em mim.

— Como ela morreu ?? — continuo.

— Por que você está tão curiosa sobre isso ??

— Eu só queria saber. . .

— Não se mexe em passado Luz, aprenda isso.

Apenas concordei com a cabeça, senti que ela estava aborrecida por eu tter tocado no assunto.

Bel Air art schoolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora