Eu sinto seus dedos sobre a minha coxa exposta pelo pequeno short do meu pijama antes mesmo de abrir o olho. E eu poderia facilmente deixá-los ali se não fosse pelas marcas que tenho, e o quanto ela me incomodaram. Então coloco minha mão em cima da sua para parar o momento dos seus dedos. Billie se assusta um pouco.
— Não toque aí — sussurro.
Ela tira sua mão debaixo da minha.
— Eu sinto muito, não sabia que isso te incomodava — ela está falando tão baixinho, é quase um sussurro — como você conseguiu isso ?
— Não me pergunte — sussurro novamente.
— Eu não tinha notado antes.
Eu uso meia calça quando tenho que usar maior durante as aulas e maquiagem bronzeadora para as pernas, quando uso biquinhe. Mas elas passam facilmente por pequenas estrias vista de perto, mas não são. E me sinto estranha por que Billie estava olhando meu corpo, tão de perto a ponto de nota-las, tão perto a ponto de saber o que são.
— Eu sinto muito por isso — ela diz.
— Não sinta.
Eu finalmente abro os olhos e noto que o sol já está saindo. Então sento na cama assustada.
— Nossa que horas são??
— Sei la — diz Billie.
— Eu não ouvir meu despertador.
— Eu desliguei — ela diz sem qualquer preocupação — Não queria que você saísse daqui.
— Mas eu tinha que ir correr e academia. . .
Seus dedos estão sobre meus lábios, me calando.
— Eu só não queria ficar sozinha.
E de repente toda a minha raiva está acabada, tudo em mim que estava protestando contra ela, não está mais e me sinto completamente idiota por ter estado com raiva a alguns minutos atrás.
— Tudo bem, mas não faça disso um costume.
Ela faz biquinho pela minhas resposta, eu deito novamente ao lado dela, olhando pro teto. Sua coxa está encostada na minha, e tudo em mim só se concentra naquele ponto.
— Você não lembra nada sobre sua mãe ? — ela quebra o silêncio.
— Não.
— Eu queria que você pudesse ter alguma coisa dela. Pra não se sentir sozinha.
Eu odeio o jeito que ela sempre sabe o que estou sentindo. Ela nem me conhece e sabe tanto sobre mim.
— Eu não —viro para encara-lá — Eu acho que seria mais doloroso.
— É... Mas mesmo assim.
Ela revira os olhos e quando termina me olha. E ela tá fazendo de novo, tirando as minhas camadas lentamente uma a uma. Eu me sinto tão exposta quando ela faz isso que fico ofegante.
— Me conte uma coisa que você não contou pra mais ninguém — peço a ela.
— Eu já falei — ela tenta rir, mas sei que não é engraçado.
— Então me fala outra coisa.
— Pra que você quer saber.
— Você sabe vários segredos meus — digo.
Preciso de uma vantagem.
— Eu já quis morrer — ela diz quase num sururu.
— Todo mundo já senti vontade de fazer isso.
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Bel Air art school
FanfictionPara todos que conheciam Luz Bowers, ela era uma garota de sorte, linda, rica e com um talento incrível para artes, em especial para o balé. Mas ela não se via tão sortuda assim. Já Billie, contava apenas com o amor e a união de sua família e isso...
