Capítulo 15

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— Luz acorde.

Resmungo chateada, não acredito que Billie está me acordando. Pisco os olhos para abri-lhos, mas ainda está escuros no quarto.

— O que foi Billie ? — perguntou sem entender nada.

— Feliz aniversário de 16 anos — ela bete Palmas silenciosas.

— Não acredito que me acordou pra isso — Solto uma risada.

— Não seja chata — ela resmunga — E na verdade eu tenho um presente pra você.

Ela vai até seu armário e vasculha entre a sua bagunça. Tudo em relação a ela era uma bagunça e talvez eu gostasse daquilo. Tudo em mim era organizado, planejado, meticulosamente programado, mas Billie só chegava e transformava tudo em uma grande bagunça, a  minha mente principalmente.

— O combinado era sempre presente.

— Você disse que não precisa — ela finalmente acha o que estava procurando e vem até mim — Mas eu não disse nada sobre não te dar.

Ela me entrega uma pequena caixa.

— Abre.

Ela parece animada com aquilo, então para  alegria dela, eu abro a caixa. Dentro tem um lindo cordão com um pingente de coração que abre, dentro tem uma foto nossa. Eu fico um pouco sem reação.

— O que achou ?? — ela hesita.

— Eu achei perfeito, obrigada.

Sinto meu coração tão apertado naquele momento, que sinto vontade de chorar, mas só respiro fundo. Então a poxo para um abraço e ela me aperta de volta. Mas do que nunca queria que tudo fosse diferente.

— Achei que seria legal dar alguma coisa para se lembra de mim — ela diz assim que a solto.

— Como se você não estivesse na minha cabeça 24h por dia.

Merda.

Eu não ia falar isso em voz alta, mas agora soltei isso me sinto melhor, só tenho medo da reação da Billie, mas ela leva na brincadeira.

— Deve ser horrível mesmo — ela coça a cabeça — ficar comigo na cabeça, ache alguma coisa mais interessante.

Odeio quando ela faz isso, se menosprezar, será que ela não vê o quanto é incrível, ela deveria saber.

— Você é, você gosta de ajuda as pessoas, evita brigas desnecessárias e é bem humorada, entre outras qualidades.

Ela receitas os olhos e me encara, seus olhos estão sendo iludidos pela luz do abajur ligado na minha cabeceira, e ela está perfeita do meu ponto de vista.

— Que seria ?

— Você é linda. .  . — Ela cora — E beija muito bem.

— Mas você nem me beijo direto para saber

Ela fala como um desafio, e droga, normalmente não fugia de um. Então a poxo pra mim, lhe dando um beijo de verdade, onde puxo levemente  seu cabelo, onde a provo sem qualquer receio, onde a mordo sem medo. E em aprovação ela geme baixinho na minha boca, e eu só paro quando sinto que vou morrer sem ar.

— Nossa eu fico impressionada, em como eu tenho razão — digo ainda ofegante.

— É. .  . — Ela parece constrangida agora — Eu acho melhor você dormi.

O que ??

Ela zoando com a minha cara ??

Como eu posso fazer qualquer outra coisa agora a não volta para a beira do abismo que é seu beijo. Eu não posso.

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