Capitulo 40

581 68 8
                                        

QUARTO MESES DEPOIS

No final de maio eu finalmente está livre da escola, eu realmente não sei como conseguir passar com notas máximas, por que nesses últimos meses eu basicamente dividia meu tempo entre o Balé e Billie. E foi difícil passar esses meses sem tê-la a 10 passos de distância da minha cama, mas ainda assim ia dormir com ela todas as noite e durante o dia focava no Balé, o teste de admissão pra Bolshoi era no final de julho e eu já estava ficando preocupada de não estar pronta o suficiente.

— Olha quem tá em casa — meu pai diz assim que me vê entrar em casa.

— Eu já tô de saída na verdade, eu só vim deixar as minhas coisas aqui.

Aponto para as caixas com as coisas do meu quarto do internato.

— Então aconteceu ? Você disse adeus ao colegial ?

Ele parece empolgado e orgulhoso.

— Sim, só falta a formatura pra oficializar.

— Estou orgulhoso de você gatinha.

— Obrigada papai — sorrio pra ele.

— E Billie como está?

Ele apenas pergunta pra ser simpático.

— Ela tá melhor, o médico liberou ela pra pequenas caminhadas

— Que bom, agora vai, não vou mais prender você.

Sorrir e meio que saio correndo até meu carro e saio indo em direção à casa da Billie, mas antes passo no mercado para comprar algumas coisas que eu sei que ela gosta.

— Luz, que surpresa — diz Maggie com ironia.

— Você tá uma graça hoje sogra — digo rindo da piada dela.

Ela pega as sacolas da minha mão e leva até a cozinha e eu vou atrás dela.

— Já pegou sua coisas da escola ?

— Siim — jogo a cabeça pra trás em sofrimento — Eu vou sentir falta daquele lugar, eu passei a minha vida toda lá.

— Ah querida — ela largas as coisas e me abraça — pense que é um ciclo que se fecha para que novas coisas viram.

— Você está certa como sempre — dou um beijo na sua Bochecha — Onde está meu sogro ?

Desde que se aposento à dois meses, Patrick está sempre por aqui.

— Ele foi levar Billie no médico.

— Ela não me contou que tinha médico hoje — faço bico.

— Billie acha que não deve encher você com " problemas dela " — ela diz fazendo aspas no ar.

— Ela está insuportável desde que caiu — arregalo os olhos pós me toco que estou falando com a mãe dela — Desculpa...

— Tudo bem querida, não tiro sua razão.

— Eu amo tanto aquela garota, queria que ela pudesse ver a vida bonita outra vez, e foi ela que me mostrou isso.

— Quando ela melhorar, a vida tem seus altos e baixos

Somos interrompidas pela porta da frente que se abre, é Billie e seu pai. Abro o melhor sorriso do mundo para recebê-la, saindo em passos largos até ela.

— Ei bonita — digo me aproximando dela.

Ela revira os olhos por que não se acha bonita, mas ela é e hoje em especial está vestindo um macacão amarelo que eu dei de Natal pra ela. A puxo para sentar no sofá comigo.

— O que o médico falou ? — pergunto.

— Que eu estou me recuperando bem... e que logo posso voltar as atividades normais — ela diz como se não fosse algo bom.

— Isso é bom.

— Eu ainda não posso dançar... — ela solta uma risada sem graça.

Ela faz isso quando está prestes a chorar, mas não quero que ela fique triste, então a puxo para um beijo delicado e demorado. Beija-lá é umas das minhas coisas favoritas nela.

— Eii — ela fala se afastando — Meus pais estão ali na cozinha...

Seu rosto cora, e ela parece envergonhada, mas eu não quero parar e levo minha mão até a lateral da calça do macacão onde eu posso facilmente alcançar onde mais quero tocá-la e onde eu sei que ela quer. Ela está molharada, talvez ela goste do perigo, começo a movimentar minha mão e ela geme em resposta.

— Shiii — digo perto do seu ouvido — não faça barulho.

A teve esta desligada e o único barulho e dos pássaros ao redor e da conversa dos pais dela na cozinha.

— Luz — Billie diz meu nome num susuro.

— É só você ser rápida — susurro de volta.

Para ajudá-la aumento a velocidade dos meus dedos, mas isso faz com que ela sinta mais vontade ainda de gemer.

— Morda meu pescoço...

Ela faz isso para evitar o barulho, ela está tão perto, mas preciso para por consego ver pela janela  Finneas estacionando na frente de casa e fazendo seu caminho até a porta.

— Merda...

Tiro a mão de dentro da suas calças ela levanta a cabeça pra entender o que aconteceu, não dá tempo de explicar por que Finneas abre a porta.

— Oi meninas — ele diz nos olhando.

Mas aparentemente nos não estamos no nosso melhor estado, pois ele está desconfiado que alguma coisa não está certa.

— O que vocês estão fazendo ?

Eu olho pra Billie e ela me olha.

— Nada — Billie diz rápido.

Mas a expressão do Finneas muda assim que ele se toca o que duas garotas fazem quando estão fazendo nada.

— Meu Deus — ele diz — Eu poderia viver sem isso.

Ele sai com a maior cara de nojo, não consigo segurar a risada, mas Billie não parece querer rir ainda.

— Você pode me ajudar a tira a roupa ? — ela pergunta.

— Claro que sim

Vamos o mais rápido possível pro seu quarto continuar o que estávamos fazendo.

Bel Air art schoolOnde histórias criam vida. Descubra agora