Capítulo 37

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— De novo meninas...

A professora está nos dando instruções para continuar o ensino, a nosso apresentação já é mês que vem e eu estou entusiasmada que eu e Billie fizemos essa coreografia. Meus pensamentos são interrompidos pelos gritos de dor da Billie que caiu no chão, corro o mais rápido possível até ela.

— O que foi ? — pergunto.

— Meu quadril tá doendo muito.

— Calma meninas vou chamar a enfermeira — diz a professora pra gente.

Seguro a mão da Billie com força, ela está tremendo um pouco, tento manter ela calma até os enfermeiros chegarem, ela geme quando eles tentam levantá-la, e diz que está doente bastante. Eles acabam optando por levava em uma maca até a enfermaria.

Ligo para o Finneas e nós encontramos na enfermeira. Ficamos na sala de espera mais logo a enfermeira me fala que teremos que ir ao hospital fazer exames mais detalhes, entrei no quarto onde Billie estava esperando a ambulância vir buscá-la.

— Ei — digo puxando a mão dela para a minha.

— Oi... — Ela diz com a voz fraca.

— Está sentindo muita dor ? — pergunto passando a mão no seu cabelo, ele está um pouco úmido de suor.

— Não, me deram remédio — ela fecha os olhos como se estivesse com sono e sorrir pra mim.

— Eu queria ir com você ao hospital, mas não liberam a minha saída — meus olhos se enchem de lágrimas.

— Tudo bem, vai ficar tudo bem... — Ela apertar a minha mão.

Avisando que não ficou nada bem, não tive notícias dela até o meio dia do dia seguinte o que me deixou preocupada e sem dormir. Queria poder ir vê-la no hospital, mas Finneas me disse para não ir por que a Billie não queria me ver, eu não entendi nada sobre isso e fiquei extremamente magoada.

— Luz !!!

Olho pra cima e vejo a minha professora de Balé me olhando com cara feia, talvez seja por que eu esteja fazendo tudo errado na aula hoje.

— Desculpa, eu não me sinto bem...

Ao dizer isso saio da sala, indo em direção ao ar livre e quando chego noto que estou chorando, tão alto e barulhento quanto possível. Sinto os braços ao meu redor, são da minha tia, ela me abraçar e diz que tudo vai ficar bem, mas agora parece que nada vai ficar bem.

°°°°

No domingo Finneas me disse que Billie já estava em casa e que precisava ficar um bom tempo de repouso. Eu estava almoçando com o meu pai quando recebi sua mensagem.

— Luz... O celular — ele fala.

— Desculpa pai, são notícias da Billie — tento fazer um sorriso, falho.

— Maya err...  sua tia me ligou, disse que você não estava bem essa semana.

— Eu não sei por que ela não quer me ver — não consigo segurar as lágrimas.

— Então vamos descobrir.

Ele levanta da mesa e eu o sigo, ele vai até a garagem e pega a chave de um dos seus carros. Não sei onde vamos eu apenas faço as coisas no automático, mas sinto meu sangue gelar quando reconheço o caminho.

— Vá e fale com ela.

— E se ela não quiser falar comigo ?

— Aí você pergunta o motivo, e tenta consertar isso.

De todas as pessoas, meu pai era a última que aprovava meu relacionamento com Billie e isso me faz ficar sem entender o que estamos aqui.

— Pai — Eu o chamo — Pensei que não gostasse do meu namoro com Billie.

— Eu não gosto mesmo... mas eu não quero que você sofra nem 1% do que eu sofrir.

Isso me faz pensar em tudo que a minha vó me disse antes de morrer.

— Obrigada papai.

Saio do carro e ando pelo caminho de pedras até a porta da casa da Billie, não tenho muita certeza do que me espera lá dentro, mas é melhor do que eu tenho agora.

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