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— Bom dia, meu amor. — Dulce disse, enchendo Isadora de beijos até a menina abrir os olhos.

— Bom dia, mamãe. — respondeu sonolenta. — O tio Ucker já chegou?

Ela realmente parecia ter uma ligação inexplicável com Christopher, mesmo em tão pouco  tempo.

— Nós temos um compromisso, acho que vocês vão precisar remarcar a pracinha pra mais tarde. Pode ser? — disse Dulce, sincera.

— Pode. Mas o que é um compromisso? — perguntou curiosa.

— É algo que temos pra fazer. Na verdade, duas coisas: visitar a vovó Blanca e depois ir ao shopping escolher algumas coisas pro nosso apartamento novo.

Primeiro foram ao hospital. Ao entrarem pelo corredor já familiar, aproveitaram o período de visitas com Blanca, que estava mais cansada devido ao agravamento da doença. Dulce segurou a mão da filha, aproveitando a caminhada para iniciar uma conversa delicada.

— O que você achou do Ucker, filha? — perguntou, curiosa.

— Ele é bonito. Você vai namorar ele? — respondeu Isa, piscando com aquela sinceridade infantil que sempre arranca sorrisos.

As duas riram baixinho.

— Quero saber se você achou ele legal, filha.

— Eu achei ele muito legal. Podemos convidar ele pra ir ao shopping, ajudar a escolher algumas coisas?

— Isa, ele tá trabalhando agora, filha.

— Por favor! Vamos só ver se ele pode. Você disse que ele trabalha aqui...

Na porta do estacionamento, Dulce ligou para Christopher pelo FaceTime e entregou o celular para Isadora antes dele atender.

— Oi, Ucker! — disse a menina sorridente. — Adivinha onde eu tô?

— Oi, princesa! Não sei... em casa? — ele respondeu, surpreso com o fundo branco atrás dela.

— No seu trabalho! Eu vim visitar a minha avó Blanca e agora queria te convidar pra ir ao shopping. Você pode? Eu e a mamãe vamos escolher umas coisas pro nosso apartamento novo. Quer nos ajudar?

— Claro! Pra sair com você eu sempre posso. — respondeu ele, sorrindo sem conseguir se conter. — Encontro vocês no estacionamento.

— Ucker... — Dulce falou, ainda observando a filha. — Oi.

— Oi, Dul. — ele respondeu, com aquele sorriso que só ela sabia derreter.

— Se você estiver ocupado com os pacientes, ela vai entender.

— Eu tô descendo, não se preocupa. — respondeu Ucker, já se levantando da sala.

Os três seguiram no carro de Dulce até o shopping. Christopher ainda teria que voltar para o hospital para o plantão noturno, mas naquele momento só queria aproveitar.

A tarde foi animadíssima. Compraram objetos de decoração para o apartamento, brinquedos novos para Isadora e até alguns mimos para eles mesmos. Dulce se pegou sorrindo várias vezes, observando Ucker e a filha juntos, e sentiu um calor no peito ao imaginar que, aos poucos, estavam construindo algo que finalmente parecia uma família.

— Você quer conhecer nosso apartamento? É bem bonito. — Isadora perguntou, empolgada.

— Se sua mãe deixar, tô dentro. — respondeu Ucker, olhando Dulce com aquele sorriso que dizia mais do que palavras.

— Não vejo problema. — ela respondeu, sorrindo de volta. — Vamos lá organizar tudo que compramos!

E assim, rindo e carregando sacolas, os três caminharam juntos, mais próximos do que jamais estiveram, sentindo que finalmente estavam construindo um futuro cheio de amor, cuidado e cumplicidade.

Nossa menina - VONDY (REESCRITA 2026)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora