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O horário do almoço, na cabeça de Dulce e Cristian, era ao meio-dia, mas por volta das 10h da manhã, Christopher estacionou seu carro na frente da casa, ansioso, mãos suando.

— Bom dia. — disse Cristian ao encontrar o amigo. — Falei pra Dulce que seria ótimo almoçarmos juntos, mas se você chegou pro café da manhã, tudo bem.

— Eu... cheguei um pouco cedo. Queria... ficar com a Isadora. — respondeu, a voz trêmula, o coração acelerado.

— Tô brincando com você, Uckermann. Pode chegar a hora que quiser. Não me conhece mais? — Cristian riu, tentando aliviar a tensão do amigo.

— Eu tô nervoso. — reclamou Christopher, mas relaxou um pouco com a risada do amigo.

— Eu também ficaria. A baixinha tem o gênio da Dulce, apesar de ser a sua cara. Você vai ter dois exemplares. Sinto muito. — Cristian tocou o ombro dele, e Ucker apenas sorriu, sem palavras.

— Você tem alguém? Ou vai tentar voltar com a Dul? — perguntou Cristian, sem rodeios.

— Eu não sei, cara... ainda não sei nem o que pensar. Mas sempre amei ela. Sempre. Nunca esqueci. — respondeu, firme e sincero, mesmo com a ansiedade estampada no rosto.

— Bom dia. — Dulce interrompeu, percebendo a aproximação dos dois. Isadora vinha logo atrás, cabelos penteados, sorriso radiante.

— Olha, o Chrispot... Chris... fo...to... — a menina tentava falar, mas desistiu, rindo. — Ah, seu nome é muito difícil!

— Pode me chamar de pa... de Ucker. Pode me chamar de Ucker, princesa.

— Ucker é melhor. — sorriu, apertando a mão dele com firmeza.

— Posso dar um abraço em você? — a voz de Christopher saiu trêmula, quase falhando.

A menina olhou para a mãe, hesitando, consciente de que ainda não conhecia direito aquele homem.

— Eu posso, mãe? — perguntou, sorrindo.

— Pode, filha. Você pode abraçar ele o quanto quiser.

E então aconteceu. Dulce e Cristian presenciaram um dos momentos mais belos de suas vidas.

Isadora correu para Christopher, e ele a envolveu nos braços, chorando silenciosamente, sentindo o cheiro, o calor e o toque da filha que finalmente podia tocar. A menina, percebendo suas lágrimas, tocou delicadamente seu rosto com as mãos pequenas e suaves.

— Por que você tá chorando? — perguntou Isa, curiosa.

— Porque eu queria muito, muito te conhecer. — respondeu ele, a voz rouca, o coração apertado de emoção.

— Pronto, já somos amigos. Fica tranquilo. — piscou a menina, fazendo todos rirem entre lágrimas.

— Falei pra você que tem o gênio da Dulce, é uma pequena hippie... — Cristian sussurrou para Dulce, emocionado, enquanto observava a cena.

Christopher permaneceu ali, abraçando a filha, sentindo cada batida do coração dela junto ao seu, cada suspiro, cada toque. Era um instante único, que nenhum dos anos de distância poderia apagar.

Nossa menina - VONDY (REESCRITA 2026)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora