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Na casa de Cristian, a campainha tocou.

Antes que ele ou Dulce pudessem atender, Isadora correu até a porta, pulando animada.

— Oi! — disse a menina, sorridente, olhando diretamente para o homem à frente.

Ele engoliu em seco. O coração bateu mais rápido. Cada traço delicado, cada gesto da pequena era impossível de ignorar. Algo dentro dele começou a se encaixar, a resposta que ele temia e esperava ao mesmo tempo.

— Oi... como é o seu nome? — Christopher se abaixou para ficar à altura da menina, tentando esconder a emoção que subia.

— Isadora. — respondeu baixinho, tímida.

— Que nome bonito. — Ele sorriu, encantado. — Quantos anos você tem, Isadora?

— Eu tenho 4, quase 5 anos. — Esticou os dedinhos, mostrando o número cinco. — Mas fala baixo, tio. Minha mãe não pode saber que eu estou falando com um estranho.

Christopher sorriu com o cuidado da menina.

— Ok... desculpa. — Sussurrou. Voltou a se levantar e estendeu a mão. — Sou o Christopher. Vim falar com o Cristian. Ele está?

— Ele está sim. — Isa respondeu. — A minha mãe também está. Você conhece a Dulce, Christopher? Ela é a minha mãe.

Christopher engoliu em seco, segurando a respiração.

— Conheço. — Sorriu com dificuldade. — Desde antes de você nascer.

Os olhos da menina brilharam.

— E o meu papai... você conhece?

Ele engoliu em seco, tentando organizar os pensamentos.

— Eu não sei, princesa... quem é o seu papai?

A resposta veio como um tiro certeiro. Ela fez um bico tão doce que fez o coração de Christopher derreter instantaneamente.

— Eu... não conheço ele... ainda. — baixinho, com um sorriso tímido. — Mas a mamãe disse que ele é lindo. E que eu me pareço com ele.

Christopher sentiu o mundo parar. Aquilo não podia ser coincidência. Cada palavra, cada gesto, cada detalhe confirmava o que seu coração já suspeitava há segundos. Ela era sua filha. Sua filha.

— Tenho certeza de que, quando você conhecer ele, vocês vão ser muito felizes. — Ele disse com voz baixa, quase trêmula.

Nesse instante, percebeu que Dulce e Cristian estavam parados logo atrás da menina. Dulce estava congelada, pálida, sem saber se respirava ou segurava o choro. Os olhos dela o atravessavam, confusos, assustados, admirando a transformação que o tempo fez em Ucker: mais musculoso, cabelos mais curtos, barba maior. Mas ele ainda era perfeito. E ainda tinha o poder de deixá-la sem palavras.

— Posso entrar? — Christopher perguntou, hesitando, a voz firme, mas com o coração disparado. Ele esperou, sentindo a tensão, olhando para os dois que ainda não se moviam.

O silêncio se prolongou por alguns segundos, pesado, carregado de emoção, antes que Dulce finalmente respirasse fundo, permitindo que a filha e o pai finalmente se aproximassem.

Nossa menina - VONDY (REESCRITA 2026)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora