"O dinheiro nunca significou muito para mim, mas a independência conseguida com ele, muito". Esta frase é o reflexo da minha vida, ninguém paga minhas contas não que que me importe com futilidade mas o prazer de ser independente é magnifico. Encontrara me no Gato de Botas (bar & lanchonete) que fica a 1 km da UERJ, meu local de trabalho, como garçonete no período da tarde.
_ Olá, Sr., Quintanilha. É um prazer conhecer você._ Cumprimento sem o total controlo de mim mesma, o destímido dono da lanchonete se encontrara na minha frente, minhas mãos soavam e minhas pernas tremiam, não é toda vez que ele sai da sua zona de conforto, o que ele deve querer.
_Stela para minha sala. _ Ordena o Sr. Quintanilha ignorando minha saudação e de todos que estavam ao redor e saiu pisando duro.
_Boa tarde dona Stela. _ Cumprimento Stela, a responsável que parecia calma para uma pessoa que acaba de sendo chamada com o lobo.
_ Boa tarde menina, pontual como sempre. _ Disse sorrindo
_ Preciso do dinheiro, então devo ser pontual, se não quiser ser a mais nova desempregada do País. _ Dramatizo.
_ Tudo bem, vá se trocar, enquanto isso vou ver o que o chefe quer. _ Fala com a maior naturalidade e eu aqui transpirando só por respirar o mesmo ar, me afasto e fardo, pronta para trabalhar.
_ Boa tarde senhor, o que vai querer? _ Pergunto atendendo a mesa que se encontrara no centro sentado um homem lendo
_ Eh o melhor da casa por favor.
O destino não conspirava ao meu favor em colocar novamente o desastrado no meu caminho.
_ Você? _ Perguntamos sincronicamente.
_ O que o senhor desastrado vai querer? _ Pergunto, tendo noção do estrago que minha língua pode causar.
_ Que insolência da tua parte senhorita. Sabe que é só eu falar com seu chefe, e babai emprego.
Que odeio desse homem, bem que adoraria dizer poucas e boas para esse gato rude, mas não o faria, porque ainda quero meu emprego. Então me limito em dizer:
_ Com licença, trá-lo-ei o seu pedido.
Atordoada era a palavra certa que definia o meu estado naquele entardecer.
Pego o pedido e me direciono a mesa onde se encontrava um homem impiedoso disponível a ruinar minha vida.
_ Aqui está senhor.
Deixo o prato na mesa e me retiro, atendo outros clientes com os olhos pairados em flertar com o bonitão do novo cliente.
O melhor do dia é ver a satisfação nos olhos dos clientes e claro como recompensa do meu bom trabalho, recebera boas gorjetas.
A tarde foi estupendo, trabalhei excelentemente graças a Deus, o senhor tatuado não disse nada depois daquilo, o que agradeci mentalmente, findo o expediente pego no meu celular que se encontrara repleto de notificações (mensagens e ligações), desbloqueio e leio, "Filha, não me espere para jantar, houve emergência aqui no hospital," escrevera minha mãe, mais uma vez jantaria sozinha, já deveria estar acostumada, quase sempre senhora Flora, minha mãe, trabalha até tarde, ela é médica no hospital Cruz Vermelha, mais uma vez estaria de plantão. "Esta bem, beijo," correspondo e acabo tendo uma ideia genial, mando recado para Michel, "amigo, passo dai para jantar, dona flora voltará tarde," se minha mãe não puder jantar comigo por ocupação de trabalho, não sou eu que jantaria sozinha em uma casa silenciosa e frio, "claro vale, ate já." Recebo como correspondência da parte do Michel.Bloqueio o celular e coloco na bolsa, meu dia foi estranho, preciso assimilar o ocorrido de hoje cedo, nada melhor que ir andando, percorro uma distância minimamente longa rumo a casa do Michel.
_ Demorou, ainda estava a trabalhar?_ Vim caminhando.
_ Valentina querida, como está? _ Pergunta tia Lola mãe de Michel
_ Estou bem senhora.
_ Anda, vamos para o meu quarto. _ Disse Michel pegando na minha mão
_ Com licença senhora.
Subimos as escadas e entramos em seu quarto
_ Porque essa carinha? Vale! _ Pergunta, vendo minha cara de nada motivada
_ É que hoje, por pouco perdia o emprego, por conta de um tatuado impiedoso.
_ Explica bem isso. _ Apoiou o queixo na mão
_ Bom é assim, na lanchonete quando fui atender um cliente, acontece que esse cliente era o tatuado de hoje de manhã na faculdade.
_ Ainda não entendi o porque de perder o emprego.
_ É que brigamos e ele disse que por um estalar de dedo me colocariam no olho da rua. _ E ele tinha razão, caso quisesse faria uma queixa pelos maus tratos.
_ Conta detalhe por detalhe da briga.
Michel com sua curiosidade.
_ Ta. _ Contei-o tudo e se surpreendeu com tamanha astúcia
_ Amiga, que cretino.
_ Meninos, o jantar está servido. _ Disse tia Lola com a cabeça á espreita de lado de fora do quarto.
_ Tá, já vamos mãe.
Descemos a sala de Jantar de mãos dadas, o jantar sucedeu-se bem e era muito delicioso
_ Nossa! Gente já esta tarde, até amanhã, mas uma vez obrigada pelo jantar.
_ De nada querida, mi casa, su casa. _ Advierte-me
_ Gracias, buenas noches.
_ Está ficando boa a espanhol. _ Disse Michel
_ Como não ficar, com tia Lola me ensinando.
_ Tenho orgulho de ser seu amigo.
_ Eu também.
_ Até amanhã musa. _ Ele despediu-se com um beijo na bochecha.
_ Até Michel.Desço do carro e caminho para porta e ele ainda não havia saído, aceno para ele e entro em casa. Dentro de casa, ouço barulho do carro e presumo que ele foi-se embora, respiro fundo e subo as escadas e entro no quarto, deixo a mochila na cama, tiro a roupa e pego na toalha, amarro o cabelo, entro na casa de banho, tomo um banho longo e demorado.
Saio do banho, enxugo o corpo e o cabelo, ponho blusa regata com shorts de dormir, e pego no celular e mando mensagem para Michel, " obrigada por hoje, bom descanso meu docinho," "Obrigado musa, tenha uma boa noite." Trocamos mensagens por volta das 10 horas da noite, aprecio as fotos que tirei na praia durante as ferias e bloqueio o celular, coloco na mesa-de-cabeceira e fecho os olhos para dormir, mas antes de o fazer, meu celular vibra, me fazendo levantar e pega-lo, "princesa, mãe ama você, desculpo-me por não poder jantar com você" a correspondência que fez com eu levantasse da cama, "Eu amo a senhora, bom trabalho".
Se todo mundo tivesse uma mãe que nem a minha, não teríamos pessoas malquistas, sempre tentamos aproveitar da melhor forma possível a companhia uma da outra e ver mensagem dela fez com que pulsasse de alegria, somos unidas, embora ela seja muito ocupada, sempre arranja tempo para nós, sorrio com os olhos fechado imaginado o mundo tendo uma boa relação com seus progenitores.
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Meu professor tatuado
RomanceValentina Martins é uma aluna do 4˚ano do ensino superior, inteligente e companheira, ela vivera um grande conflito em sua vida ao se apaixonar pelo seu professor. Ele é Arthur Bragança o novo professor mais cobiçado da UERJ, insensível, que desnor...