Flashback
Sangue espalhado por toda sua roupa e testa eram visíveis no jovem ruivo português, seu cavalo havia morrido sobre os ataques do dono de terra furiosos e de seu pai que junto com seus piões vinham vagando pela mata.
Ele sabia que iria morrer, a marca de tiro em seu braço mesmo tentando parar o sangramento em breve ele não aguentaria, entretanto ajudar o jovem casal tinha se tornado sua prioridade no resto de sua vida infeliz.
- Fernando! Chamou o jovem indígena com sotaque arrastado
- Eu atrapalharei eles aqui . Falou o ruivo mostrando um sorriso para eles
- meu irmão. Falou a ruiva olhando com lágrimas nos olhos
- vá eu não seria feliz mesmo minha irmã, te vejo numa próxima. Falou o ruivo tentando não deixar sua voz embargar
- que os deuses te ajudem meu amigo. Falou o jovem
Sua irmã te deu um último beijo em sua bochecha e saiu correndo junto com o seu amado. Ele limpa suas lágrimas e pega sua arma arrumando força para se preparar para dar um tiro, os passos se aproximavam e vozes gritando os chamando de coisas horríveis era ouvido, a jura de mortes saíam da boca de seu pai.
Ele era um homem morto sobrevivendo ou não, o mais jovem da um tiro na direção oposta que ele estava chamando atenção do grupo que foi na direção do barulho. Ao ver as silhuetas sumirem, se escorando na árvore fica sentado no chão esperando a morte o alcançar.
Estava feliz pela irmã, tinha cumprido o último pedido de sua mãe que era proteger ela do crápula de seu pai, sua esposa bem deveria o estar odiando nesse exato momento por ter escolhido ajudar sua irmã em vez se seguir os planos. Ele esperava que Emily o perdoasse um dia por isso, mas sua velha amiga teria que entender que ele não conseguiria aguentar o fato de não viver com aquele realmente tinha seu coração.
Olhou para a lua que iluminava o céu acompanhada com suas estrelas sentindo seus olhos pesar aos poucos até emergir na escuridão.
Fim do flashback
Pov Márcia
- Então o que aconteceu depois? Perguntei jogando pedrinhas junto com ele a água
- depois eu acordei nos pés do Moxuara por uma voz masculina me dizendo que eles tiveram pena de mim e que a partir daquele momento eu seria aquele que ajudaria as almas perdidas a encontrar seus amores. Falou em tom nostálgico
- quantos você já ajudou? Perguntei olhando o ruivo
- Eu perdi a conta depois do mil. Falou
- não se arrepende? Indaguei
- meu único arrependimento foi ter voltado a europa em meio a caça às bruxas mesmo estando quase no final, eu era um ruivo, meio afeminado em plena aquisição voltei correndo para brasil assim que possível. Falou jogando cabelo me fazendo rir
- viu sua irmã depois daquele dia? Perguntei vendo a expressão dele mudar
- bom ela tinha se mudado para o interior na divisa com Minas então todas as noites eu a visitei, vi seus filhos crescerem, seus netos ela perder seu marido e quando estava a beira da morte a visitei. Mesmo quase sem força foi o melhor abraço que ela me deu ali naquele momento refletindo sobre tudo eu percebi que eu não mudaria nada, a eternidade se tornou menos solitária vendo eu fazer pessoas felizes. Falou me dando seu mais lindo sorriso
- Eu queria ter metade da força que você tem ruivinho. Falei vendo ele negar com a cabeça
- você tem até demais, você teve força de se assumir não é só que agora está menos difícil que ainda não corremos risco. Falou me fazendo concordar
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O conto da meia noite
General FictionMárcia queria resposta sobre tudo que estava acontecendo, mas teme que seja coisas demais para ela absorver. " Ao bater do relógio da meia noite tudo que ronda a escuridão peregrina sobre a luz do luar."
