Pov Márcia
- Não pode ignorar ela para sempre, você sabe disso, já faz duas semanas. Falou Fernando meio ofegante por causa da nossa corrida
- Eu não estou ignorando estou apenas evitando pensar muito nisso. Falei pegando a garrafa de água
- Evitando de pensar que você é a reencarnação da pessoa que ela mais amou nesse mundo? Indagou olhando para mim me fazendo desviar o olhar
- Não acha que é uma frase que tem um peso emocional enorme. Falei olhando para o mar
- Acho que você precisa falar com ela e voltar para terapia. Falou me fazendo olhar pra ele
- Depois vemos isso. Falei
ficamos em silêncio por um segundo só ouvindo o barulho do mar
- Como está Luna? Você foi visitar ela e a dona Januária ontem a tarde e não falou mais nada. Falou Fernando
- Elas estão bem, Luna tá melhor que eu você juntos. Falei vendo ele dá uma risada de leve
- Ela ainda é criança, quero ver o que você irá fazer quando ela chegar na puberdade. Falou me fazendo sorrir de leve
- Não dará tanto trabalho assim e como ela disse " eu já sou pré adolescente''. Falei imitando a voz da menor fazendo ele rir
O celular de Fernando toca, fazendo ele se afastar um pouco para atender e começava andar de um lado pro outro pela mania dele mesmo. Olho para frente e fico observando a paisagem à minha frente.
Percebo ao longe uma moça de longos cabelos castanhos parecia se banhar na beira do mar usando um vestido branco, acho estranho o dia estar consideravelmente frio e a praia estar vazio pela hora.
" me ajuda por favor!''
Escuto uma voz feminina que parecia ser familiar me dizer algo em meu ouvido me fazendo levar um susto, olhei para os lados procurando de onde vinha a voz da mulher mas só conseguia vê Fernando ao telefone e um morador de rua recolhendo algumas coisas mas sem sinal de uma mulher.
- eu acho que eu realmente to precisando ir para terapia, eu estou ficando doida. Sussurrei para mim mesmo
Sinto como se fosse uma mão bem gelada colocar a mão em meu ombro me fazendo olhar para trás e não vê nada, quando viro para frente tomei um susto me fazendo cair no chão pela figura pálida que escondia o rosto com seus longos cabelos castanhos.
" faça ela ceder que poderá nos ajudar'' Falou a mesma voz que parecia estar dentro da minha cabeça
- Márcia do céu que se tá fazendo no chão? Perguntou Fernando me ajudando a levantar
A mulher em minha frente havia desaparecido tão rápido quanto havia parecido, olho para os lados procurando a mesma mais nada.
Acho que estou ficando louca
- Eu só tive um delay. Falei para o ruivo que franziu a testa
- Esta parecendo mais que viu uma assombração. Falou Fernando me fazendo negar com a cabeça
- Acho que fantasmas não existem e são bem irreal para mim. Falei vendo ele rir
- É um ser humano praticamente imortal que se transforma em pássaro que pode pegar fogo parece bem real para você pelo visto. Falou me fazendo rir
- Então fantasmas existem? Perguntei para ele
- A linha entre aqui e o outro lado é um espaço bem vago, então podemos dizer que sim. Falou o ruivo
VOCÊ ESTÁ LENDO
O conto da meia noite
Narrativa generaleMárcia queria resposta sobre tudo que estava acontecendo, mas teme que seja coisas demais para ela absorver. " Ao bater do relógio da meia noite tudo que ronda a escuridão peregrina sobre a luz do luar."
